Diário da Região

05/04/2017 - 00h00min

Painel de Ideias

Eu devia estar contente?

Painel de Ideias

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A gente tenta não se afetar todos os dias com o caos que o país se encontra há alguns anos. Sem suporte nenhum do poder público, das instituições, das mídias, a gente desce ladeira abaixo apoiando-se uns aos outros, as vezes em protestos pelas ruas, as vezes sentados com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar. Na verdade, nem tanto tempo sentados, já que há de se trabalhar muito ainda.

Nas últimas semanas pensei muito em amor, mas não tive como fugir da revolta. A realidade que bate à porta do trabalhador brasileiro não é nada boa e preocupar-se é inevitável, pois mesmo defensora do caos, não floreio o descaso com quem carrega o país. Não dá para esperar que fiquemos felizes com a tal “qualidade” das novas leis trabalhistas que nos oferecem maior tempo de trabalho e precarização dos nossos direitos.

Não é segredo para ninguém a fragilidade que cerca a mão de obra do Brasil desde os tempos da escravidão até os trabalhos remunerados de menor renda hoje em dia. Quem não conhece funcionários terceirizados? Quem não sabe dos déficits dos vínculos empregatícios e direitos trabalhistas das empresas terceirizadas? Quem não sabe que as empresas ainda não têm uma cultura de comprometimento com esses funcionários? Todo mundo sabe. E não só pela observação da realidade, mas é dado de pesquisa que os terceirizados tem salários menores e jornadas maiores de trabalho. Entretanto, tentam nos enfiar goela abaixo que a terceirização irrestrita seria uma saída de qualidade tanto para o trabalhador quanto para as empresas.

Fazendo um paralelo entre os milhares de trabalhadores que ainda vivem ou, até ontem, viviam em condição de informalidade em seus serviços (como as empregas domésticas que só tiveram seus direitos garantidos recentemente), sabemos que muitas categorias ainda têm dificuldade em se aposentar pois seu tempo de contribuição não foi continuo. A terceirização, como podemos perceber diante dos serviços que eram autorizados antes, aumentava a rotatividade da mão de obra, e, consequentemente, diminuía o tempo de contribuição dos trabalhadores. Não mudar essa cultura de informalidade e descaso desse tipo de contratação pode afetar diretamente a arrecadação previdenciária, o que contraria a intenção do governo. Existe um erro nessa lógica, mas parece que todas as formas de questionamento dessas intenções são abafadas por um delírio de salvação.

Não é aceitável que se faça uso da desinformação e da má-fé para justiçar os meios duvidosos que o governo interino vem tomando. É desonestidade intelectual esse suposto apartidarismo e corrida contra corrupção dos movimentos de direita e das mídias tendenciosas que insistem em desviar o foco dos problemas reais e urgentes da população para encontrar culpados e faltar com a responsabilidade social em zelar pela informação clara e direitos garantidos aos cidadãos brasileiros. Não é possível aceitar esse ouro de tolo que vem sendo oferecido porque, sinceramente, não sou uma grandessíssima idiota e acredito que o povo também não.

 

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