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30 de julho
2010 |
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Trânsito e gastronomia
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Para acabar com os congestionamentos nas principais ruas e avenidas de Rio Preto, o Ministério Público (MP) apresentou à Secretaria Municipal de Trânsito proposta de implantar rodízio de veículos no Centro e na região do bairro Redentora. O promotor da Cidadania, Carlos Romani, debateu soluções para os problemas de tráfego com o secretário Aparecido Capello.
Adivinhe qual foi a resposta do secretário sobre o assunto pela charge do artista do Diário Lézio Jr.?
Vale ou não mais que mil palavras?
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28 de julho
2010 |
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Literatura gastronômica
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Os quitutes feitos para o festival gastronômico “Comida Di Buteco” saíram dos bares e agora podem ser encontrados em livro. “Receitas e segredos - Comidas di Buteco - 100 petiscos direto para sua mesa”, da Editora Gutenberg, lista as boas receitas encontradas em dez anos de festival. Este ano, o “Comida” completou sua 11ª edição.
O evento, que surgiu em Belo Horizonte (MG), é atualmente realizado em 11 cidades e em 2010 passou por Rio Preto nos meses de junho e julho. Contudo, os quitutes rio-pretenses ainda não estão no livro, assim como os pratos de outras cidades que ingressaram este ano no concurso.
Na hora de escolher os 100 tira-gostos do livro, a editora e os organizadores do festival buscaram prestigiar os pratos premiados ao longo de dez anos, mas não deixaram de lado os bons petiscos que não alcançaram destaque máximo na votação. As receitas presentes na publicação foram testadas no centro culinário de Eduardo Maya, um dos idealizadores e sócio do “Comida di Buteco”.
Em Rio Preto, “Receitas e segredos - Comida di Buteco - 100 petiscos direto para sua mesa” poderá ser encontrado inicialmente na rede de livrarias Saraiva.
Trecho da matéria de Vívian Lima, publicada no Diário da Região desta quarta-feira.
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27 de julho
2010 |
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Costela do Stri
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Devo confessar que adoro esse cara, o Stri, que é dono de um botecão ajeitado na rua Espanha, em Rio Preto. Digo também que gosto muito, mas muito mesmo, dessa maravilhosa costela preparada por ele, geralmente às sextas-feiras. O sujeito é um artista no preparo da carne, tempero e tudo que faz em sua cozinha modesta. O bar está sempre cheio de gente, um ponto aconchegante e muito agradável instalado com o número 602, na Vila Sinibaldi.
Perguntado sobre o segredo do preparo, ele é rápido no gatilho: sal, osso virado pra baixo, peça a pelo menos 20 cm da brasa e paciência. Será? Feito isso, é só esperar cinco boas horinhas e está pronta, derretendo como manteiga! Ahhh, depois das horas em fogo, virar a carne e deixá-la dourar antes de servir.
Não custa tentar...
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23 de julho
2010 |
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Cultura, fé e tira-gosto
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Neste sábado, dia 24 de julho, acontece a 18ª Festa de São Cristóvão, preparada pela Paróquia Santa Apolônia, no distrito de Engenheiro Schmitt. A partir das 18h30, será realizada a tradicional bênção dos veículos e uma missa. Em seguida, uma grande festa na Praça da Matriz.
Além de muita música e diversão, as guloseimas também são um atrativo a mais da festa. Os moradores do distrito estão animados e prometem bons pratos e petiscos, já que são eles os responsáveis por todos os preparativos.
Detalhe: toda a arrecadação é beneficente
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22 de julho
2010 |
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Terço
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Sempre sou convidado a participar de terços, desses que têm reza, fogueira, sanfona e quentão. E confesso, mesmo sendo caipira, criado no mato e de gostar de boa prosa, nunca me senti atraído a esses encontros religiosos. Ao longo desse trecho de estrada, devo ter ido a um ou dois, no máximo. Mesmo assim, sempre respeitei, afinal, cada um com as suas crenças e os seus costumes.
Dias atrás, veio mais um convite: um terço familiar, num casarão antigo e misterioso localizado em uma pequena cidade da região. Teria de ir, num sábado à noite. Guloseimas preparadas, família toda reunida e até um “tal” santo em cima de um mastro.
Os mais antigos dizem que, levantado o sujeito uma vez, o ritual tem de se repetir por outras seis ocasiões. Caso contrário, azar, falta de sorte. O negócio começou a ficar sério. Antes, porém, uma dose, duas, três...
Não demorou muito e: sinal da cruz e uma dica de que o terço deveria ser rezado com concentração, devoção. Todos estavam em volta do pequeno altar, inclusive eu. Em débito com Deus, não rezava nem antes de dormir há pelo menos uns dois, três meses, anos, sei lá. Resolvi quitá-lo naquele instante.
As vozes, audíveis, pareciam expressar desejos e sentimentos. Os sons, misturados, me fizeram perder o preconceito. “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”. Ave-Maria, Pai-Nosso, Creio em Deus, Glória ao Pai, Salve Rainha. “Óh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno...”. Acompanhei no que pude, mas já participava a ponto de não saber a quanto tempo estava ali.
Alguns derramavam lágrimas de fé. As mãos permaneciam agarradas, úmidas. O terço chegava ao fim. E a reunião estranha de um final de semana qualquer, fez cumprir-se uma etapa: brotou em julho de 2010, floresceu vigorosamente num casarão antigo e misterioso e, nas preces sinceras das bocas em transe, a certeza de que estarei presente nos próximos seis.
Aprendi que a força da reza está na necessidade e na intenção. E no queimar da fogueira, o “tal” santo passou a ter nome: Antônio. Recebeu ainda a companhia de João e Pedro, antes, desapercebidos no triângulo sustentado pelo mastro. Juntos, os três, entregaram-se à divina missão de ser sementes de novos sonhos, cores, paz, risos, lágrimas, vida. E, no alto, pareciam distribuir a tranquilidade de quem, como bons companheiros da fé, descansam serenos e nos esperam em 2011.
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