Diário da Região

04/10/2017 - 00h00min

Cartas do Leitor

Escola sem Partido

Cartas do Leitor

Tendo à frente a bancada da fé, o Congresso Nacional e várias casas legislativas espalhadas pelo Brasil, inclusive a Câmara de Vereadores de Rio Preto, proposta pelo vereador Jean Dornelas, discutem o polêmico Projeto Escola sem Partido. Segundo seus idealizadores, professores utilizam-se das instituições de ensino para doutrinamento político, religioso e de orientação sexual. De acordo com eles, a luta é pela “descontaminação e ‘desmonopolização’ política e ideológica”.

Na prática, pretendem afixar em todas as salas de aula uma lista que relaciona alguns deveres dos professores, segundo eles, previstos na Constituição e relacionados aos temas, e em caso de não cumprimento, alunos e pais podem denunciar os docentes.

Se os direitos estão assegurados pela Constituição, qual o motivo da lista? Será que proporão a mesma lista de deveres nos presídios e nos quartéis, tentando intimidar carcereiros e coronéis? É nítida a inversão de valores. Quem deve disciplinar, ensinar e educar na escola são os professores. Nenhuma ferramenta de intimidação pode sobrepor-se à autoridade deles.

Nas tribunas o argumento mais utilizado, é o prepotente : “A escola ensina e a família educa”. Legisladores certamente se esquecem de que não estamos na Noruega ou na Suécia. Desconhecem a estrutura socioeducacional das famílias brasileiras, grande parte delas carentes, abandonadas e vítimas da desigualdade ainda reinante no país.

Muito de nossos cidadãos apenas poderão ser resgatados e terão como vislumbrar um futuro melhor a partir da escola livre, que além do ensino das matérias tradicionais, propõe debates dos temas contemporâneos sem preconceitos. Que ensina o cidadão a pensar e questionar sem amarras ou moralismos.

Quando falam em doutrinamento também mostram desconhecer a estrutura da educação no Brasil, pois além de professores existem as figuras dos coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores, todos com missão de fazer cumprir os planos nacional, estadual e municipal de Educação, cada vez mais exigentes. Portanto, não existe tempo nem espaço para tais práticas.

Em nome dos meus mestres José Barbar Cury (in memoriam), Eduardo Nicolau e Maureen Cury, que mesmo ideologicamente em lados distintos, respeitaram os cidadãos rio-pretenses e honraram os cargos políticos que exerceram, rendo minha homenagem a todos os professores, que mesmo sob o manto da ditadura militar propuseram sem medo debates políticos, culturais e de comportamento para toda uma geração.

Roberto Carlos Musegante Jr., Rio Preto.

 

Lula

“Lula lidera Datafolha em todos os cenários” - Diário da Região. Antes do Lula, o Brasil era a décima-quarta economia do mundo. Depois dele, chegou a ser a sexta e hoje ainda é a nona. Antes do Lula, devíamos ao FMI, hoje somos credores, temos mais que o PIB português, 380 bilhões (mil milhões) de dólares em reservas internacionais, e somos o quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos. Pesquisem por “mayor treasuries holders” no Google, e chequem esta informação na página oficial do tesouros dos Estados Unidos. E a dívida pública hoje ainda é menor do que era quando Lula chegou ao poder com relação ao PIB! Em 2002, 80%, hoje, ainda não chega a 70% do PIB.

Marcos Altenhoffen, Rio Preto.

 

Pesquisas

Gostaria muito de saber onde esses institutos fazem suas pesquisas, pois colocam um cidadão na posição de liderar pesquisas inclusive em um provável segundo turno de eleições para presidente. Tenho a impressão que as mesmas foram feitas em sindicatos de capachos do citado cidadão, pois a maioria dos brasileiros jamais elegeria este tal, que prefiro não citar o nome para não dar a ele algum tipo de promoção. Tomo minha opinião baseado em dados oferecidos pela Executiva do partido que informa que são 1,7 milhão de filiados. Baseado nisso, pergunto: com esta quantia de petistas, como irão eleger o Ali Babá? A grande conclusão é que neste País muitas pesquisas são “encomendadas”.

Marcos Reis, Rio Preto.

 

Superlotação

Caros amigos e amigas, quando menino, eu morava numa fazenda, e nela passava a estrada principal; o leito carroçável era em terra. Essa estrada foi substituída por uma asfaltada que recebeu o nome de Euclides da Cunha. Na fazenda havia escola, armazém de secos e molhados, igreja, salão de festas e campo de futebol. Na estrada, o trânsito era mínimo, pois passavam poucos carros e alguns caminhões “Fenemê”. Ah, e passava também uma jardineira apelidada de Asa Branca.

Pois bem, como a maioria da população vivia nas fazendas, uma única jardineira não era suficiente para atender a demanda. Por conta disso, a jardineira sempre passava lotada. Para ser ter ideia, na parte traseira da jardineira havia uma escada que alcançava o teto. Ali, o cobrador acomodava as inúmeras malas e sacos com mercadorias dos passageiros. Vez ou outra, muitos dos passageiros se acomodavam no teto. O interior da jardineira se assemelhava com sardinhas enlatadas.

Na minha condição de menino ficava olhando a jardineira passar com as pessoas sobre ela, e morria de inveja, pois sabia que meu pai não deixaria que eu viajasse lá no teto. Isto foi lá pelos idos de 1959 a 1962, e o inacreditável é que até hoje, o povo viaja ou vive meio que enlatado, sofrido, castigado, e nem um pouco representado, isto é, desgovernado. E a vida segue.

Jorge G. Hipólito, Rio Preto.

 

Câmara

Rio Preto tem sido vítima de uma classe política cleptocrata sem nenhum sentido ético, não tem como não falar dos abusos de vereadores fazendo graça e desperdício com o dinheiro do contribuinte, fazendo viagens com a vergonhosa oferta de títulos de cidadão honorário a políticos sequer conhece Rio Preto.

A população de nossa cidade se envergonha em ter na Câmara vereadores com uma mediocridade absurda. Não conseguimos aceitar isso, é preciso que esse disparate acabe. É anomalia típica de algo que foge à inteligência de qualquer pessoa com o mínimo de discernimento e honestidade. Piada de mau gosto e imoral essa farra que os vereadores Branco e Pauléra fizeram. O mínimo que esses senhores têm a fazer é a devolução aos cofres públicos do que gastaram com a atitude de promoção barata.

Maria de Lourdes Perini Gonçalves, Rio Preto.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

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