Diário da Região

19/08/2017 - 08h25min

São Paulo

Um novo olhar sobre os bairros de São Paulo

São Paulo

Das obras de Lina Bo Bardi aos antigos casarões dos Campos Elísios, falar sobre patrimônio de São Paulo, em geral, é levantar referências concentradas em regiões abastadas e centrais. Dentro da Jornada do Patrimônio, que ocorre neste fim de semana, três projetos de iniciativa popular propõem o oposto - atrair atenções para outros eixos. São eles: Além da Capela, Patrimônio e Memória em São Miguel Paulista, na zona leste; Jaçanã, Novos Olhares; e Descobrindo Santana, ambos na norte. "Por que não Santana? Ou por que não Itaquera, Guaianases, Tremembé? Cada rua, cada bairro tem história, marcos, memória afetiva", defende o presidente da PreservaSP, Jorge Eduardo Rubies, de 46 anos. "Santana tem muita coisa interessante, muitos prédios antigos, casarões de boa arquitetura", afirma Rubies. Para o passeio, ele ajudou a selecionar quatro "marcos": a sede do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR), datada de 1917 e localizada no terreno em que havia o Solar dos Andradas (antiga residência de José Bonifácio); a centenária Igreja de Sant'Ana; a Escola Estadual Padre Antonio Vieira (tombada pelo Estado); e a Biblioteca Narbal Fontes, localizada na antiga Chácara Baruel. Também na zona norte, o Jaçanã, Outros Olhares é focado principalmente em valorizar o bairro diante da própria população. O passeio sai do Museu do Jaçanã e vai por duas praças do bairro, além de passar pelos Hospitais São Luiz Gonzaga (ex-leprosário) e D. Pedro II, de 1885, de autoria do escritório de Ramos de Azevedo. Historiador nascido e crescido no Jaçanã, Gustavo Ferreira, de 41 anos, explica que o passeio vai levar "outros olhares" para a região "além da música e do trem", referindo-se à Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. A ideia é expandir o que o próprio Museu do Jaçanã, fundado por moradores em 1983, se dispõe: "preservar a memória, as tradições e as vivências do bairro". Além da capela Yasmin Darviche viveu 24 dos 25 anos na zona leste de São Paulo. Durante os cinco anos em que cursou Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo (FAU-USP), deparou com o estranhamento de colegas quando falava de São Miguel Paulista, bairro em que nasceu e pesquisou em seu trabalho de conclusão de curso. "No começo da FAU, absorvi um pouco desse discurso, desse preconceito com a periferia como um lugar diferente", conta ela. Para Yasmin, o verdadeiro patrimônio do bairro, além da capela, que tem sua importância, está também nos costumes e nas memórias dos moradores. "A periferia tem outros tipos de patrimônios, os patrimônios sociais, um modo de vida diferente: as pessoas se relacionam de outras formas com o espaço." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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