Diário da Região

25/05/2017 - 19h54min

Saúde

Depressão pós-parto masculina

Saúde

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Depressão pós-parto não é uma exclusividade feminina. O problema, que atinge 15 a cada 100 mulheres, também deixa os homens sem dormir e junto leva a disposição, o prazer e a alegria de ser pai. 

Um dos estudos mais consistentes sobre o tema, publicado pelo The Journal of the American Medical Association, apontou que um em cada dez pais no mundo apresenta depressão pós-parto. 

Se considerarmos os quadros de tristeza e ansiedade, o número aumenta para 25%. Para ter uma ideia, apenas 5% dos homens sem filhos apresentam quadro depressivo na mesma fase da vida.

O estudo mostra que existem outros fatores que contribuem para a depressão: se a mulher desenvolveu depressão pós-parto, se o homem teve um quadro de tristeza anteriormente ou se é o primeiro filho, por exemplo, as chances aumentam de três a quatro vezes. "Muitas vezes isso acontece por não saberem lidar com a nova situação familiar e com todas as mudanças na rotina do casal", diz a ginecologista e obstetra Paula Oshiro. Para tentar minimizar o problema, destaca a necessidade do pai de acompanhar cada fase da gravidez.

Mais comum entre jovens

O maior desafio é combater a desinformação sobre o tema. Muitos pais tiveram depressão pós-parto, mas acreditaram se tratar de alguma outra coisa. As causas são variáveis, desde depressão já existente na família do pai, até medo diante da responsabilidade em ser pai ou medo de lidar com novas responsabilidades.

"Tanto que é comum aparecer em pais jovens, com menos de 30 anos de idade. Muitos acabam inclusive transferindo isso para o relacionamento conjugal, acreditando que o problema está no casamento. Pode ser, em alguns casos, que esteja mesmo, mas na verdade estão com depressão", explica o psiquiatra Ururahy Botosi Barroso.

Quem pode ajudar muito nesse processo é a mulher, ao perceber se há uma mudança do estado emocional do marido de forma progressiva. Quanto mais rápido procurar socorro, melhor e mais eficiente será o tratamento. Não existe risco de sequelas ou de recaídas se o tratamento for adequado. "Depois do tratamento, muitos se recuperam, chegam até a rir da situação e passam a manifestar ainda mais amor pelo filho", explica Barroso.

Fique de olho nos sintomas

Jovens que se tornam pais podem apresentar sinais característicos da depressão, como alteração do apetite, do prazer, desânimo diante do trabalho, apatia, insônia. O que é característico é um certo desinteresse pelo filho, o que, muitas vezes, gera revolta por parte da mãe, que não entende ou acaba imaginando situações que não correspondem à realidade. O casal acaba tendo crises conjugais até que se desconfia que pode ser uma depressão.

"A primeira coisa a se fazer é buscar um tratamento especializado para que seja medicado, se necessário, pois a medicação vai melhorar o estado de ânimo dele, mas não vai resolver a causa", sugere o psiquiatra Ururahy Barroso. Enquanto isso, recomenda-se sempre a psicoterapia, pois dessa forma a causa será diagnosticada. A partir daí, sessões regulares de psicoterapia ajudarão a resolver ou controlar o estado emocional.

"É importante que o homem reconheça que está doente e busque ajuda através da psicoterapia ou de uma medicina que o perceba como um todo, como a homeopatia ou acupuntura. Por meio de um tratamento bem feito, o pai pode resgatar sua autoconfiança e não se sentir sobrecarregado pela responsabilidade aumentada ou relegado a um segundo plano por sua esposa. E se encontrar de forma inteira com seu filho", diz o médico homeopata e acupunturista Marcelo Guerra.

 

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