Diário da Região

22/11/2015 - 00h00min

Comportamento

Em busca de paz

Comportamento

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Para se viver em harmonia em sociedade é preciso que a paz, o diálogo, a cooperação e a compreensão estejam mais presentes do que o julgamento, as divergências e as disputas. Dessa forma, seria mais fácil a convivência, uma vez que não precisaríamos aferrar tanto as nossas ideias e seríamos capazes de admitir que não é vergonhoso mudá-las, quando há uma boa razão. Se conseguirmos entender que ideias são apenas ideias nos tornamos mais generosos e amáveis. 

O sociólogo norte-americano Richard Sennett, autor do livro "Juntos" (editora Record), explica que onde existem diferenças de opiniões sempre há a possibilidade de atritos. Estar em paz e harmonia é simplesmente saber como lidar com esses atritos, e considerá-los uma parte natural da existência. "Em vez de buscar uma unidade utópica, precisamos valorizar relações sociais que não anulem as diferenças", diz.

Segundo Sennett, conviver com pessoas diferentes em termos de nível social, econômico, étnico e racial é o desafio mais urgente enfrentado pela sociedade civil hoje. "Cada vez mais temos de treinar nossos limites e nossa capacidade de flexibilização para acolher o que é diferente, não só em casa, mas em todas as áreas da vida", comenta. 

Para vivermos juntos

  • Aprenda a escutar mais do que falar. Procure não interromper a fala do outro, ele precisa daquele espaço e daquele momento e outra, você terá seu momento para dar sua opinião
  • Não é tudo que deve ser dito e não precisamos saber de tudo
  • Se a pessoa não quiser falar, ela tem todo o direito. Vale para as nossas opiniões, afinal, não é tudo que eu penso que eu posso falar. Assim podemos ser desrespeitosos e causar conflitos
  • Essa máxima de que "eu sou muito sincero, falo aquilo que me vem à cabeça" pode ser muitas vezes violento
  • Ao ser solicitado, dedique seu tempo às pessoas que buscam sua ajuda e saiba que você possui limites, ou seja, a nossa ajuda vai de acordo com nossas possibilidades

Bagagem pesada

Ao longo da vida, vamos acumulando dentro de uma mala imaginária uma bagagem cultural e intelectual carregada de conclusões e achismos, de opiniões e palpites e de conceitos e preconceitos que levamos para todos os lugares. Não percebemos, mas levamos ela pronta para o altar, para o emprego, para a roda de amigos, para o convívio com os vizinhos e para a educação de nossos filhos. Agimos baseado em nossas memórias e boa parte deste conteúdo está em nosso inconsciente. 

O maior problema é que demoramos e muito para perceber, se é que percebemos, que nem sempre o conteúdo da nossa mala é igual ao da mala do nosso parceiro. Por mais que dentro das duas malas não tenham as mesmas educações, sonhos, projetos e ideias, reconhecer que dentro de outras malas existem conteúdos extremamente interessantes é o primeiro passo para se ter uma boa convivência. 

Compreenda o outro

No livro "O Poder da Parceria" (Palas Athena), a autora Riane Eisler explica que uma solução para não vivermos na corda bamba dentro de qualquer tipo de relacionamento é usarmos o modelo de parceria, que se apoia nas relações de respeito mútuo. "Como não há necessidade de manter hierarquia de controle rígida, também não há embutida a necessidade de abuso ou violência", diz. Segundo Riane, as relações de parceria liberam nossa capacidade inata de sentir alegria e brincar.

"Elas nos permitem crescer mental, emocional e espiritualmente. O conflito é visto como uma oportunidade para aprender e ser criativo. Porque o respeito, o amor e o cuidado dão base à relação. E assim dá chance de as diferenças serem superadas", enfatiza. Para Breno Rosostolato, psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina, existem inúmeras maneiras de vivermos em harmonia. Uma delas é abrir mão de conceitos arcaicos, de pensamentos antiquados e estreitos.

"Respeito não é convencimento ou imposição, mas compreensão de quem é o outro. Não viva a vida de ninguém, viva a sua vida. Aprenda a escutar mais do que opinar. Reconheça que você não está acima de ninguém e não se inferiorize também. Lute pelo que acredita, mas desde que esta crença não aniquile o outro. E esteja aberto ao que as pessoas possam te acrescentar", diz. 

 

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