Diário da Região

24/02/2017 - 17h06min

São Paulo

Deputados coronéis vão comandar a CPI do Vandalismo na Alesp

São Paulo

Em meio à "guerra" declarada pelo prefeito paulistano João Doria (PSDB) contra pichadores na capital, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) instalou uma CPI para apurar atos de vandalismo no Estado que será comandada por dois deputados que são coronéis da Polícia Militar. Ex-comandante-geral da PM, o Coronel Camilo (PSD) foi eleito presidente da comissão e terá como vice o deputado Coronel Telhada (PSDB), ex-comandante da Rota na capital. A CPI começou a funcionar na semana passada e deve durar ao menos três meses. Segundo Camilo, o objetivo da CPI é "discutir métodos para combater a degradação provocada pelos atos de vandalismo" em todo o Estado e propor alterações na legislação para punir os vândalos e acabar com a impunidade nos atos praticados contra patrimônios públicos e privados. "É como a teoria da janela quebrada, degradação traz mais degradação. Estamos vivendo um momento em que as pessoas acham que podem tudo. Isso acontece, é o que me incomoda muita, pela falta do Poder Público de responsabilizar quem praticou o vandalismo", disse Camilo. Protestos Os atos de vandalismo cresceram a partir da onda de protestos de rua que tiveram seu auge em junho de 2013, durante as manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus, trem e metrô na capital paulista. Em quase todos os casos houve confronto com policiais militares, que usaram bombas de efeito moral e balas de borracha na repressão, ferindo manifestantes e jornalistas. Os atos de depredação são, na maioria das vezes, praticados por manifestantes black blocs, que usam máscaras para não serem identificados. Em 2014, a prática voltou com força antes e durante a realização da Copa do Mundo no Brasil e, no ano passado, contra o governo Michel Temer. Centenas de manifestantes foram detidos em São Paulo, menos de 30 foram denunciados à Justiça, mas ninguém foi condenado. Para Camilo, se há uma dificuldade para identificar os vândalos é preciso responsabilizar os organizadores de atos que resultam em depredação. "É preciso abrir inquérito, investigar quem depredou o patrimônio e denunciar. Às vezes, se não tem o responsável direto, é preciso usar a função da responsabilidade daquele movimento que convoca um ato na (avenida) Paulista, por exemplo, que acaba em depredação", afirma.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Diário da Região

Esperamos que você tenha aproveitado as matérias gratuitas!
Você atingiu o limite de reportagens neste mês.

Continue muito bem informado, seja nosso assinante e tenha acesso ilimitado a todo conteúdo produzido pelo Diário da Região

Assinatura Digital por apenas R$ 1,00*

Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90
Diário da Região
Continue lendo nosso conteúdo gratuitamente Preencha os campos abaixo para
ganhar + 3 matérias!
Tenha acesso ilimitado para todos os produtos do Diário da Região
Diário da Região Digital
por apenas R$ 1,00*
*Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90

Já é Assinante?

LOGAR
Faça Seu Login
Informe o e-mail e senha para acessar o Diário da Região.
Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para acessar o Diário da Região.