Diário da Região

25/05/2017 - 19h49min

Comportamento

Tenha uma relação mais saudável com o dinheiro

Comportamento

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Todos nós precisamos de dinheiro. Até mesmo monges e pessoas que optam por viver em comunidades autossustentáveis podem, em algum momento, necessitar ter contato com a moeda, o que de forma alguma é ruim: a linha tênue entre o que é prejudicial ou não está na forma como lidamos com esse metal. Alguma vez você já se questionou qual é sua relação com o dinheiro? 

"Riqueza é espiritual. Você aprendeu que dinheiro é sujo? Que não traz felicidade? Que pessoas ricas são desonestas? Essas crenças certamente afastam a riqueza de sua vida. Quando você adquire um objeto, seja uma peça de roupa, um aparelho eletrônico ou até mesmo um alimento, você está colaborando com a riqueza e a fartura, pois outras pessoas irão usar o dinheiro que você está gastando para comprar alimentos, roupas, material escolar para seus filhos, etc. Um sistema econômico é constituído de trocas sistêmicas, nas quais todos podem obter ganhos", declara Wesley Dmitruk, coach e especialista em desenvolvimento pessoal da Khalanet. 

Em busca do equilíbrio 

A psicóloga Mônica Guttman, recentemente, ministrou na Associação Palas Athena, em São Paulo, o curso Luzes e Sombras que Projetamos no Dinheiro. Na ocasião, Mônica lançou um olhar reflexivo sobre a forma como nos relacionamos com o dinheiro, tanto por um ponto de vista individual como em uma esfera coletiva. "O problema é que a noção de troca foi se perdendo. Na era capitalista o dinheiro virou mais do que uma ferramenta para obtenção de bens. Tornou-se o grande objeto de desejo, a grande referência, um quase Deus", declarou a especialista em um artigo à revista Bons Fluídos. 

No curso, a especialista propôs aos participantes olharem para suas crenças e valores e questionarem a forma como elas surgiram e como se mantêm através de suas vivências. Dessa forma, a especialista alega que todos nós podemos tomar consciência sobre o modo como lidamos e como gostaríamos de lidar com o espaço e a função do dinheiro em sua vida. 
"O objetivo é que deixemos de ser reféns das projeções que criamos para tentar transformar as estruturas da sociedade em que vivemos de forma mais criativa", alega. 

Para Dmitruk, mudar esse paradigma pode ser simples. "Basta permitir-se perceber, em sua casa, no escritório, na rua, note suas idiossincrasias, aquelas particularidades que fazem de você um ser único e por isso especial, tão único e tão especial como qualquer outro ser. Isso é riqueza, isso é fartura, é o fato de que cada dia é único, não há uma folha igual a outra, assim como não há duas pessoas iguais e nem mesmo um pensamento pode se repetir da mesma forma. Essa é nossa riqueza, a de nos permitirmos ser quem somos, do jeito que somos e simplesmente sem fazer o menor esforço, produzirmos os melhores frutos que podemos produzir", declara.

Algumas pessoas buscam a alternativa do judaísmo para fugir de uma vida material e consumista. "Buscar alternativas para viver uma vida longe do materialismo e consumismo exagerado está levando muitas pessoas a procurar um caminho mais espiritual. Nesta corrida atrás de um propósito, muitos têm encontrado no estudo da Cabala a esperada mudança de direção", explica o Rabino Samy Pinto, diplomado pelo Rabinato chefe de Israel, em Jerusalém, e responsável pela sinagoga Ohel Yaacov, conhecida como sinagoga da Abolição.

Questione seus hábitos

Se até hoje para você o dinheiro era sinônimo de poder, muitos bens e um ciclo vicioso, dá para mudar. Todos os especialistas garantem que o importante é estabelecer metas, dar um novo olhar, sentido e importância da moeda para sua vida. Para se buscar o equilíbrio é preciso aprender a fazer diferente. 

"Identifique seus gastos mensais e diários em um sistema simples de anotações. Em seguida, questione seus hábitos, certamente há um mínimo de gastos que precisamos ter para sobreviver. No entanto, muitas vezes, gastamos dinheiro com coisas inúteis que mais tarde ainda custarão mais, pois precisam de um local para serem guardadas além de manutenção. Organize seu sistema financeiro pessoal e mudanças virão", sugere Wesley Dmitruk, coach e especialista em desenvolvimento pessoal.

"É comum e muito fácil se queixar na hora de pagar uma conta. No entanto, nem sempre nos lembramos das facilidades que adquirimos, seja a possibilidade de conversar por telefone com uma pessoa querida que esteja em outro estado ou até em outro país, seja a mensalidade da faculdade que nos garantirá uma colocação profissional mais proveitosa no futuro ou a prestação do carro que nos leva onde queremos ir no momento em que queremos ir. De fato, aquilo que pagamos está relacionado a um produto ou serviço que recebemos em troca, por essa razão cada pagamento que fazemos é uma forma de investimento que nos ajuda a crescer e desfrutar a vida", diz.

 

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