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Em discurso agressivo de 40 minutos na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o Irã e disse que o acordo sobre o programa nuclear do país fechado por seu antecessor, Barack Obama, é "embaraçoso" para seu país. Segundo ele, o governo de Teerã é uma "ditadura corrupta" com uma falsa fachada de democracia. Trump acusou a república islâmica de exportar caos e violência, de apoiar grupos terroristas e de realizar ameaças abertas contra os EUA e seu principal aliado no Oriente Médio, Israel. Na América Latina, os alvos de Trump foram Cuba e Venezuela. O presidente americano afirmou que seu governo não levantará mais sanções contra Havana enquanto o governo de Raúl Castro não tomar medidas que levem a mudanças políticas na ilha. Trump afirmou que a "ditadura socialista" de Nicolás Maduro destruiu um país que era próspero e levou à miséria e à fome da população venezuelana. "Eu peço a cada país representado aqui hoje que esteja preparado para fazer mais para enfrentar essa crise política." Em seu primeiro discurso à Assembleia-Geral, Trump promoveu sua visão nacionalista traduzida no slogan "América em Primeiro Lugar". Em vários momentos do pronunciamento ele defendeu a soberania das nações e fez um ataque direto ao mecanismo fundamental de funcionamento da multilateralismo: a submissão a acordos e instituições multilaterais. Fiel à sua retórica de campanha, ele apresentou esse sistema como responsável pela suposta decadência da classe média dos EUA. Seu rechaço ao multilateralismo teve a mais contundente manifestação com sua decisão de abandonar o Acordo de Paris sobre mudança do clima. Abandonando a posição tradicional de Washington de promover valores ocidentais como democracia e respeito aos direitos humanos, Trump defendeu o respeito a diferentes formas de governo e diferentes culturas. Em sua opinião, apenas nações soberanas "fortes" que trabalhem juntas podem garantir a estabilidade global. "Na América, não buscamos impor nosso modo de vida a ninguém", afirmou. Trump afirmou que seu país prefere ser um exemplo a ser seguido.

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