Diário da Região

23/03/2017 - 19h58min

Fitness

Reggaeton, o ritmo contagiante

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Guilherme Baffi Alunas de reggaeton da escola Passo a Passo, de Rio Preto: ritmo promove a fusão de diferentes estilos de dança e gêneros musicais, dando aquela força na queima de calorias
Alunas de reggaeton da escola Passo a Passo, de Rio Preto: ritmo promove a fusão de diferentes estilos de dança e gêneros musicais, dando aquela força na queima de calorias

O reggaeton não é um ritmo novo, mas é neste verão que ele ganha força nas academias brasileiras. Há controvérsias sobre a sua origem - tem quem defenda que o ritmo surgiu no Panamá, enquanto outros afirmam que foi em Porto Rico. Localidades à parte, o fato é que o reggaeton é um ritmo que sofreu influência tanto da salsa como do hip hop, da música eletrônica e do reggae. "Ao contrário do tango, o qual temos certeza que surgiu na Argentina, o reggaeton não tem uma origem definida.

É um ritmo que sofre inúmeras influências desde 1990", explica Helen Girotto, diretora da Passo a Passo, em Rio Preto. Entre as vantagens está o gasto calórico. Uma aula intensa pode queimar de 800 a 1.200 calorias e, o melhor, essa queima acontece de forma divertida. "Dá pra dançar sozinho ou a dois. É uma forma de perder calorias, remexer o corpo, colocando alegria nos movimentos e se perder no ritmo, que é contagiante", declara Helen. Além do mais, o reggaeton fortalece músculos como os da perna, panturrilha, coxa e bumbum. 

Em Rio Preto, a modalidade chegou meio que acanhada e ganhou força com a turma que colocar o corpo em movimento e adora uma novidade. O ritmo é alegre, tem uma gostosa batida eletrônica. É aquele tipo de música que basta começar para que até quem não sabe ou não gosta de dançar comece a bater o pé e, quando vê, já está remexendo o corpo todo. "Quando se dança sozinha, você se diverte muito, e quando dança a dois, existe uma pegada mais sensual - o casal dança o tempo todo em sintonia", explica Helen.

Em Rio Preto a Passo a Passo é a única que oferece o ritmo. "Trouxemos a novidade recentemente para Rio Preto e aceitação foi ótima. Muitos dos alunos já praticam outras modalidades. Já são alunos da casa, que dançam a algum tempo e abraçaram a novidade", diz. Quem dá a aula é a professora da dança Laís de Paula, que explica que não há um limite de idade.

"Crianças podem começar aos 3 anos. A terceira idade, desde que não apresente nenhum problema de saúde, podem dançar até quando aguentar", diz. O reggaeton exige um pouco mais de cuidado em relação a outras danças de salão. Pessoas com problemas cardíacos, respiratórios ou nos joelhos devem ter uma autorização médica antes de se aventurar na dança. "A modalidade requer energia e qualquer restrição de saúde pode se agravar se não tiver um acompanhamento médico", explica Helen.

Curiosidades e polêmicas

A cantora Wanessa Camargo foi a primeira a gravar o reggaeton no Brasil. A música Amor, Amor foi o primeiro reggeton brasileiro a emplacar no País, em 2005, e repetiu o ritmo em seus demais álbuns em 2009, 2011 e 2013. A cantora Anitta também fez participação em 2016 no clipe Sim ou Não, de Maluma, um dos ícones do reaggaeton. Uma das músicas de trabalho da cantora Claudia Leitte neste verão é um reggaeton intitulado de Taquitá.

No final de 2015, ela lançou uma música em espanhol com batidas de reggaeton com o cantor latino Daddy Yankee. Em alguns países o ritmo reggaeton tem gerado bastante polêmica. Isso se dá principalmente pelo teor pornográfico de algumas letras. Segundo o site Wikipédia, em Porto Rico o governo ameaçou proibir manifestações de reggaeton por causa do incentivo à violência e prostituição. 

Já em Cuba foi considerado 'perigoso' pela União de Jovens Comunistas, que escreveram em seu jornal, o Juventude Rebelde, que esse estilo musical divulga a luxúria e o vício. Chegaram até mesmo a propor sua proibição, pois, segundo eles, o ritmo 'comprovadamente incita a violência e e o consumo de tóxicos'. Polêmicas à parte, o fenômeno reggaeton é descrito por alguns como o hip hop dos latinos, e por outros como apenas mais uma moda passageira.

 

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