Diário da Região

22/06/2017 - 16h59min

Saúde

O inverno chegou

Saúde

Johnny Torres Thiago Fioravante Facas, 4 anos, com a garganta inflamada, brinca enquanto aguarda atendimento no pronto-atendimento infantil da Unimed
Thiago Fioravante Facas, 4 anos, com a garganta inflamada, brinca enquanto aguarda atendimento no pronto-atendimento infantil da Unimed

É quase tão certo quanto dois e dois são quatro. Basta as temperaturas caírem e o tempo ficar seco que os olhinhos das crianças começam a ficar vermelhos e a lacrimejar. Elas também começam a ter coriza, o nariz entope, têm maior dificuldade para respirar e dormir, aparece um chiado no peito e muitas vezes têm até febre. De uma hora para outra, as gripes e resfriados se instalam sem nenhum aviso. E esse quadro tão comum nesta época do ano lota as antessalas dos consultórios de pediatria, as emergências dos hospitais e as farmácias. A temperatura mais baixa exige cuidados especiais com a saúde, já que gripes, resfriados, crises de asma, bronquite e até pneumonias ocorrem com mais frequência durante essa estação. 

Foi um quadro semelhante que levou na semana passada Alessandra Fioravante Faca a procurar atendimento para o filho Thiago, de 4 anos, com a garganta inflamada, no pronto-atendimento infantil da Unimed. "Isso sempre acontece porque ele fica muito descalço mesmo no frio e toma muito sorvete", diz. Após a consulta, segundo a mãe, alguns remédios prescritos pelo médico devem resolver o problema em pouco tempo.

Essas doenças se proliferam com mais facilidade nesta época do ano, porque o ar mais frio e seco afetam o tecido que reveste a mucosa do nariz. Com a mucosa comprometida, a pessoa fica mais vulnerável a contrair algum vírus ou bactéria. Ficar em ambientes fechados e cheios de gente é outro fator que contribui para a proliferação dessas doenças", explica o pneumologista Fabiano Ferrari. As crianças são mais suscetíveis por conta do sistema imunológico ainda em formação.

"Nós vivemos em uma região tropical e quente. Por isso, qualquer mudança climática, principalmente no outono e início de inverno, acaba acarretando em aumento de problemas alérgicos como asmas, bronquites, rinites, sinusites, entre outros", explica o pediatra Humberto Brito Caballero, coordenador do Pronto Atendimento Infantil da Unimed. O número de atendimentos com pacientes com esses problemas aumentou em torno de 30% nos últimos dias.

As crianças acabam sofrendo mais com os sintomas pela dificuldade de lidar com eles. "Ficam abatidas com os quadros febris, têm dificuldade para expelir o acúmulo de secreções e ficam mais inapetentes", diz a pediatra Cristiane Finelli. Aquelas de pouca idade constituem grupo de risco para complicações da doença e são importantes fontes de transmissão do vírus influenza, pois eliminam maior quantidade de vírus quando infectadas, por um período mais longo de tempo.

Difereça entre gripes e resfriados

Você sabe exatamente qual a diferença entre gripe e resfriado? Ambas são quadros infecciosos causados por vírus, porém, a gripe é um quadro mais grave, com febre alta, dor de cabeça forte, dores no corpo, provocando faltas na escola e nas atividades diárias da vida da criança. "O resfriado é um quadro mais brando, duração mais rápida (três a quatro dias), que cursa apenas com coriza, febre baixa e pouca tosse, mantendo a criança em bom estado geral", explica Mariane Cordeiro Alves Franco, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A diferença básica entre as duas doenças é o quadro clínico: gripe é quadro grave; resfriado comum é quadro leve. 

"A gripe é causada pelo vírus influenza, enquanto o resfriado pode ser causado por vários tipos de vírus, como rinovírus, adenovírus, vírus sincicial, coronavírus, entre outros", diz a pediatra Cristiane Finelli. As formas de tratamento também são diferentes. 

"No período bem inicial a gripe pode receber uma medicação específica chamada oseltamivir, prescrita exclusivamente pelo médico. Associados estão os medicamentos sintomáticos como analgésicos, antitérmicos, e o mais importante é não deixar de realizar a lavagem nasal com soro fisiológico", diz Mariane Franco. O resfriado comum trata-se apenas com uso de medicamentos sintomáticos, além de hidratação adequada dos bebês.

Fique atento se o quadro persistir

Fique atento todas as vezes que a gripe ou resfriado persistir. Alguns sintomas como coriza ou tosse leve podem ser tratados em casa com a medicação que a criança já utiliza e anteriormente indicada pelo médico. 

"Se a criança começar a apresentar quadro febril ou respiração mais ruidosa, apneia e dificuldade para se alimentar, por exemplo, é hora de levar para o médico", explica o pneumologista Fabiano Ferrari. 

Vômito e desidratação nestes casos também são sinais de que os pais ou responsáveis devam procurar um pediatra. Gripes e resfriados não tratados podem evoluir para uma pneumonia, bastante comum em crianças devido à baixa umidade. As inflamações das paredes da árvore respiratória causarão aumento da secreção que irão reter mais bactérias que poderão causar as infecções.

Prevenção

A prevenção da gripe já vem sendo realizada pelo Ministério da Saúde há algum tempo, por meio de vacina, aplicada nas crianças acima de seis meses de idade. Além da vacina, outro modo seria evitar locais com grande aglomerado de pessoas como shopping e supermercados, onde há grande circulação de vírus. "Outra recomendação é de não levar as crianças doentes para creches e escolas para evitar a transmissão da doença a outras crianças. O resfriado se previne com medidas de rotina: lavagem das mãos, hidratação e lavar bem as narinas das crianças com soro fisiológico", diz Mariane Cordeiro Alves Franco, da SBP

Quando ir ao médico

  • Temperatura axilar menor que 35°C ou maior que 38°C
  • Pulso irregular ou taquicardia (batimentos acima de 100 bpm)
  • Pressão arterial baixa
  • Dificuldade ao respirar
  • Palidez da pele e do lábio
  • Cianose (pele azulada)
  • Dor no peito ou ausculta pulmonar alterada
  • Redução do nível de consciência ou confusão mental
  • Presença de vômitos persistentes (duas a três vezes/dia)

Fonte: Cristiane Finelli, pediatra

 

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