Diário da Região

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São José do Rio Preto, a cidade que mais registrou casos de estupros entre as maiores cidades do Estado, recebeu o deputado Jair Bolsonaro há algumas semanas. O parlamentar foi recebido no aeroporto da cidade por cerca de 500 pessoas, que foram demonstrar seu apoio.

O deputado vem recebendo ampla adesão de parte da população que julga como benéficas para sociedade suas ideias ligadas ao militarismo, a ditadura e a ações autoritárias. Bolsonaro, no entanto, após condenação do Supremo Tribunal Federal, está respondendo pelo crime de incitação ao estupro, depois de, em 2014, ter afirmado a deputada Maria do Rosário que não a estupraria porque ela era muito feia.

Na semana passada, uma reportagem do Diário trazia algumas informações sobre os crimes de estupro. O jornal pesquisou o porquê de a quantidade de estupros ter dobrado em Rio Preto em relação às pesquisas do ano passado. De acordo com alguns especialistas, a quantidade de registros de violências pode ter aumentado por conta de campanhas de denúncias e, também, por conta de uma fragilidade e desestruturação de organizações sociais, que vem abrindo portas para crimes contra as minorias.

Todos nós sabemos que a figura da mulher se tornou vulnerável durante a história e a construção de nossa cultura. Apesar de um aumento nas lutas de transformação dessa imagem, ainda somos vistas como seres fragilizados e inferiores, e, como podemos perceber estatisticamente, estamos expostas a diversos tipos de violências. O estupro é considerado um crime hediondo no Brasil, e apesar das denúncias terem crescido, como informado também por este jornal, nem 10% dos casos são levados as autoridades. As mulheres ainda se sentem envergonhadas por terem sido violentadas e tem medo de serem culpabilizadas pelo crime.

O problema é que a violência contra a mulher no Brasil é um assunto que vem sendo naturalizado há muito tempo e, infelizmente, reforçado por discursos políticos de ódio, assim como o do deputado Jair Bolsonaro. O parlamentar afirma ter projetos de lei que punem estupradores com castração química, um posicionamento muito próximo desses jogos de poder e masculinidade que motivam a maioria dos estupros, porém entra em contradição quando trata esse tipo de crime como algo natural, passível de ser colocado como uma resposta a um oponente político.

O país se chocou com o caso do homem que ejaculou em uma mulher no transporte público e foi solto pelo juiz que acompanhou o caso. A questão é que milhares de casos de homens que desrespeitam e violentam mulheres não são levados adiante, por um motivo muito simples... Violentar mulheres não parece tão grave para o brasileiro. Ainda não entendemos que estupro não significa apenas a penetração de desconhecidos em ruas escuras, mas qualquer ato que viole nosso corpo e dignidade, podendo ser os agressores conhecidos, políticos, qualquer pessoa, e que a vítima nunca é culpada, não importam seus trajes, seu estado físico, sua posição social. Está provado que qualquer uma de nós mulheres corre cada vez mais risco de ser violentada e é dever de nossos representantes não naturalizar essa situação. É preciso refletir qual é a nossa contribuição para que esse quadro de violências mude.

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