Diário da Região

22/06/2017 - 16h55min

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Meu cão é agressivo. E agora?

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O plano de ter um cachorro amadureceu na família e finalmente o animalzinho chega em casa. Com o passar do tempo, ele vai crescendo e começa a rosnar ou a querer morder qualquer pessoa que tente brincar com ele. Certamente você não planejava ter um animal agressivo, e isso vira um problemão. Até porque, conviver com cães agressivos pode ser perigoso, especialmente para quem tem crianças ou idosos em casa.

Não importa se é um cachorro de pequeno ou de grande porte: qualquer animal que desenvolva comportamento agressivo pode de fato criar uma série de problemas para os donos. Por isso, é importante se conscientizar de que a situação deverá ser encarada de frente. 

Este é um tipo de agressividade que surge quando um cachorro acaba não tendo limites dentro do espaço onde ele mora. Os cães, assim como membros de qualquer matilha, precisam seguir um líder. Quando não conseguem identificar uma presença que se torne referência para eles, assumem a liderança e, consequentemente, ficam mais agressivos.

Os cães domésticos devem enxergar nos seus donos o "líder da matilha", portanto. De forma geral, o dono consegue ser o líder do seu cão quando consegue prover todas suas necessidades ao mesmo tempo em que impõe limites por meio de padrões de comportamento.

Contudo, existem formas de educá-los para que sejam mais "bonzinhos". Segundo o médico veterinário Luciano Frozza, o comportamento de um animal se forma a partir da herança genética herdada dos pais somada ao ambiente onde ele vive. 

Logo após o nascimento, o filhote já tem uma tendência a certo tipo de comportamento. "As mães caninas têm papel fundamental na educação dos filhotes. Se ele for bem ensinado pela mãe", explica Luciano Frozza, "e socializado pelos donos, o filhote deve se desenvolver com comportamento sociável e dócil."

Um cachorro agressivo, segundo o adestrador de cães Reginaldo Junior, não é um cachorro mau, e sim um animal que precisa de ajuda para mudar seu comportamento. "Alguns cães funcionais trazem na carga genética a guarda e A proteção e, embora não seja uma regra, têm predisposição a morder", explica. 

É o caso do pastor alemão, do pastor belga de malinois, do rottweiler, do doberman, do cani corso e do fila, por exemplo.

É importante, antes de adquirir um animal, pesquisar bastante sobre a raça. Isso vai desde o tipo de animal que a família deseja ter em casa, o motivo, o porte, até a escolha do canil para conhecer a procedência desse cão. "Muita gente escolhe um cachorro por modismo, sem conhecer as características do animal", diz Reginaldo Junior.

Muito 'mimo'

"Uma das causas mais comuns é a agressividade por dominância, ou seja, o dono 'mima' tanto e dá um carinho tão exagerado que ele esquece de impor limites e regras e, a partir daí, o cão acha que pode fazer tudo o que quer", explica Thiago Sanches, especialista em reabilitação e socialização de animais com problemas psicológicos e de comportamento. 

"Afeto é muito bom e todo mundo gosta, porém, afeto o tempo inteiro tornará o cão extremamente dominante e com nível de agressividade elevado", avisa.

Identifique a raiz do problema

Quando você se depara com um animal agressivo, o primeiro passo é tentar identificar a raiz dessa agressividade. Isso não significa que o cão tenha sido mal tratado e que, por isso, é agressivo, ou que esteja tentando dominar a situação. 

Muitas vezes, a agressão ocorre porque o cão não foi socializado apropriadamente, têm questões genéticas ou não têm recebido treinamento. 

Existem muitas razões para um cão se comportar com agressividade, e muitas vezes a agressão é uma expressão natural do cão. Um cão pode ser agressivo por reação defensiva. Pode ser agressivo por questões territoriais, medo ou uma combinação de fatores.

Os especialistas garantem que não conhecer a causa do comportamento pode levar a um caminho incorreto de ação e criar ainda mais problemas. "Existe uma diferença grande entre corrigir e punir, e o cão poderá ficar ainda mais agressivo", diz o adestrador Reginaldo Junior.

Recomendações

Antes de adquirir um cão, é preciso estabelecer o que exatamente você está querendo. Se é um cão de companhia, de caça, de guarda, ou de competição, por exemplo. Cada raça tem suas características. Um adestrador ou um veterinário poderá orientá-lo quanto à melhor escolha. Também leia bastante sobre a característica da raça que está procurando. Isso vai evitar, em caso de surpresas futuras, abandono, doação ou venda desse animal

Se estiver procurando um cão de companhia e de fácil socialização, esta é uma categoria bastante heterogênea e geralmente formada por cães de pequeno e médio portes. Existem algumas raças mais indicadas: bichon frisé, lhasa apso, shih-tzu, cavalier king charles spaniel, boston terrier e bulldog francês

Leve em consideração o tamanho do ambiente onde esse cão irá viver. Se tiver um cão de grande porte em um apartamento pequeno, tem de considerar que ele tem muita energia para gastar e poderá se tornar, sim, agressivo. Se sua ideia é ter esse animal em um espaço pequeno, terá de ter disponibilidade para passear com ele pelo menos três vezes ao dia

Em casa, estabeleça limites ao cão, sem agressão ou correção. O manejo errado poderá despertar a agressividade. Se ele estiver latindo muito, por exemplo, coloque-o no canil ou no banheiro.  
Ela irá entender que esse comportamento não é o adequado

Enriqueça o ambiente do animal com brinquedos e estímulos para que ele tenha distração. Ele irá também se manter ocupado também e canalizará as energias para esses objetos. Não use jornais ou borrife água. Muitos donos costumam tentar corrigir o animal dessa forma e isso poderá apenas deixá-lo irritado. Existe uma diferença entre corrigir e punir o animal

 

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