Diário da Região

30/09/2017 - 00h00min

MANIA SUCULENTA

Exigindo poucos cuidados, suculentas são colecionadas em grande escala

MANIA SUCULENTA

Mara Sousa 22/9/2017 Júnior de Souza Lima exibe o xodó da sua coleção de suculentas: a Crassula ovata gollum, originária da Namíbia
Júnior de Souza Lima exibe o xodó da sua coleção de suculentas: a Crassula ovata gollum, originária da Namíbia

Na casa do designer e artista plástico Júnior de Souza Lima, de Rio Preto, elas tomam conta de praticamente todo o quintal. Diversas no tamanho, formato e cores, constituem um hobby que ele mantém há cerca de três anos.

Júnior é um apaixonado por suculentas, um tipo de planta que tem grande capacidade armazenar água, seja na raiz, no caule ou nas folhas, o que lhe dá um aspecto macio – daí a razão para o seu nome.

“A variedade de espécies é o que mais me atrai. É diferente da rosa ou da orquídea, em que há poucas variações, mudando somente as cores”, comenta ele, que conta atualmente com mais de 450 espécies de suculentas de diferentes partes do mundo.

A praticidade na manutenção é o que mais atrai os colecionadores de suculenta. “Como boa parte das espécies são de regiões desérticas, a rega deve ser feita de 15 em 15 dias. A manutenção é muito pouca e isso é o motivo do sucesso da suculenta”, comenta o comerciante Heitor Liporacci, que tem uma loja de plantas e produtos de jardinagem em Rio Preto.

E o comerciante confirma: há uma febre em torno das suculentas. “Essas plantinhas viraram o nosso carro-chefe. Já estão em pé de igualdade com os cactos, que também são muito colecionados pelas pessoas”, sinaliza Heitor, que oferece cerca de 500 espécies de suculentas em sua loja.

Cerca de 90% das espécies de suculentas são originárias do continente africano e do México. “Em São Paulo, elas são produzidas em grande escalas por produtores das regiões de Holambra e Cotia”, conta o comerciante.

Entre as suculentas, há espécies que são vendidas a peso de ouro. Na coleção de Júnior, por exemplo, há uma espécie rara originária da Namíbia (Crassula ovata gollum) que custa R$ 1 mil. “A muda dela pode ser encontrada por R$ 10, mas ela leva cerca de 15 anos para ficar com um bom tamanho, o que eleva e muito o seu preço”, explica o designer e artistas plástico.

No entanto, uma simples mudinha de uma suculenta originária da África do Sul, por exemplo, pode chegar a custar cerca R$ 500.

Júnior compra cerca de dez suculentas por mês, e também integra vários grupos de cultivadores dessas plantas no Facebook, em que são feitas trocas entre os usuários. “Enviamos as mudas pelos Correios mesmo. Com uma simples folhinha, eu consigo dar vida a uma nova suculenta”, destaca.

Além da rega, que deve ser feita de 15 a 15 dias, boa parte das espécies de suculenta também precisam de luminosidade, ou seja, de 4 a 5 horas por dia de sol. “Há espécies que podem ser cultivadas dentro de casa, mas, mesmo assim, é necessário uma certa claridade. Suculenta não gosta de ambientes escuros. É claro que há algumas exceções, mas essas são poucas”, reforça Heitor.

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