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Mistura visionária
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São José do Rio Preto, 31 de Julho, 2010 - 1:45
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Keith Haring expõe a partir de hoje em São Paulo
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Divulgação
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Um dos 90 trabalhos inéditos de Keith Haring que compõem a mostra ‘Selected Works’
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As cores vibrantes e as linhas grossas das obras do norte-americano Keith Haring podem ser vistas a partir de hoje em uma exposição em São Paulo. Mas o deleite não será apenas para aqueles que nunca viram os trabalhos de Haring de perto. Mesmo quem já conhece o artista vai se surpreender. A razão é que a mostra “Selected Works” conta com 94 obras, todas elas nunca vistas no Brasil.
Haring é considerado ícone da cultura underground dos anos 1980 em Nova York e seus trabalhos influenciam a arte urbana atual. “Selected Works” é organizada pela Litmedia Productions. Em exposição estão 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura do artista.
A norte-americana Sharon Battat, da Litmedia, é produtora e curadora da exposição. Em entrevista ao Diário, ela diz que mostrar a diversidade do trabalho de Haring é um dos principais objetivos do evento:além das obras, “Selected Works” traz também objetos pessoais do artista, como passaporte, tênis, skates e fotos e vídeos que mostram as passagens de Haring pelo Brasil.
Sharon conta que sempre gostou do trabalho de Haring e que isso foi um grande fator motivador para organizar a exposição. A mostra marca os 20 anos de morte de Keith Haring - ele morreu em 1990, aos 31 anos, de complicações relacionadas à Aids.
“O público em geral conhece Haring pelas imagens, seus cachorros, bonecos, bebê. Ele movimentou a ‘street art’ e, como pessoa, foi um filantropo, que infelizmente morreu muito jovem. Mas foi muito produtivo durante a vida dele”, diz Sharon.
Haring estudou em uma escola de arte de Pittsburgh, no final da década de 1970, e antes de concluir o curso foi para Nova York. Matriculou-se na Escola de Artes Visuais. No novo lugar que escolher para viver, encontrou a arte feita fora de museus e galerias e foi influenciado pelo grafite. Chamou a atenção pelos desenhos a giz que fazia no metrô. Na década de 1980, alcançou reconhecimento internacional, sempre em busca de uma arte democrática, pública.
“Foi também por esse motivo que ele abriu o Pop Shop para seu trabalho ser acessível, para levar arte para o público total”, conta a curadora da mostra. Pop Shop foi uma loja criada pelo artista em 1986, onde ele disponibilizava produtos a um custo mais baixo. Seus murais públicos feitos em prol de causas sociais, direitos civis, hospitais, creches e orfanatos também estão entre os marcos de sua trajetória artística e pessoal.
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O artista Keith Haring morreu em 1990
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O artista esteve várias vezes no País. Participou da Bienal de São Paulo em 1983 e visitou a Bahia, a convite de um amigo, o artista Kenny Scharf, que tem casa em Ilhéus. “Por isso mostramos fotos dele no Brasil.”
Todo o acervo da exposição é da Fundação Keith Haring, instituição que o artista fundou em 1989, um ano depois de descobrir ser portador do vírus HIV. A instituição tem a missão de manter e proteger o legado de Haring e apoia instituições que atendem crianças, bem como as organizações que envolvem educação, pesquisa e os cuidados relacionados à Aids. “Ele sempre foi ligado a crianças. Gostava da inocência e da criatividade delas”, afirma a curadora.
Ações paralelas
Seguindo o exemplo deixado pelo artista, durante o período da exposição atividades paralelas e filantrópicas serão executas. Hoje à tarde, em são Paulo, acontece um workshop ministrado por artistas. O material produzido será doado a uma organização que cuida de crianças. Dentre as ações paralelas há ainda programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com entidades como a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (Abia). “Juntamos frases do Keith Haring, informações sobre prevenção, lugares onde você pode fazer teste, sites onde se pode tirar dúvidas em um livro muito tocante chamado ‘Livro da Vida’.”
Vida documentada
Durante a exposição serão exibidos dois documentários sobre o artista - “The Universe of Keith Haring”, dirigido por Chistina Clausen, e “Drawing the line”, de Elisabeth Albert. Depois de temporada em São Paulo, a exposição, que é patrocinada pela Caixa Econômica Federal, segue para o Rio de Janeiro. A expectativa é de que 30 mil pessoas visitem “Selected Works” em cada uma das duas cidades.
Serviço
Selected Works. Keith Haring. Na Caixa Cultural São Paulo (Galeria Vitrine da Paulista). De hoje a 5 de setembro. Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h; domingos, das 10h às 21h. Gratuito. Informações (11) 3321-4400
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