Diário da Região

17/12/2016 - 03h35min

Estados Unidos

Detox pós-Vegas

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Agência O Globo Off-Vegas: Em Springs Preserve, refúgio com vista para a famosa Strip e exibições sobre a história da região
Off-Vegas: Em Springs Preserve, refúgio com vista para a famosa Strip e exibições sobre a história da região

Cassinos, pool parties, selfies com os muitos sósias do rei Elvis, drinques multicoloridos, show de águas dançantes entre espigões que reluzem sob o sol do deserto. Deixe, definitivamente, os excessos de Vegas por lá mesmo e caia na estrada, em uma imersão pelo Velho Oeste, atravessando o estado de Nevada. Um passeio pelas raízes dos EUA, cruzando territórios dos nativos americanos, cidades-fantasmas emolduradas pela beleza e grandiosidade da paisagem que intercala uma sucessão inimaginável de nuances de cores que transforma gradualmente desertos cor de fogo em montanhas que variam de cinza-terroso a verde.

Saindo de Las Vegas até Reno, com uma escapada à divisa com a Califórnia, em Lake Tahoe, deixe-se entregar aos excessos da natureza. Prepare o olhar para cenas de beleza explícita. O que se encontra pelo caminho é uma sucessão de cores e formas traduzidas em expressões que identificam lugares como Vale do Fogo (Valley of Fire), Cúpulas Brancas (White Domes), Vista do Arco-Íris (Rainbow Vista), Lago da Pirâmide (Pyramid Lake) e, por, intervenção humana, a Estrada mais solitária da América (The Loniest Road in America) e o Homem em Chamas (Burning Man).

Esses são os destaques em um roteiro rodoviário de cerca de 1.400 km, percorrido no mês de outubro: da paisagem desértica nos arredores de Las Vegas à neve que, agora, às vésperas da chegada do inverno, já começa a cair e movimenta as pistas de esqui em Lake Tahoe. Mesmo no interior, dependendo da altitude que se alcança, o cenário de um fim de ano pode ser tingido de branco. Ao norte de Vegas, pode nevar nas estradas, particularmente em Ely, que fica a 1.962 metros de altitude. Para quem não teme cair na estrada, um carro confortável para longas distâncias e pneus apropriados para a estação é essencial. Motorhomes são bem-vindos, e vistos com frequência por todo o trajeto. Não faltam campgrounds para abrigá-los.

Aposte suas fichas fora da cidade

Aberto em 2007, o centro histórico e ambiental Springs Preserve faz parte da Grande Las Vegas e é um bom início para se entender o desenvolvimento da região desde seus primórdios. Desde quando os pioneiros originais chegaram lá, por volta de 12 mil a.C., no fim da última Era do Gelo. Eram paleoíndios que caçavam mamutes. Exibições interativas contam essa história em seus dois museus, Origen e State Nevada Museum.

O local tem trilhas, exposições interativas, borboletário e DesertSol, premiado projeto universitário de uma casa 100% movida a energia solar. O arqueologista Nathan Harper, da equipe do Springs Preserve explica que toda a região era um manancial de água, até 1962. Las Vegas Creek abastecia Las Vegas com água. Hoje seu rastro é coberto por vegetação. Antes disso, muita água brotava de fontes naturais. No início, Big Springs era uma fonte de água, o que agora a instituição tenta ressuscitar. Com o excesso de extração d'água, a vegetação morreu, animais desapareceram.

Enchentes no deserto

No passado, convivia-se com a aridez do deserto e muitas enchentes. Isso é o que mostra 'Flash flood' uma das exibições que fazem mais sucesso na visita ao Origen Museum, que recria a força de uma enchente, como tantas que aconteceram na região, até a construção do Hoover Dam. Erguido na primeira metade dos anos 1930, represa água do Rio Colorado, formando Lake Mead, o maior reservatório de água dos EUA, que abastece não só Vegas, como 20 milhões de pessoas e grandes áreas de cultivo de Nevada, Califórnia e Arizona.

A legalização do jogo em Nevada, em 1931, coincide com a construção do Hoover Dam, uma das grandes obras de engenharia do século 20. A barragem pode ser visitada em passeios de Las Vegas, a 50km de lá. Após a Depressão de 1929, o desenvolvimento e a ocupação da região geraram a oportunidade que brotou em meio à crise, com oferta de empregos na construção e exploração daquela até então inóspita e pouco explorada porção do Velho Oeste.

Todos os tons do vale

Valley of Fire, o mais antigo parque estadual de Nevada, fundado em 1935, com petróglifos bem preservados e paisagem impressionante formada por rochas de arenito e calcário moldadas pelo vento, escurecidas por oxidação, é a próxima parada em nosso roteiro. O parque fica em Overton, a 80km de Vegas e recebe 750 mil visitantes por ano. Em Atlatl Rock, há inscrições ancestrais em pedra, com imagens que ilustram atividades rotineiras das tribos (caça, marcas de grupos familiares).

O acesso é por uma escada de madeira erguida ao lado de degraus cavados na rocha em 1934 - pelos trabalhadores contratados quando o parque foi fundado - e que foram conservados como detalhe histórico. Aos pés da rocha, em área coberta grelhas para churrasco, um instrutor treina com crianças e adultos o uso da atlatl (instrumento usado pelas tribos para caçar com flecha) em esculturas de animais presas ao chão. Existem muitos pontos imperdíveis na região, onde a paisagem ressalta variação vibrante de tons, que vão de areia (aqui estamos nos domínios do Deserto de Mojave, que se espalha por Califórnia, Utah e Arizona) ao ferrugem. 

Ferro e cobre nas minas de Ely

Rumo ao norte, são três horas e meia até se chegar a Ely. As montanhas avermelhadas ganham tons mais escuros, pedregulhos nas encostas, e a vegetação rasteira começa a compor a paisagem. A luz do fim de tarde tinge as montanhas de dourado. Foi a exploração de minas de ferro na região, a partir de 1867, que fez surgir Ely, hoje com 4,2 mil habitantes. A cidade ganhou esse nome em 1878. No século 20, veio a exploração de cobre. Em 1905, o lugar já contava com uma ferrovia para escoar a produção. O museu Nevada Northern Railroad conta essa história.

O Historic Hotel Nevada dedica uma estrela na calçada a Stephen King, um de seus hóspedes ilustres. Cada quarto homenageia um deles: o que fiquei é dedicado ao astro country Hank Thompson (1925-2007). O autor de 'Desperation' se inspirou no povoado de Ruth, a 11km dali, para contar a história de pessoas que desbravaram a Highway 50 (por onde passaremos mais adiante). Aberto em 1929, na Lei Seca, o prédio de seis andares e 67 quartos foi, até 1935, o mais alto de Nevada. O 24-hour Cafe serve hambúrgueres com batatas-doces fritas que alegram os viajante. 

Minas, cavernas e 'assombrações'

De Ely, dá para seguir até Reno pela Lincoln Highway, ou US-50, "a estrada mais solitária da América", como a definiu a 'Life' em 1986: "The Loneliest Road in America". Isso porque, para a revista, no trecho entre Ely e Fallon, percorre-se 411km sem atrativos ou pontos de interesse. Em sua totalidade, a US-50 é uma estrada federal com trajeto transcontinental, que se estende do estado de Maryland, na Costa Leste, à Califórnia.

Por outro lado, para quem segue a máxima de "o caminho é o destino", a US-50 é de fato um trajeto onde a beleza está em apreciar a paisagem, coroada pelo contexto histórico. Mas aqui vamos optar para um desvio pela US-6, também com belas e longas estiradas solitárias, para visitar Tonopah (outra cidade mineradora), mantendo o clima das cidades-fantasmas do Velho Oeste, antes de entrar na US-50 e conhecer Sand Mountain, a duna de areia "que canta", e os sítios arqueológicos Hidden Cave e Grimes Point, em Fallon.

Contornando a US-50

Tonopah, de 2,4 mil habitantes, montou um parque com museu sobre mineração e mantém um hotel com fama de mal-assombrado para garantir a atenção dos visitantes. A cidade faz parte do roteiro Nevada Silver Trails, que guarda ainda a atmosfera da chegada de seus primeiros exploradores. A descoberta, por Jim Butler, do fio de prata em 1900 na base da montanha local ficou conhecida como o achado que salvou Nevada da falência. Do alto de uma colina, o Tonopah Historic Mining Park é como um museu a céu aberto com dezenas de pontos a percorrer.

Tem trilhas demarcadas, para que o visitante possa passear independentemente de guia, que passam por instalações usadas em uma área mineradora. Está incluído aí, para visitação, o túnel subterrâneo que é um dos pontos originais de descoberta do metal precioso na região e foi restaurado em 2004. No parque está Mizpah, que foi a mina mais rica de Tonopah. Já o Mizpah Hotel é para os fortes. Construído em 1907, aproveitando a onda da mineração da prata, foi inaugurado em 1908 e reaberto em 2011. Cultiva a fama de ser assombrado pela 'Dama de vermelho', entre outros fantasmas. Diz a lenda que a moça era uma garota de programa, assassinada no apartamento 512.

Deixando a história de fantasma, é hora de enfrentar a "Estrada mais solitária da América". Partindo de Tonopah, rumo à estrada estadual 361 até Middlegate, segue-se pela US-50 para o sítio arqueológico Hidden Cave em Grimes Point. Quem se interessar pelos atrativos da estrada mítica, pode conferir os detalhes no guia de sobrevivência da US-50 publicado pelo Travel Nevada (em site na internet). Do auge da mineração, voltamos no tempo para os primórdios da ocupação da região, em Hidden Cave, que integra Grimes Point, no condado de Churchill.

O local é de administração estadual (Bureau of Land Management), mas intimamente ligado a tradições das tribos paiute do Norte.
Trilhas levam a rochas com petróglifos e à Hidden Cave, onde escavações registram a presença humana milhares do anos atrás. 
Quem nos guia para a visita ao sítio arqueológico é Donna Cossette (metade de origem paiute, metade, escocesa), que trabalha no Churchill County Museum & Archives e organiza tours pela região. Lá do alto, ela aponta Great Basin (o Grande Lago), que dominava a paisagem em outras eras. 

Hoje se vê só a vegetação e tufas calcárias que marcam nas rochas e grutas pelo caminho a presença de água em pontos elevados, há milhares de anos. Também lá do alto, estão trilhas deixadas pelas carroças dos primeiros migrantes a atravessarem o país. Em Grimes Point, a caverna escondida (Hidden Cave) de rocha basáltica foi formada há 21 mil anos pelas águas do Lago Lahontan. Nos anos 1920, foi encontrada por estudantes. Escavações realizadas concluíram que a caverna era usada há cerca de 3,5 mil a 3,8 mil anos atrás, mais para guarda de objetos que para moradia.

Lá fora, o passeio segue uma curta trilha com petróglifos de fácil acesso e chega a Hidden Cave. Os petróglifos de Grimes Point datam de cerca de oito mil anos. Ali era tudo coberto pelo Lago Lahontan e, para provar isso, estão lá as tufas (formações calcárias que indicam a presença de água) pelo caminho e nos tetos das cavernas. 

Perto dali, pouco antes de chegar a Grimes Point, Sand Mountain, uma grande duna tida como um ponto sagrado para os paiute, também gerenciada pelo Bureau of Land and Management do estado, foi transformada em área de lazer e muito popular para quadriciclos - os chamados ATV (all terrain vehicles) e sandboarders. A paisagem muda de novo, à medida em que o verde começa a ganhar espaço. Pelo caminho, há muitas áreas de atividade militar, inclusive na região de Fallon, a próxima parada. Como um oásis de agricultura no deserto, Fallon tem 8,3 mil moradores, é um bom ponto para se hospedar antes de seguir viagem e está em rota de migração de pássaros. Quem curte observá-los, aliás, conta com Stillwater Wildlife Refugee, a 25km dali.

As pedras valiosas da pirâmide do lago

Seguindo cem quilômetros pela US-50 desde Fallon chega-se a Carson City, a capital de Nevada, de 54 mil habitantes. Nas montanhas que a cercam, seus picos já acumulavam neve desde outubro. O Nevada Railroad State Museum tem um belo acervo relacionado ao desenvolvimento das ferrovias na região, que tiveram importante papel na exploração da prata na virada do século 19.

Uma das estrelas do acervo é o McKeen Motor Car, locomotiva de 1910, reformada e mantida em operação, que leva os visitantes a um curto passeio em volta do museu. Outra peça do acervo digna de nota é Inyo, uma das mais antigas marias-fumaças do país, muito usada em filmes produzidos por Hollywood. E a extração mineral pela região não se limita apenas a metais - ouro, prata e cobre - mas também a pedras de valor: granito, jasper, quartzo, cristais, opala.

"É só sair pela montanha, que vai encontrar...", exagera Tobin Rupert, dono da joalheria Rupert's e de um olhar afiado e já acostumado a explorar minerais por ali. Os nativos da região são do grupo washoe, que tem como característica reconhecer a importância de preservar seu modo tradicional de vida sem desprezar a sociedade moderna. Cultuam as tradições e ensinam seu idioma original aos descendentes. Mas é em Reno, a "menor cidade grande do mundo", com 225 mil habitantes, que Nevada volta a ficar mais descontraída.

Tem cervejarias artesanais, como The Depot Craft Brewery, que funciona no prédio de uma estação de trem erguida em 1904, convertida para a atual finalidade, e serve cervejas em barril, com sabores que vão de melão a 'Oktoberfest', harmonizada a um cardápio comfort food que lista entre as opções macarroni and cheese, couve de Bruxelas frita e uma seleção de tacos.

Há 14 cervejarias no roteiro de cervejarias de Reno (uma fica na vizinha Sparks). O Pyramid Lake é uma área de reserva indígena, aberta à visitação pública em day use. Com águas de azul profundo, é uma área de lazer e paisagem belíssima para pescaria, passeios de barco. O nome se dá a uma pedra em forma de pirâmide. Este local e a pedra mãe são de acesso restrito a membros da tribo paiute.

A lenda da pedra-mãe

Às margens do lago fica o Pyramid Lake Paiute Tribe Museum que funciona como Visitor Center. Lá se aprende sobre a lenda da pedra-mãe. Uma mulher que sentou e chorou de tristeza e saudade dos filhos que haviam sido separados por uma briga. Um deles deu origem à etnia paiute, dos fortes e bons, que ficaram com ela. O outro deu origem aos pitt-rivers. Mas ela chorou tanto de saudades do filho distante que suas lágrimas formaram o lago Pyramid, ela virou pedra e ficou sentada à beira d'água. Pyramid fica a 56km ao norte de Reno.

No caminho para o lago, em Palomino Valley, vale dar uma parada no centro de preparação de cavalos e burros selvagens. Mais de dois mil animais selvagens são mantidos ali, disponíveis para adoção. O local é administrado pelo Bureau of Land Management. O local pode ser visitado em uma parada rápida. Mas há passeio com reserva antecipada. O festival Burning Man - uma espécie de festival da contracultura dos tempos modernos, que prega princípios como inclusão radical e responsabilidade civil - acontece em Black Rock City, comunidade temporária no deserto de Black Rock, a 160km ao norte de Reno. Do fim de agosto ao início de setembro, o festival reúne cerca de 50 mil pessoas.

Um lago para dois Estados

Um dos principais cartões-postais nessa região dos EUA, Lake Tahoe se divide entre os estados de Nevada e Califórnia. Cercado por montanhas, abriga estações de esqui e muitas áreas de lazer, nos dois estados. Em sua porção ao norte em Nevada, em outras épocas, foi ocupado pelos grupos washoe. E um dos pontos de parada, a partir de Carson City, Cave Rock faz parte do Nevada State Park. Da entrada avista-se a montanha que abriga a antiga caverna cultuada pelos nativos washoe, ao lado do túnel por onde se passa na estrada.

O local abriga uma rampa para lanchas e foi transformado pela administração de parques estaduais em área recreativa em 1979, tornando-se uma das mais populares áreas na margem leste do lago para passeios de barco, mergulhos e uso da praia, piqueniques etc. Spooter Summit é um dos picos por onde se passa antes de entrar no sentido sul na Califórnia. Já no estado vizinho, ao sul da margem oeste do lago, Emerald Bay é a joia da paisagem. Com uma ilhota no centro, a baía integra o conjunto de parques estaduais da Califórnia. Vikingsholm, propriedade que ocupa todo o centro de Fannete Island, a única ilha do lago, é uma construção em estilo escandinavo. 

A estrutura feita em pedra no topo da ilha, como um castelo em miniatura é a chamada Tea House. Foi construída entre 1928-29 e era usada pela antiga proprietária, Mrs. Lora Josephine Knight, para tomar chá com seus convidados. Hoje, pouca coisa restou da mobília. Bem pertinho de Emerald Bay, está Taylor Creek, com trilhas com lindos pontos para fotografia e um centro de interpretação onde fica um diorama de 180 graus que mostra, em apresentação tridimensional, as espécies de peixes no lago acima e abaixo do nível de água. Um painel ilustra também as diferenças sazonais do local. 

Como Chegar

  • De avião. Pela United, a passagem para Las Vegas (via Houston) sai por R$ 3.561. Tarifas para janeiro.
  • Na estrada. Para checar as condições das estradas, nvroads.com.

 
Passeios

  • Springs Preserve (Las Vegas). Ingressos a US$ 18,95. 333 S. springspreserve.org
  • Valley of Fire (Overton). Ingressos a US$ 10. Para camping: US$ 20 mais US$ 10 por carro.
  • Lost City Museum (Overton). Das 8h30 às 16h30. Ingresso: US$ 5. museums.nevadaculture.org/lcm
  • Stillwater Wildlife Refugee (Fallon). Aberto diariamente. Ingresso gratuito. fws.gov/refuge/Stillwater
  • US-50 (Fallon). The official HWY 50 Survival Guide/The loneliest road in America pode ser baixado em http://bit.ly/2gkpKXH
  • Cave Rock (Lake Tahoe). Lake Tahoe State Park. Ingressos: US$ 7 até abril e US$ 10 (de 15/4 a 15/10).

Onde Ficar

  • Palace Station (Las Vegas). Diárias a US$ 41,42.
  • Historic Hotel Nevada (Ely). Diárias a US$ 49. hotelnevada.com
  • Valley of Fire State Park (Overton). parks.nv.gov/parks/valley-of-fire-state-park
  • Mizpah Hotel (Tonopah). Diárias a US$ 119 na suíte 'Lady in Red'. hemizpahhotel.com
  • Holiday Inn Express (Fallon). Diárias a US$ 110. http://bit.ly/2g6EFBR
  • Grand Sierra Resort (Reno). Diária: US$ 83,34. grandsierraresort.com
  • MOTORHOMES. A Cruise America, empresa de aluguel de motorhomes (cruiseamerica.com), acaba de lançar aplicativo que lista os campgrounds nos EUA e Canadá. A KOA (koa.com) é uma rede de campgrounds nos EUA e Canadá. Muitos parques oferecem áereas de camping, como o Tonopah Station Casino Hotel RV Park. tonopahRV.com

 

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