Alexandre Gama
   
04 de fevereiro
2012
VAMOS REVOGAR A ESTROVENGA, PREFEITO?
 
Já passou da hora de o prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), revogar o decreto 15.505, de novembro de 2010, que proíbe festas eletrônicas no municípios. Baixado no calor da emoção, após o desastre que foi a rave Playground, em outubro de 2010, o decreto só existe para ser desrespeitado.

Mesmo com a estrovenga em vigor, muitas, talvez dezenas de festas eletrônicas já foram realizadas em Rio Preto, inclusive em espaços públicos, como a que foi autorizada para a noite deste sábado, no Caboclão, intitulada "Festa Tag."

Por tudo isso, prefeito, está na hora de revogar esse decreto que, no fundo, não serve para nada.


Postado às 12h16

 
 

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31 de janeiro
2012
CAMPANHA "QUERO MEU TROCO EXATO, SUPERMERCADOS"
 
Diante da polêmica decisão dos supermercados de arrancar dos consumidores o direito de embalar suas compras em sacolinhas plásticas gratuitas - o que para o Procon é prática abusiva - é hora de dar o troco. Ou exigir o troco. O colega jornalista Adib Muanis faz sugestão mais do que pertintente neste sentido:

"Alexandre,

Boa tarde

Já que os supermercados resolveram engrossar a corrente dos que querem sincera e apaixonadamente desintoxicar o planeta, extinguindo a gratuidade das sacolas plásticas, eles podem então, a partir de agora, começar também a preservar o bolso dos clientes e dando o troco certo, sem faltarem nem aqueles famosos 1 centavo, 2 centavinhos.

O código de defesa do consumidor proíbe esse arredondamento pra cima que os caixas (orientados, claro) fazem e o consumidor não reclama, por pressa ou constrangimento. Se o mercado não tem troco, o que o consumidor tem com isso?

É isso.
obrigado.
abraço.


É isso aí, Adib. A partir de agora, nada de deixar de lambuja para os empresários os preciosos centavinhos. O caixa que se vire para encontrar as moedas necessárias para o troco. Afinal, precisamos parar de sufocar nosso bolso.

Postado às 17h14

 
 

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31 de janeiro
2012
VALE A PENA LER DE NOVO
 
Post publicado em 14 de novembro do ano passado, muito antes dos supermercados aplicarem o grande golpe. Na época, houve críticas. Agora, com consumidores sentindo na pele a vilania e a desfaçatez dos grandes conglomerados varejistas, vale a pena reler e, quem sabe, tirar novas conclusões a respeito do assunto:

ALÉM DO SENSO COMUM: GOLPE DE MARKETING COMO INSTRUMENTO PARA TRANSFERIR CUSTOS

O fim das sacolinhas plásticas é daqueles assuntos politicamente corretos que, à primeira vista, é impossível não se posicionar a favor. Afinal, como ser contra a extinção de um produto altamente poluidor tanto na sua fabricação quanto na sua destinação final?

Mas a questão não é assim tão simplista quanto parece ser. Antes de tudo, deve-se perguntar: será o fim do plástico? Por óbvio não. Indústrias petroquímicas vão continuar produzindo mais e mais sacolinhas, sacolões, copinhos, copões, garrafinhas, garrafões e tudo o que mais for possível a partir do plástico. Então, achar que está se salvado a natureza, é balela.

Segundo: supermercados vão exterminar de uma vez por todas suas sacolinhas? A resposta também é não. Pelo contrário. As sacolinhas vão continuar existindo, com uma singela diferença. A partir de agora os consumidores passarão a pagar pelo produto, tirando assim das costas dos empresários supermercadistas o ônus de custear o produto, que será repassado por módicos R$ 0,19 a seus clientes.

A pirotecnia que a Associação Paulista de Supermercados (Apas) faz em torno do assunto é uma das maiores jogadas de marketing da história. Além de repassar custos que, ao final de um ano pode bater a casa dos milhões, ainda entram, no senso comum da história, como salvadores e defensores do meio ambiente. Abaixo, manifesto sobre o tema divulgado por leitor do blog.

CRUZADA CONTRA A FALTA DE EDUCAÇÃO DO POVO E A ENGANAÇÃO DOS SUPERMERCADOS...

Notícia avisa que a partir de janeiro os principais supermercados locais passarão a cobrar R$ 0,19 por sacolinha plástica fornecida.
Daí eu pergunto: o objetivo não era eliminar as sacolinhas por serem prejudiciais ao meio ambiente? Ora, se passarem a vender as ditas cujas, estará provada a tese de que eles pouco se preocupam com os aspectos ambientais e que a eliminação é, na realidade, uma forma de diminuir as despesas e aumentar o lucro.

Refazendo as contas:
1 - Economia com cada sacola plástica = R$ 0,03 (custo estimado por sacola)

2 - Lucro na venda das mesmas = R$ 0,16 (diferença entre o custo (R$ 0,03) e o preço de venda (R$ 0,19))

3 - Lucro bruto total por sacola = R$ 0,19 (economia na distribuição gratuita mais lucro na venda)

4 - Se extrapolarmos para o país inteiro (são os números disponíveis, os locais não os tenho) em que se presume são usadas 1,2 bilhões de sacolas, temos que os mercados vão aumentar seus lucros em R$ 328 milhões. Saíram de uma despesa de R$ 360 mi para um lucro de R$ 328 mi... Nada mau, certo?

Na minha opinião, se é para eliminar, que se elimine de uma vez. Passar a vender as sacolas significa dar continuidade ao problema, certo?
E daí, aqueles que criticaram os posts a respeito passarão a chorar com mais uma despesinha no bolso...

Alias, como comentário somente, outro dia estivemos, eu e mais dois companheiros em pescaria no rio Grande e o que flagramos nos deu a certeza de que há necessidade de se eliminar muito mais do que as sacolinhas, haja vista que havia na margem do rio tudo que se possa imaginar, desde as sacolas até copos descartáveis, latas de alumínio e galvanizadas, pratos descartáveis, papel higiênico, garrafas descartáveis, etc. e tal. Parecia mais um lixão à beira d'água do que a margem de um rio tão bonito.
Porque será que não eliminam tudo isto também?

Abraços.

PS: Não esqueça de incluir no seu orçamento de 2012 o valor para comprar as sacolas plásticas ou, se preferir, cestas, carrinhos, etc., também à venda por módicos preços em qualquer supermercado...

Postado às 13h05
 
 

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23 de janeiro
2012
DESPERDÍCIO DE DINHEIRO DO CONTRIBUINTE
 
Nada contra o homem público fazer propaganda de seu mandato. Pelo contrário, parlamentares e executivos podem e devem prestar contas de suas atividades aos seus eleitores. O que não dá para aceitar é o desperdício e a facilidade com que esses sujeitos torram o dinheiro que não lhes pertence.

O senador mineiro Clésio Andrade (PR) editou livrinho intitulado "Esvaziamento de Minas no cenário nacional", para mostrar o que considera um descaso do governo federal com investimentos em seu Estado. Perfeito, não fosse a fartura e falta de critérios com que o material foi distribuído Brasil afora.

Só para o ordinário autor deste blog o nobre senador encaminhou três livrinhos impressos em papel cuchê embalados em pomposo e luxuoso envelope de papel cartão com timbre e custeado pelo Senado Federal. A redação do Diário, como um todo, recebeu seguramente mais de 50 exemplares - ou mais - do panfleto editado por Andrade.

Imagine agora, distinto leitor, quantos milhares do mesmo panfletinho foram enviados pelo senador? Panfletinho que, em muitos casos, vai direto para a lata do lixo, já que em nada diz respeito ao cidadão que não é mineiro. Ainda mais quando se recebe não um, não dois, mas três exemplares idênticos do material. Um desperdício que só poderia ser bancado pelos castigados, surrados e, porque não, trouxas eleitores brasileiros.


Postado às 17h21

 
 

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17 de janeiro
2012
EMURB EM PÉ DE GUERRA
 
A reportagem sobre aditivos de até 32% a determinados servidores da Emurb deu o que falar. A editoria de Política do Diário recebeu muitas ligações e e-mails de servidores indignados com a decisão do presidente Liszt Abdala Martingo, que justificou a medida como a aplicação de um Plano de Cargos Carreiras e Salários.

Foi justamente isso que mais revoltou os servidores que carregam o piano na empresa pública, principalmente os fiscais da Área Azul que recebem pouco mais de R$ 600 mensais pelo trabalho de sol-a-sol. Reclamam que, tudo bem Liszt aplicar o plano de carreira aos comissionados, mas reivindicam o mesmo direito.

Para que o rio-pretense tire suas próprias conclusões a respeito da polêmica, segue abaixo, em primeiro, e-mail enviado ao signatário do blog e que originou a reportagem desta terça-feira e, na sequência, a nota enviada pela assessoria de imprensa Comunic, que atende a conta da Emurb:


Alexandre bom dia. Sou funcionária da área azul e gostaria de fazer uma denúncia,mas que ficasse anônima se vc for editá-la.

Estamos com uma listagem do aumento dos cargos comissionados da EMURB e gostaríamos que vc publicasse esse aumento e junto colocasse o nosso salário vergonhoso de R$679.02 junto.
Queremos saber desde qdo o aumento de salário de cargo comissionado pode ser aumentado sem a autorização do prefeito; porque é isso que ele nos disseram uma vez.

Faz mais de um ano que estamos pleiteando um salário descente e a resposta é sempre negativa.sempre nos dizendo que não da.
Vou te enviar os valores e a porcentagem desses aumentos absurdos para que vc possa mostrar a sociedade que tanto nos criticam o porque de nós trabalharmos da forma como estamos trabalhando.

Aqui está:

Enca. serviço de manutenção R$2115,77 17,15%
Enc Depto Pessoal R$3556,13 17,70%
Enc Contabilidade R$3439,53 17,70%
Tesouraria R$3847,62 18,60%
Assist. Adm. R$1580,00 18,79%
Assessor de RH R$ 1883,85 18,80%
Enc. de frota R$1113,76 23,50%
Supervisor Geral R$4052,89 24,14%
Coord. de Area Azul R$3709,75 24,83%
Enc. de Transportes R$1428,58 28,39%
Assistente de Gerente Merc. Munic. R$1939,29 32,92%

Com isso gostaríamos que voce nos ajudasse a termos um salário descente e digno, pois muitas ali são pais e mães de família e pagam aluguel.
Ah! e também avisar que saíram mais de 20 funcionários de area azul e que dos 20 restantes do concurso apenas 4 quiseram trabalhar, porque não tinham opção e tem família para sustentar.

Até mais. Obrigada Gama.

Por favor não coloca o nosso nome,´pois sofremos perseguição depois.


Agora, a íntegra da resposta da Emurb:

- O Plano de Cargos e Salários foi implantado em junho de 2011 na Emurb, de maneira lícita e legal. São 7 meses passados sem qualquer tipo de problema. São poucas as empresas que se dedicam a implantar um Plano de Cargos e Salários, pois ele "engessa" o gestor e tira a subjetividade das ações. É raro ver isso em gestão pública, porque o gestor tem que seguir critérios técnicos e menos subjetivos, ou seja, transparência.

- Nessa gestão mais de 10 cargos comissionados foram extintos da Emurb. Isso consta em ata do Conselho. Desde a chegada do Liszt não houve contratação de comissionados e nem criação de novos cargos comissionados. Isso também é um fato raro, pois ele não contratou ninguém de sua confiança em sua gestão.

- E, para finalizar, gostaria que reiterar que não houve reajuste salarial, além do 7% em maio de 2011 e os anuênios previstos por lei. Sendo assim, se você reproduzir um gráfico com os números em porcentagem conforme vc nos enviou, estará induzindo o leitor ao erro, pois a interpretação está totalmente equivocada.

Gostaria de pedir sua atenção sobre isso, pois estamos fazendo tudo para contribuir com a verdade dos fatos.

Postado às 19h31
 
 

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Alexandre Gama é jornalista
Espaço para a discussão da política

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