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São José do Rio Preto, 8 de Fevereiro, 2012 - 1:45
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Parise deixa a Secretaria de Cultura depois do Carnaval
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Thomaz Vita Neto
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Festejos de Carnaval e inauguração de museu serão últimas ações de Parise à frente da pasta
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O secretário de Cultura de Rio Preto, Antonio Carlos Parise (PTB), 68 anos, anunciou, ontem, que vai renunciar à função nas próximas semanas. A decisão se deve às exigências da lei para desincompatibi-lização de cargos, a fim de que possa concorrer novamente a cargo eletivo, em outubro. “Foi uma decisão pessoal. Em março, volto a ocupar minha cadeira de vereador. Quero sair antes do prazo (abril) para me reposicionar na Câmara”, explica Parise, sem citar uma data exata.
Entre suas ações finais à frente da pasta está o Carnaval de rua, de 18 a 20 de fevereiro, na avenida Duque de Caxias, às margens da Represa Municipal. Além do desfile das escolas de samba Império do Sol e Projeto Escola Viva, estão previstos shows populares, inclusive do sambista carioca Neguinho da Beija-Flor.
Outro projeto que deve receber sua marca é a inauguração do Museu “José Antonio da Silva”, onde era a sede da RiopretoPrev, entre as ruas Voluntários de São Paulo e Saldanha Marinho, no Centro. A ideia é unificar o Museu de Arte Naïf (MAN), que fica no prédio vizinho, e o Museu de Arte Primitivista (MAP), localizado no segundo andar do Centro Cultural “Daud Jorge Simão”, na Praça Cívica. Foram feitas adequações simples na estrutura, como instalações de câmeras de segurança e de expositores, remoção de divisórias de vidro e pintura das paredes, que custaram em torno de R$ 22,5 mil.
O local, com 250 metros quadrados, vai receber cerca de 70 telas do Silva, 30 esculturas e 40 obras naïfs. “Estamos na fase de assepsia dos quadros. Creio que ainda em fevereiro o local esteja totalmente pronto. Já o dia da inauguração será definido pelo prefeito.” Apesar do tempo escasso e da pouca verba, na sua opinião, Parise se diz feliz por cumprir com êxito o calendário de eventos locais.
Entre suas principais conquistas, destaca o sucesso dos shows de Jair Rodrigues e Negra Li, no Réveillon 2012, e o Festival de Música Popular “Vinícius Nucci Cucolicchio”. Já entre os projetos não realizados, está a criação de uma Orquestra Filarmônica. Além disso, o Museu da Imagem e do Som, outra promessa, não será inaugurado a tempo.“Minha gestão foi séria e muito honesta. Na Câmara, quero manter essas características e pensar projetos de lei importantes para a cidade.”
Troca-troca
O empresário e professor universitário tornou-se vereador em 2009 e assumiu a atual posição em 2 de março de 2011. Ele substituiu Deodoro Moreira, da mesma legenda, que acumulava a chefia tanto da pasta da Cultura quanto da Comunicação Social. Na época, a escolha de Parise foi apontada como manobra partidária do prefeito Valdomiro Lopes (PSB), a fim de agradar aliados e expandir seu rol de apoiadores para a reeleição.
Embora negue que esteja prestes a voltar à secretaria de Cultura, Moreira nunca se desligou de fato da função anterior. Ele foi o coordenador geral do Festival Internacional de Teatro (FIT) no ano passado e segue na função em 2012. As comemorações dos 160 anos da cidade, celebrados no dia 19 de março, também estão nas mãos dele.
“Nada foi definido. É até deselegante falar sobre isso. O aniversário da cidade sempre foi muito ligado às decisões do gabinete, por isso, assumi”, esquiva-se. A hipótese mais provável é que Moreira acumule as duas secretarias pelo menos até o final deste mandato, em dezembro.
Atrações de aniversário
O aniversário de 160 anos de Rio Preto, principal atração cultural da cidade no primeiro trimestre, começa a tomar forma. Até agora, foi confirmada a presença da Esquadrilha da Fumaça, que desde 2005 não fazia apresentações no município. Um capitão e um sargento da esquadrilha estão em Rio Preto, hoje, para fazer o reconhecimento do aeroporto “Professor Eribelto Manoel Reino” e acertar detalhes do show aéreo, previsto para o dia 17 de março.
Também já foi contratado o cantor Eduardo Costa, que toca no recinto de exposições “Alberto Bertelli Lucatto”, no dia 18 de março. Somente com esta atração foram gastos aproximadamente R$ 130 mil. Michel Teló, que cobra por volta de R$ 200 mil para subir no palco, ainda está em negociação. Além deles, devem fazer parte da programação o tradicional corte de um bolo gigante, distribuído de graça à comunidade e shows regionais ou nacionais com playblack. “O orçamento total não foi definido”, avisa o secretário de Comunicação Social, Deodoro Moreira.
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