Diário da Região

26/01/2016 - 11h04min

Saúde preventiva

Software é capaz de prever crises de epilepsia

Saúde preventiva

Stock Images/Divulgação O aplicativo conta ainda com a opção de avisar automaticamente parentes e amigos de que a crise está vindo
O aplicativo conta ainda com a opção de avisar automaticamente parentes e amigos de que a crise está vindo

Pessoas que sofrem com crises de epilepsia vão ganhar em breve um aliado tecnológico. Trata-se de software capaz de prever os episódios, com minutos de antecedência, e evitar acidentes, pois dará ao paciente a oportunidade de sair de uma situação de risco. O dispositivo é uma criação da física Hilda Cerdeira, professora voluntária do Instituto de Física Teórica da Unesp, e da sua filha, a engenheira Paula Gomez.

A imprevisibilidade das crises é um dos grandes dilemas dos pacientes. Elas podem acontecer a qualquer momento, não importa o local, o horário ou quantas pessoas há ao redor.

O dispositivo é formado por dois eletrodos posicionados na cabeça do paciente. Ele monitora os sinais cerebrais de maneira contínua, acompanhando de fora a comunicação entre neurônios cerebrais. Os sinais são enviados para um processador, parecido com aparelho auditivo, capaz de analisar os padrões cerebrais. Quando o padrão que precede uma crise epiléptica é detectado, um alerta é enviado para o celular do paciente.

O software foi testado e previu cerca de 200 surtos de epilepsias focais e generalizadas. A previsão de crises funcionou em 90% dos casos e antecipou os surtos, em média, em 25 minutos – tempo que permitiria aos pacientes adotar medidas de segurança necessárias na maioria dos casos. A expectativa é que o dispositivo fique pronto no segundo semestre desse ano. A previsão é que o aparelho fique pronto em 2018.

Segundo a Liga Brasileira de Epilepsia, a doença é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se.

O tratamento mais adequado são drogas antiepilépticas, que são eficazes na maioria dos casos e cujo os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional. Existe uma dieta especial, hipercalórica, rica em lipídios, que é utilizada no tratamento em crianças. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa.

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