Diário da Região

07/11/2015 - 00h33min

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Uso excessivo de smartphones e tablets pode provocar desequilíbrio psicológico

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Celulares e tablets passaram de meros equipamentos eletrônicos a acessórios indispensáveis no dia a dia. Seja para o trabalho ou para a diversão, eles conectam pessoas por horas e horas. Em alguns casos, excessivamente. Por isso, especialistas alertam para o perigo de permanecer “online” por muito tempo. Existe limite estabelecido para usar a tecnologia? Não. O melhor a ser feito é equilibrar o tempo de uso de celulares e tablets com as atividades cotidianas, que incluem atividades físicas, estudos e o contato pessoal com amigos e familiares.

“Toda e qualquer coisa em excesso provoca desequilíbrio no organismo. Esse desequilíbrio pode ser psicológico, físico e interpessoal”, avisa o psicólogo Nelson Iguimar Valério, do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp). Como primeiro transtorno detectado, ele cita a perda da habilidade social, que é substituída pelo relacionamento online. “As pessoas deixam de conviver, de se olhar, de se provocar. Consequentemente, desenvolvem transtornos que precisam ser avaliados e tratados”, afirma Valério.

A falta da atividade física em função do uso excessivo da tecnologia prejudica o desenvolvimento neuromotor. Percepções e sensações deixam de ser estimuladas. Se a pessoa permanece muito tempo sentada ao acessar um celular, por exemplo, a coluna fica envergada e isso provoca doenças nos ossos e músculos.

Atenção especial com as crianças

O uso excessivo de aparelhos tecnológicos prejudica o desenvolvimento. No caso de crianças, há agravantes. “As crianças ficam limitadas fisicamente e ganham uma falsa inteligência, desenvolvendo apenas habilidades com o computador, com a informática. As crianças não desenvolvem as demais habilidades”, destaca Valério.

Na busca pelo equilíbrio, o especialista afirma que é preciso dedicar tempo para atividades físicas, lazer, estudo e trabalho. “O uso da tecnologia deve ocupar um pequeno espaço no nosso dia a dia. Esse tempo é relativo. Não existe regra ou um tempo determinado”, disse.

Dependência

De acordo com o médico Altino Bessa Marques Filho, também professor do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Famerp, especialistas que estudam os transtornos de impulso já admitem a “dependência da internet”, que interfere diretamente na saúde.

“O monitor do celular, do tablet e mesmo do computador de mesa emite uma onda azul, que interfere na melatonina do corpo. O uso excessivo do computador à noite, por exemplo, faz com que a pessoa durma cada vez mais tarde. Provoca uma inversão total no sono. As pessoas passam a dormir às 4 ou 5 horas da madrugada e avançam no sono pela manhã. Há uma inversão do ritmo diário”, afirma o médico. Ele diz ainda que o uso excessivo dos aparelhos tecnológicos provoca doenças orgânicas e mentais, como a ansiedade. 

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