Diário da Região

29/10/2017 - 10h39min

Mogadiscio

Forças da Somália retomam hotel atacado por terroristas; 23 pessoas morreram

Mogadiscio

Forças de segurança da Somália retomaram na madrugada deste domingo o hotel Nasa-Hablod, na capital da Somália, Mogadiscio, que foi alvo ontem de um ataque com um carro-bomba e, em seguida, havia sido invadido por cinco terroristas. O número de mortos, que até ontem chegava a 18, foi atualizado hoje para 23. Durante a troca de tiros entre extremistas e forças de segurança dentro do Hasa-Hablod, o ministro de Eletricidade e Água do país, Salim Aliyow Ibrow, que estava no edifício, foi resgatado. Entre os mortos, estão uma mulher e seus três filhos, incluindo um bebê, e um ex-ministro, segundo o capitão Mohamed Hussein. Com a retomada do hotel, três dos cinco extremistas foram mortos pelos policiais e outros dois, capturados, disse Hussein. O ataque de sábado ocorre duas semanas após mais de 350 pessoas terem morrido em um grande atentado com um caminhão em uma rua movimentada de Mogadiscio, o pior da história do país africano. O Al-Shabab, grupo extremista islâmico, reivindicou a autoria do ataque de ontem, mas não comentou sobre o de duas semanas atrás. Especialistas dizem que o número de vítimas foi tão grande que o grupo teria hesitado em reivindicar a autoria por temer um aumento do rechaço à organização entre os somalis. Depois da explosão de duas semanas atrás, o presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed, vem visitando países da região em busca de mais apoio na luta contra o Al-Shabab. Também tem tentado unir lideranças regionais de seu fragmentado país. O exército dos Estados Unidos intensificou esforços militares contra o Al-Shabad neste ano, realizando quase 20 ataques com drones a alvos do grupo, acompanhando o acirramento da guerra contra o extremismo no continente africano. Um força multinacional formada por 22 mil soldados da União Africana que atuam na Somália atualmente devem se retirar até 2020. Recentemente, oficiais de segurança dos EUA manifestaram preocupação de que o exército local ainda não estaria pronto para assumir a segurança do país. Fonte: Associated Press.

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