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Dar e receber
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São José do Rio Preto, 27 de Dezembro, 2011 - 1:44
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Torne a generosidade uma prática permanente em sua vida
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Divulgação
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Se você é do tipo que, movido pelo espírito de Natal, realiza boas ações uma vez por ano (e olhe lá), este é o momento ideal para incluir a generosidade em sua lista de realizações permanentes para 2012.Segundo a psicóloga cognitivo-comportamental Irene Araújo Corrêa, dezembro é visto por muitos como época de se redimir de falhas para zerar as pendências no ano que se avizinha. Por outros, como um período mais emotivo e grande reforçador de conduta caridosa. “O ideal é que a generosidade não se mantenha atrelada a nenhuma data especial, mas a um comportamento contínuo de colaboração para um mundo melhor e mais produtivo”, afirma ela.Desse modo, Irene incentiva que se aproveite a virada de folha do calendário para se cultivar novos hábitos.
“As ações de generosidade para o novo ano podem e devem ser parte importante de nossos planos. No mínimo, porque o fruto daquilo que se faz é algo que também gera um sentimento de recompensa para o benfeitor.”Na visão de Luciana Nazar Ramoneda, psicóloga clínica e hospitalar, que também integra o Sementes da Alegria (projeto social com o objetivo de levar o riso a pacientes da Santa Casa de Misericórdia de Rio Preto), ser pródigo depende de cada indivíduo. Enquanto alguns gostam, naturalmente, de dividir e de colaborar com o próximo, há quem aprimore essa capacidade devido ao sofrimento. “Ninguém pratica atos generosos se não tiver disponibilidade interna. É preciso ser tocado por alguma causa, por meio do amor ou por meio da dor”, afirma.
Ser generoso não quer dizer, necessariamente, que você deva doar parte de seu salário mensal para a igreja ou alguma entidade beneficente. Mas que esteja determinado a deixar o egoísmo de lado e fazer algo importante para o outro.Também não quer dizer que basta ser bom para pessoas distantes de sua realidade. O primeiro passo deve ser dado dentro de casa. “Seja generoso com as palavras, com a atenção e com o respeito às pessoas íntimas”, diz Irene. Uma ótima maneira de começar a praticar atos generosos, na opinião de Luciana, é passar a “sorrir e desejar um bom dia às pessoas que convivem diariamente conosco, como nossos pais, filhos, marido, mulher, amigos e colegas de profissão”.
Outra ação importante é promover a humanização do ambiente de trabalho. Cabe ao chefe, por exemplo, saber ouvir os subordinados e tentar ajudá-los a resolver problemas, mesmo que não estejam relacionados diretamente às suas funções dentro da empresa.“Mudança gera mudança. A partir do momento em que as pessoas se sentem amparadas, também sentem vontade de amparar alguém”, conta Luciana. Para os mais motivados, é possível ir além das fronteiras de sua própria rotina. Abrir mão do tempo livre periodicamente para visitar hospitais, orfanatos e asilos, a fim de dialogar com quem precisa de apoio, ou até mesmo integrar grupos de voluntários, que “colocam a mão na massa”, pode ser uma alternativa saudável. Doar sangue é outra dica interessante.
Porém, independentemente do que se pretende fazer, é fundamental ter em mente que o outro pode lhe ser grato ou não. Luciana explica que muitas pessoas ainda não aprenderam a amar e a ser amadas. Por isso, não se pode cobrar delas o que ainda não sabem. Também não se deve ter em mente a “publicidade” de suas contribuições. “Deixe o outro no tempo dele. O importante é fazer a sua parte, com amor, sem esperar nada em troca.” O resultado costuma ser sempre gratificante. “O bem que fazemos aos outros transforma o mundo de cada um num lugar melhor”, garante Irene. Luciana completa. “Quem doa um pouco de si recebe de volta paz de espírito, afetividade, paciência, tolerância e, principalmente, sabedoria.”E você, está preparado para ser mais generoso a partir deste novo ano que está chegando?
Brasil menos generoso em 2011
Os brasileiros estão menos generosos neste ano. Essa é a constatação da Charities Aid Foundation (CAF), organização não-governamental com sede no Reino Unido, que acaba de divulgar uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup, envolvendo mais de 150 mil pessoas em 153 países. O índice avalia se, no último mês, os entrevistados doaram dinheiro a instituições de caridade, realizaram trabalhos voluntários ou ajudaram estranhos. O Brasil apresentou índice de 29% de generosidade, ficando em 85º lugar, empatado com a Argentina. Cerca de 48% disse ter ajudado um estranho, enquanto 26% afirmam ter doado dinheiro a instituição de caridade e apenas 14% assumem ter se empenhado em trabalho voluntário. Em 2010, o País obteve índice de 30%, ocupando a 76ª posição.
O ranking atual é liderado pelos Estados Unidos. Em seguida, aparecem, respectivamente, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido. Estão na lanterna Croácia, Albânia, Grécia, Burundi e, por último, Madagascar. Ainda de acordo com o trabalho, houve um aumento do índice global, passando de 31,6%, em 2010, para 32,4%, em 2011. Os resultados mais expressivos foram observados na Ásia.Para a psicóloga cognitivo-comportamental Irene Araújo Corrêa, as nuances de comportamento são cíclicas, mas não devem ser lidas como verdades absolutas. “Atualmente, as pessoas estão mais individualistas e, dependendo da situação, até mesmo mais egoístas. Mas não é uma característica de todas as pessoas, pois ainda há ações solidárias e pessoas dispostas a atos de generosidade.”
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