Diário da Região

06/03/2017 - 10h48min

São Paulo

Pai chama de 'milagre' sobrevivência de filha de 6 anos baleada em SP

São Paulo

O pai da menina de 6 anos baleada em uma favela da Vila Prudente, na zona leste de São Paulo, publicou no sábado, 4, um vídeo de agradecimento ao apoio de amigos e familiares na recuperação da filha. Ana Victoria Rodrigues Silva foi atingida nas costas durante uma operação policial na noite de quarta-feira, dia 1º. O vídeo foi gravado no Hospital Municipal de Tatuapé, também na zona leste, onde Ana Victoria está internada após passar por um procedimento cirúrgico para retirar fios de cabelo que estavam presos à bala. Em uma postagem no Facebook, o pai da garota, Gilson Silva, de 27 anos, chama o incidente de um "milagre" e diz que foram os longos cachos que salvaram a vida da filha e impediram que o projétil acertasse uma artéria. Ainda no vídeo, Silva diz para a filha que ela está com uma bala "de menta, doce", alojada em um músculo das costas. "Eu estou bem. Foi só um tirinho, responde ela. "Nada mais, né? Foi só um tiro, você só quase matou o seu pai e a sua mãe do coração, seu vô, suas avós. Mas, graças a Deus, a Ana Victoria está muito bem. Já está aí, bagunçando, já ganhou presentinho, comeu duas marmitas inteiras sozinha", brinca. "O intuito desse vídeo é agradecer a todos que ficaram do nosso lado o tempo todo, apoiando, dando a maior força para a gente. Se não fossem os amigos, eu acho que a gente estaria numa pior, se lamentando pelos corredores, chorando pelos cantos. Deus ajudou. Ser grato todos os dias nos traz muitos milagres, e esse foi um deles", falou o pai. "Ana Victoria está aí por um triz, por esse cabelo, que salvou ela. Está faltando um pedaço dele, mas, graças a Deus, falta esse pedaço por um bem." Ana Victoria está em estado estável e não corre riscos. Não há, contudo, precisão se ela passará por um procedimento para a retirada da bala, que está alojada em um músculo. Também não há previsão de alta hospitalar. Tiro Na quinta-feira, 2, Gilson disse que a filha correu para casa quando viu policiais militares na rua. Quando estava na garagem de casa, foi atingida por um projétil no lado esquerdo das costas. Em seguida, foi socorrida por uma das avós, que pediu ajuda dos próprios PMs, que, segundo o pai, responderam que não poderiam prestar socorro. "Os vizinhos é que tiveram de ajudar. Os policiais se negaram a socorrer minha filha", afirmou. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os PMs faziam patrulhamento quando um homem atirou contra eles. O tiro teria "ricocheteado" e atingido a criança. Os agentes também dizem que tentaram socorrer a menina, a entregaram à avó e pediram ajuda, mas que teriam sido agredidos por moradores. Um inquérito foi aberto para apurar de onde partiu a bala.
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