Diário da Região

19/08/2017 - 00h00min

CARTAS DO LEITOR

Ódio e intolerância

CARTAS DO LEITOR

Ódio e intolerância

Em novembro de 1863, em meio à Guerra Civil norte-americana, o então presidente Abraham Lincoln proferia o seu mais famoso discurso, no campo de Gettysburg, que havia sido palco de uma sangrenta batalha travada entre soldados confederados (do Sul) e os da União (do Norte). Nesse discurso, Lincoln pregava que, sobre o sangue dos bravos, se ergueria “um governo do povo, pelo povo e para o povo, consagrado ao princípio de que todos os homens nascem iguais”.

Pois bem, mais de um século e meio depois, as feridas da Guerra Civil americana ainda estão abertas, conforme se viu a partir dos acontecimentos ocorridos na cidade de Charlottesville, no Estado da Virgínia, em que grupos neonazistas, supremacistas raciais brancos e antissemitas saíram às ruas para protagonizar um violento espetáculo de ódio e intolerância.

A partir de lá, desencadeou-se nos Estados Unidos uma onda de protestos contra símbolos e estátuas que reverenciam figuras históricas, que no período da Guerra Civil eram favoráveis à escravatura. Com esses fatos, veio à tona o enorme potencial de ódio e intolerância, latente no seio da sociedade americana, mas sempre pronto a se manifestar sob qualquer pretexto.

A questão de fundo, aqui, envolve a liberdade de expressão, um dos direitos mais prezados pelas modernas democracias. O maior problema não é propriamente o direito de expressão em si, mas sim os limites impostos para proteger os direitos fundamentais de grupos e minorias raciais, religiosas, sexuais, étnicas, culturais, etc.

Trata-se de uma questão muito controvertida no mundo todo, e que nos Estados Unidos tem sido objeto de diversos estudos e pesquisas, sob a ampla denominação de “discurso do ódio” (hate speech, em inglês). São as manifestações de intolerância ou desprezo contra determinados grupos minoritários, que lá são de certa toleradas pela 1ª Emenda à Constituição americana, de 1791, só não sendo admissível fazê-las sob ameaça.

No Brasil, as coisas são bem diversas do cenário americano. Por aqui, a Constituição Federal de 1988 assegura a ampla liberdade de expressão, porém seu exercício não é absoluto, sujeitando-se a restrições e limites. De igual forma, no Brasil não está assegurado o direito às manifestações de cunho racista.

O constituinte nacional firmou um forte compromisso com a construção da igualdade e com a luta contra os preconceitos. Por outro lado, reconhecendo a desigualdade e a injustiça que imperam no seio da sociedade brasileira, retirou o Estado da posição de mero espectador, impondo-lhe o dever de combater os preconceitos e as discriminações de qualquer natureza, ainda que muito disso tenha ficado só no papel.

João Francisco Neto, Monte Aprazível.

Fotografia

Comemora-se hoje o “Dia Mundial da Fotografia’’ e o “Dia do Fotógrafo” em São José do Rio Preto (lei 7665-7.10.1999, autoria do então vereador Roberto Toledo).

A fotografia registra um momento de algo que nunca mais será igual. O fotógrafo Henri Cartier-Bresson resume o valor desta arte: “De todos os meios de expressão, a fotografia é a única que fixa para sempre o instante preciso e transitório”.

Li no Diário de 8 de agosto reportagem a respeito do Dia dos Pais citando o shopping Cidade Norte, em que o fotógrafo Allan Mathias organizou uma exposição utilizando fotos de filhos e pais clicados nos mesmos lugares, quando os filhos eram crianças ou jovens. Fui conferir e gostei muito. Além do valor de preservar um momento especial na vida dos fotografados, vi nas imagens pessoas que conheço.

Parabéns a todos que, com sua sensibilidade, registram com câmeras fotográficas ou com celulares momentos importantes da vida.

Jorge Maluf, Rio Preto.

Reflexões

Vejo televisão com pouca frequência, mais para ver notícias. Dia desses vi o Datena dizendo que “este país tem políticos demais.(...)” Concordo. É um exagero 513 deputados e 81 senadores. Nos estados e nos municípios também há excesso de deputados e vereadores. Um senador pode ter até 50 assessores, além de muita mordomia. Um deputado, até 25. É muita gente. É muita despesa. Bilhões.

E produzem muito pouco ou quase nada. Imagino que um congresso ideal seria de 27 senadores e 51 deputados, contratados por concurso público de alto nível, para trabalhar de verdade, com eficiência e honestidade, de segunda a sexta, como qualquer trabalhador.

Para o Judiciário a mesma coisa. Eleições só para o executivo. Com certeza sobraria muito dinheiro para atender os menos favorecidos. Teríamos, enfim, uma sociedade mais igualitária, mais justa, sem violência, sem miséria. E todos seríamos felizes para sempre. Que beleza!

João Marani, Rio Preto.

Ônibus

“A luta de Belchior para pegar ônibus” - (ignorado nos pontos de parada pelos motoristas - Diário da Região). Gostaria de agradecer o jornalista Arthur Ávila pelo espaço, pois só fiz isso pelos outros deficientes que evitam sair de suas casas devido às dificuldades que encontram pelo caminho. Entre tantas também inclui a do transporte público urbano. Acessibilidade não inclui só nos corredores de ônibus e sim no município inteiro e na sociedade.

Belchior de Paula, Rio Preto.

Resposta

Em resposta à carta do leitor de Fabio Biondi Marques, publicada na edição de 17/08 /2017, faço os seguintes esclarecimentos:

Em janeiro deste ano fiz pedido conforme indicação 222/17, para que avenida Potirendaba fosse recapeada. Fiz várias reuniões com o Secretário de Trânsito e o Coordenador de Mobilidade do Município, Amaury Ernandes, e este assumiu compromisso de fazer várias intervenções, dentre estas na esquina da avenida Potirendaba com avenida Getúlio Vargas, ao lado do Muffatto, local crítico e que precisa de melhorias.

Segundo Amaury, nesse trecho está previsto a instalação de um semáforo e outra rotatória. Agradeço a oportunidade de esclarecer e coloco-me à disposição visando um mandato mais participativo.

Pedro Roberto Gomes, vereador, Rio Preto.

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