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São José do Rio Preto, 3 de Fevereiro, 2012 - 7:32
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Morre vítima de câncer a artista Daisy Araújo
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Sérgio Menezes
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Daisy Araújo tinha 55 anos e era adepta da arte primitivista
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Rio Preto perdeu ontem uma representante da arte naïf. Daisy Araújo Valiane morreu na madrugada, por volta das 3 horas da manhã. A artista, que nasceu na Capital, faleceu aos 55 anos. Era casada com Luis Valiane e não teve filhos. O sepultamento foi realizado ontem, às 17 horas, no Cemitério Jardim da Paz, em Rio Preto. Segundo Daniela Araújo Riese, 25 anos, sobrinha da pintora, Daisy enfrentava o câncer havia quatro anos. A doença primeiro atingiu a mama, em seguida os ossos e também o pulmão.
Na arte, Daisy expressava a sua visão de mundo, suas dores e também o amor pela cidade na qual vivia. “A pintura ela fazia com amor. E sempre homenageava Rio Preto”, diz a sobrinha. O apreço pela cidade e as situações que a afetavam pode ser simbolizada por um dos últimos trabalhos de Daisy. No início de 2010, ela retratou em sua tela a chuva que devastou Rio Preto em janeiro de 2009 e também o heroísmo dos bombeiros que se dedicaram a salvar vidas naquela ocasião.
A artista envolveu-se com a pintura ainda na infância. Dentre os temas importantes de seu trabalho estão o folclore brasileiro e o paisagismo. Entre suas obras mais emblemáticas está a pintura de um painel de 3,7 metros de altura por 5,8 metros de largura, para a casa do empresário André Attab, em 2009. Na década de 1980, ela expôs na Bienal de São Paulo. “É uma perda muito grande. Além de artista participativa, ela era uma amiga”, diz o primitivista Orlando Fuzinelli.
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