Diário da Região

05/08/2017 - 00h00min

Painel de Ideias

Teias ao vento

Painel de Ideias

Pierre Duarte NULL
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Foi entre uma risada e outra que uma amiga querida me disse ao telefone: “Se alguém tivesse escutado as nossas conversas há uns dias não iria acreditar no que estamos falando agora, né?”.

Tive que concordar. Realmente a tempestade tinha passado.

Existe coisa mais triste do que “deixar de se importar” com algo ou alguém? Pior é que existe...

Talvez a ilusão daquilo que nunca foi. Talvez a solidão que arrebata os que se arrependem. O eco das palavras que feriram, o sal das lágrimas que caíram durante o adeus.

Talvez o vazio que se instala ao redor dos que não voltam atrás. Aquele gosto bom que seu paladar está esquecendo, o perfume que já se confunde com outros.

Talvez seja mais triste ver os olhos sem brilho dos que amam e não são correspondidos. Ou escutar o choro do violino quando atravessa as notas do piano nas composições do estoniano Arvo Pärt.

A vida é feita de tantos momentos bons e ruins, com tantos pesos e medidas diferentes, que parece incrível como algumas coisas deixam de ter valor dia após dia, semana após semana, inverno após inverno...

Sempre escutei que, mediante qualquer desafio ou situação nebulosa, é preciso manter a fé, continuar a acreditar.

Aqui entre nós, não é uma tarefa fácil. Principalmente quando você acha que já tinha cometido erros o suficiente para que o Universo reconhecesse o seu real limite humano de padecer com coisas mundanas.

É certo que cada um tem seu caos particular. Pode ser uma questão familiar, profissional, financeira, pessoal, estética, amorosa. Cada um tem sua maneira de sofrer e de se reerguer.

Às vezes basta uma aposta correta, uma pequena recompensa pelo seu esforço, a satisfação com o resultado de um trabalho bem feito...

A visão daquela pessoa que te faz sorrir sem que você perceba. Um agradecimento. Um pedido de desculpas. A palavra amiga que conforta, ou o silêncio cuidadosamente colocado num instante.

Às vezes basta uma pequena luz no fim do túnel...

O problema é que fios de esperança são como teias de aranha. Podem ser o material mais resistente produzido pela natureza, mas se desfazem ao primeiro vento forte.

E nessas horas, pouco não basta. É preciso muito mais do aquilo tudo lá de cima para que você possa realmente acreditar em dias melhores.

São Tomé, que de acordo com a Bíblia era um dos doze discípulos de Cristo, carregava um defeito muito comum a nós mortais: precisava ver para crer.

Sim, a tempestade se foi. E como tudo na vida passa, é chegada a hora de produzir teias que não se desfaçam ao vento. De fincar raízes no que realmente vale a pena.

É o momento de esquecer o que passou e sorrir mais, brincar mais, rir até o estômago doer. Cultivar o que o Universo nos oferece de melhor... Manter a fé, tal qual São Tomé. É hora de parar de sonhar com as possibilidades e vê-las acontecendo!

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