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Justiça
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São José do Rio Preto, 16 de Junho, 2010 - 2:18
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Ambulante pega 23 anos por assassinato
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Guilherme Baffi
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O promotor José Américo Ceron, que denunciou o condenado
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O vendedor ambulante José Alencar Feitosa, 43 anos, foi condenado pela Justiça de Rio Preto a 23 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, por homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio duplamente qualificada, por ter agido por vingança e com surpresa. Ele é acusado de matar no dia 28 de maio de 1999 o pedreiro Pedro dos Santos, então com 48 anos, e de tentar matar Adauto Ouro de Oliveira, com 36 na época dos crimes.
O réu teria cometido o crime para se vingar do pedreiro em razão do negócio que foi desfeito – a troca de um automóvel por um terreno. O ambulante teria retido uma sela de cavalo que entrou no negócio e Santos dizia que era dele. O valor de uma sela nova atualmente gira em torno de R$ 300.
O réu está foragido e não compareceu ao julgamento, que durou cerca de sete horas e terminou na noite de anteontem. Segundo o promotor criminal José Américo Ceron, que atuou no júri popular de Feitosa, ele teria disparado seis tiros contra Santos e outros dois pelas costas contra Oliveira, que, mesmo ferido, conseguiu fugir. A arma usada no crime foi um revólver calibre 38, e o ambulante, conhecido como Ceará, a teria recarregado e dado os dois últimos tiros em Santos depois que ele já estava caído no chão.
Surpreendidos
De acordo com a denúncia do Ministério Público, as vítimas foram surpreendidas por volta das 17h, em um bar localizado na Estância Santa Clara. Um júri já havia sido marcado para 29 de novembro de 2007, mas não foi realizado. Outro foi agendado para 24 de abril de 2008 e também não aconteceu. Com a lei 11.689/2008, foi possível a realização do julgamento com o réu ausente.
O ambulante teve a prisão preventiva decretada em junho de 2008 e, segundo o MP, estaria vivendo no Ceará ou na Paraíba. O advogado dele, Paulo Henrique Feitosa, disse que irá apresentar recurso de apelação. Ele nega que seu cliente tenha sido o autor dos crimes, e diz que não há provas contra o réu.
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