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Literatura de entrada
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São José do Rio Preto, 22 de Agosto, 2010 - 2:35
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Best-sellers ajudam despertar o gosto da leitura
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Ariana Pereira e Vivian Lima
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Belisário/Editoria de Arte
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Existem livros que carregam consigo o mérito de ser a porta de entrada para o universo da leitura e da viagem aprofundada pela literatura. Ainda que a obra inaugural não seja um grande clássico nacional ou mundial, um livro aparentemente despretensioso pode se tornar o primeiro degrau a ser escalado para a formação de um leitor ávido.
Entram aí best-sellers, como os volumes da série “Harry Potter”, da britânica J.K. Rowling, “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, ou as obras do norte-americano Dan Brown. Em outra época, tais nomes poderiam ser substituídos por Agatha Christie ou Barbara Cartland. Ou Shakespeare, que também é um best-seller.
“Não conheço só um caso de pessoas que tomaram gosto pela leitura a partir de livros que estão na moda, mas muitos. Principalmente, o adolescente que passa a ler best-seller. Tenho uma experiência assim dento da minha própria família: minha sobrinha gosta de ler e descobriu essa preferência depois de ter contato com obras que estão na moda”, diz Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Para o professor Matheus Sala, 24 anos, ler era um exercício penoso em busca de acrescentar mais informações às atividades que exercia. Nunca uma opção prazerosa para passar o tempo e aprender mais a respeito de realidades diferentes das dele ou adquirir conhecimentos. A situação mudou quando teve contato com “O Código da Vinci”, do escritor Dan Brown.
“Ganhei de presente e fiquei bem irritado. Como minha irmã poderia me dar um livro desses, de ‘modinha’? Comecei a ler em consideração a ela e me apaixonei. Com certeza, esse livro me ajudou a expandir a visão em relação à leitura”, diz Sala.
Considerando que para saber a história inteira de Harry Potter um leitor interessado precisa passar por sete livros com média de 300 ou 400 páginas, os fãs da obra de J.K. Rowling que a leem completamente dentro do período de um ano ultrapassam, e muito, a média nacional. Pesquisa divulgada no ano passado pelo Instituto Pró-Livro mostra que os 95 milhões de brasileiros que se dizem leitores leem 1,3 livro ao ano. Outras 77 milhões de pessoas que vivem no Brasil não leem. Dessas, 21 milhões são analfabetas.
A administradora de empresas Aline Cristina Benevides Guimarães, 25 anos, conta que desde criança gostava de livros, mas os lia sem muita voracidade ou entusiasmo. Isso mudou depois que ela se interessou pelas histórias de J.K. Rowling. “Antes, via um livro um pouco maior e corria dele.”
Depois das histórias de Potter, Aline leu “A menina que roubava livros”, de Markus Zusak, com aproximadamente 500 páginas. Agora, interessa-se também por livros de temática espírita. Ela explica a atração por “livros da moda”. “Em roda de amigos, comenta-se sobre alguns desses livros, e isso chama a atenção. Diferente de algumas obras clássicas, talvez pela obrigação de ler quando estávamos na escola.”
Manutenção
Além de abrir as portas para um mundo de outros autores e livros, para algumas pessoas, best-sellers, sejam eles fictícios ou de autoajuda, são importantes para a manutenção do mercado de obras literárias clássicas ou de autores mais profundos, que demoram mais para ser consumidos pelos que têm o hábito de ler.
“Livros que vendem com mais facilidade são importantes para o mercado livreiro, pois ajudam a manter as livrarias. Um livro de literatura, em alguns casos, fica por até seis meses na prateleira. Os que estão ‘na moda’ têm uma saída instantânea e viabilizam o funcionamento do comércio”, explica o presidente da CBL.
Tal lógica funciona também com o mercado editorial. Quanto mais lucrar com as diferentes edições de uma obra com garantias de venda, mais as editoras podem investir ou apostar em um projeto que requer leitores mais críticos ou habituados a obras com menos apelo comercial.
Avanços
Os livros que podem ser considerados de entrada, geralmente, têm linguagem simples, atraente, e são rápidos de ler, independente do número de páginas. Danielle Machado, que faz parte da equipe de profissionais responsáveis pela edição brasileira da série “Crepúsculo”, acredita que obras escritas dentro desse perfil têm potencial de despertar o hábito pela leitura não apenas no público jovem, mas em adultos.
“Alguns materiais chegam para a gente classificados como literatura infanto-juvenil e conseguem atingir leitores que não estão dentro dessa classificação. São de consumo fácil e, geralmente, funcionam como um incentivo àqueles que não estão costumados à leitura”, afirma Danielle.
Thalita Rebouças tornou-se conhecida pelo público adolescente com a série “Fala Sério”. Ela afirma que, atualmente, o número de adolescentes habituados à leitura é maior do que quando começou a escrever obras direcionadas a esse nicho.
“Acho incrível o que livros como ‘Harry Potter’ fizeram. Muita gente começou a gostar de leitura depois de ter contato com essa obra. Tenho leitores, por exemplo, que começaram a ler a partir dos meus livros e avançaram para Jorge Amado, Graciliano Ramos e outros. Há quem afirme que os que leem best-seller e autoajuda não se aprofundam para outro tipo de literatura. Eu não acredito nisso”, analisa a escritora.
O escritor e professor amazonense Milton Hatoum não é assim tão crédulo quando Thalita. Na opinião dele, pessoas que leem best-sellers e autoajuda não avançam para obras mais consistentes quanto clássicos da literatura universal.
“Acho que quem lê ‘A Cabana’, ‘Crepúsculo’ ou autoajuda só lê isso. Esse tipo de leitor não abre o ‘Grande Sertão Veredas’, de Guimarães Rosa, ‘Angústia’, de Graciliano Ramos, ou ‘Luz em Agosto’, de William Faulkner, para ler. Quem se interessa pelos vampiros modernos não é leitor de ‘O Coração das Trevas’, de Joseph Conrad. Existem leitores que acham que a literatura é só entretenimento e esses são a maioria. Há também leitores que enxergam a literatura como uma forma de conhecimento de mundo e de nós mesmos, e esses compõem a minoria. Escrevo para essa minoria”, diz Hatoum.
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Guilherme Baffi
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Rio-pretense Luís Gonçalves Netto já ganhou fama nacional pelo dom de ler livros de 300 páginas em uma hora: ‘Ler muda o jeito que a gente vê o mundo’
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O culpado foi Dan Brown
Em oito meses, Luís Gonçalves Netto, 14 anos, leu 354 livros: e tudo começou com ‘O Código Da Vinci’. Mais do que encontrar o segredo dos templários camuflado por séculos nas pinturas de Leonardo Da Vinci, Dan Brown despertou no jovem Luís Antonio Gonçalves Netto, 14 anos, uma habilidade incomum. Depois de ler o best-seller, em dezembro do ano passado, o adolescente percebeu ser capaz de devorar livros de 300 páginas em menos de uma hora.
O talento descoberto pelo acaso, tornou-se, nos últimos dias, conhecido nacionalmente por meio da grande mídia. Desde o dia 27 de dezembro até 19 de agosto, Luís leu nada mais, nada menos do que 354 livros. Marca que muita gente não vai atingir nem em 80 anos.
O adolescente sempre foi um estudante como todos os outros de sua classe: notas médias, dificuldades em uma ou outra matéria (no caso dele, o terror era História). Um acordo com o pai, o vendedor Evandro Luís Gonçalves, 38 anos, determinou a pena: se não conseguisse obter média na disciplina, teria de ler dez livros.
“Não sabia mais o que fazer para que ele estudasse e decidi passar esse castigo: teria de ler dez livros que eu já havia lido. Para a nossa surpresa, ele terminou a leitura em 15 ou 20 dias”, conta o pai. Aliás, inicialmente, os pais de Luís acharam que ele estava pulando as páginas, mas ao questionar o menino sobre as histórias, perceberam que a leitura estava mesmo sendo feita por inteiro.
“Comecei lendo 50 páginas por hora. Quando cheguei ao décimo livro estava em uma média de 150 páginas por hora. Gostei de ler e fui comprando outros livros. Prefiro os que têm ficção baseada em fatos históricos. Mas leio de tudo”, diz.
No dia anterior à entrevista concedida ao Diário da Região, Luís havia lido seis livros em um intervalo de duas horas e quinze minutos: “Vinte Mil Léguas Submarinas”, 227 páginas, “Os Miseráveis”, 159 páginas, “O Sumiço da Elefanta”, 101 páginas, “Eros e Psiquê”, 76 páginas, “Os Três Mosqueteiros”, 216 páginas, e “Um Estudo Em Vermelho”, 192 páginas.
Presentes oferecido por expositores da 21ª Bienal do Livro de São Paulo, onde esteve a convite da Rede Globo, no início da semana. “Encontrei o jornalista Rodrigo Alvarez, que escreveu ‘Haiti, Depois do Inferno’. Li o livro em 19 minutos. Ele disse que não era justo eu ler tão rápido algo que ele demorou tanto tempo para escrever”, diverte-se o adolescente. O livro de Alvarez tem 120 páginas.
Não se trata de leitura dinâmica, uma vez que Luís se lembra da história completa depois de ler. Escapa apenas um ou outro detalhe como acontece com qualquer mortal que leia um livro. “O Rodrigo Alvarez deu nota nove na avaliação da leitura porque o Luís se esqueceu de um personagem da história”, lembra o pai.
A partir de Dan Brown, uma série de outros autores se apresentou ao garoto com o passar (ligeiro) das páginas: Jorge Amado, Antonio Bulhões, Robert Fisk, Saramago e tantos outros nomes distribuídos por duas estantes cheias, além de alguns à espera de lugar para ser guardados no quarto de Luís. “Estou conhecendo autores dos quais nunca tinha ouvido falar. Quando li ‘O Código Da Vinci’, fiquei preso pela leitura e quis ler mais. Quando você lê um livro bom, quer ler outros porque pensa que todos os livros são como o que você gostou”, afirma.
Dentre os 354 livros lidos (até quinta-feira, depois disso, com certeza, a lista já deve ter aumentado), o preferido ainda é justamente o primeiro. Mas Luís é generoso e assegura que não existem livros ruins, só “menos bons”. O mais trabalhoso, no entanto, foi a Bíblia. Os 73 livros bíblicos foram lidos em seis horas. “Como a linguagem é mais antiga, foi um pouco mais complicado de entender. Mas quando não sei uma palavra tento compreender pelo contexto. Se não consigo, paro imediatamente a leitura e vou procurar no dicionário o significado.”
Depois dessa maratona literária diária, o garoto sente que o desempenho escolar sofreu uma leve melhora. “Ler muda o jeito que a gente vê o mundo. Muda a base que temos para entender outras realidades. Minha capacidade de compreensão de textos melhorou. Eu acho.” De tanto ler, Luís resolveu tornar-se ele mesmo escritor: está na sétima página do próprio livro. “Para escrever sou mais lento”, brinca.
A opinião de quem escreve
Pedro Bandeira pode ser considerado um autor de literatura de entrada. Livros como “A Droga da Obediência”, “A Droga do Amor” ou “O Fantástico Mistério de Feiurinha” são apenas alguns escritos por ele para conquistar o público infanto-juvenil. Mas, se Bandeira tem assim essa capacidade de despertar o gosto pela literatura em alguém, quem despertou a dele?
“Quando eu era criança, o que tínhamos para ler eram as obras de Monteiro Lobato. Nunca fui um bom estudante, mas sempre fui um ótimo leitor. Nossa maneira de diversão eram os livros de aventura. Hoje em dia, as crianças e adolescentes têm muitas opções para se tornar bons leitores desde cedo”, diz Bandeira.
Os contos de Machado de Assis estavam entre as leituras do escritor Milton Hatoum durante sua adolescência. Além disso, contos de Gustave Flaubert também figuravam entre as obras lidas durante a juventude. “Outro livro que me influenciou nessa época foi ‘Capitães de Areia’, de Jorge Amado, indicação de leitura feita pela escola. O papel formador da escola é esse: uma boa escola indica, orienta, os alunos sobre leitura. O jovem tem de ler o livro certo na hora certa; se ele ler bons livros, na sua juventude será um bom leitor.”
Marcelo Rubens Paiva foi a leitura de Thalita Rebouças durante a adolescência, com “Feliz Ano Velho”. “Ele me salvou, em uma época que eu estava implicando com os livros. Adolescência é um período no qual a gente pode pegar uma certa implicância com livros.”
Apesar das diversas opções literárias voltadas para o público infanto-juvenil, Pedro Bandeira acredita que o processo de alfabetização defasado pode ser a principal causa do reduzido número de leitores no País. Ele afirma que, como não recebem alfabetização adequada, ler se torna algo difícil, o que faz da leitura uma atividade desagradável.
“Tenho orgulho de, como Ziraldo, Ruth Rocha e outros, figurar entre os escritores responsáveis pela formação de novos leitores. Mas formar pessoas que gostem de ler é algo difícil, pois a maioria não tem exemplos de leitura em casa. Os estudantes chegam ao ensino fundamental com muita dificuldade de leitura. Provavelmente não gostam de ler porque não entendem.”
O escritor Ignácio de Loyola Brandão conta que foi levado para a leitura pela Coleção Biblioteca Infantil, da editora Melhoramentos. “Lembro-me de ‘O Cisne Negro’, ‘A Bela e a Fera’, ‘A Bela Adormecida’, ‘João e Maria’ e outros. Fiquei muito impressionado com ‘O Patinho Feio’. Considerava a minha história, eu era feio e rejeitado (ao menos me achava) e esperava um dia ser lindo e ter todos me amando.”
Outra obra que Brandão considera importante na sua imersão na leitura é “Robinson Crusoe”. “Li e reli dezenas de vezes na infância e juventude. Adulto, li a edição integral. Ainda me impressiona”, admite. Com relação ao número e nível dos leitores, Brandão acredita que o País está avançado. “Gradualmente, mas seguindo em frente. Com tal sistema escolar, o que temos já pode ser considerado bem bom.”
Já se best-sellers podem levar a bons livros e formar leitores, Brandão tem posição crítica. Para ele, isso ainda não se comprovou. “Senão, o sucesso do Paulo Coelho, da série ‘Crepúsculo’, dos ‘Harry Potter’ teriam formado milhares de leitores. Acredito que muitos possam ter sido fisgados por aí, mas não em massa. Livros de autoajuda então nem ajudam, nem formam ninguém.”
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Edvaldo Santos
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Desde a década de 80 Marina Mafetoni, 59 anos, lê os 3 mil títulos de biblioteca no Eldorado
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Marina: ‘A leitura é minha terapia’
Quando a dona de casa Marina Mafetoni, 59 anos, começou a ler, não havia “Harry Potter”, “Crepúsculo”. Eram outros os títulos famosos que faziam a cabeça dos leitores da época. Marina se lembra de obras como “Poliana”, de Eleanor H. Porter, “Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, e “Pequena história do mundo para crianças”, de V.M.Hillyer. Eles foram seu gatilho para o gosto pela leitura.
A dona de casa estudou até a 4ª série, mas nunca deixou os livros de lado. Já adulta, interessou-se pelos títulos de autores como Johannes Mario Simmel e Agatha Christie. “Gosto demais deles.”
Hoje, o que mais a atrai são as obras de tramas policiais. Mas no caso de Marina, a preferência não gera exclusão. “Leio até literatura infanto-juvenil.”
Ela é frequentadora assídua desde a década de 1980 de uma pequena biblioteca no bairro Eldorado, em Rio Preto. O local conta com acervo de 3 mil obras - a maioria já lida por Marina. Sem dinheiro para a compra de livros - ela vive com auxílio federal de R$ 68 e ajuda de vizinhos e parentes - o jeito é retomar obras já lidas. “Tem livros de lá que já li três vezes.”
Marina afirma que o pouco dinheiro também a impede de ir à biblioteca central da cidade, onde o acervo é maior, mas fica mais distante de sua casa. Na última quinta-feira, Marina estava com “Lucíola”, de José de Alencar, em mãos. “Quando leio, viajo no livro.”
A leitora conta que sempre trabalhou como empregada doméstica e lia os livros das patroas escondida. Atualmente, Marina mora em uma chácara na periferia de Rio Preto. O espaço, segundo ela, é ideal para se dedicar à paixão pelos livros. “Parei de trabalhar em 2001 e me refugiei na leitura. Vivo isolada. Consigo escutar os passarinhos e tenho silêncio para ler. A leitura é minha terapia.”
Influência duradoura
Alguns sucessos do passado continuam sendo referência até hoje. O professor da rede estadual José Roberto da Silva conta que livros da série “Vagalume” (editora Ática), que estavam entre os mais lidos pelo público infanto-juvenil na década de 80, continuam atrativos. “Até hoje esse público adora.”
Em 2008, ele criou em Ipiguá uma biblioteca itinerante. Em setembro de 2009, a itinerân-cia deu lugar a uma sala de leitura, com 3 mil livros, funcionando em uma escola. Contudo, a falta de hábito e o comodismo de alguns leitores não deixaram que a sala atingisse o sucesso desejado, e a biblioteca itinerante deve retornar. “Antes, num dia passávamos entre 100 e 150 casas e entregávamos de 80 a 100 livros. Na sala de leitura, o público maior que tivemos em um final de semana foi de 26 pessoas.”
Leituras:
Livros de hoje:
Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer
Harry Potter, de J.K. Rowling,
Fortaleza Digital, Anjos e Demônios e O Código Da Vinci, de Dan Brown
Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert
A Cabana, de William Young
O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien
O Alquimista, de Paulo Coelho
O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini
Livros de ontem:
Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry
Poliana, de Eleanor H. Porter
Robinson Crusoe, de Daniel Defoe
Hamlet, de William Shakespeare
O Caso dos Dez Negrinhos, de Agatha Christie
A Outra Face, de Sidney Sheldon
O Nome da Rosa, de Umberto Eco
Guerra e Paz, de Leon Tolstoi
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