Diário da Região

10/02/2017 - 00h00min

Cartas do Leitor

Pichações

Cartas do Leitor

Entre tantas notícias e fatos importantes no mês de janeiro certamente um dos que mais causou polêmica foi protagonizada entre o prefeito de São Paulo, João Doria, pichadores e grafiteiros. Em Rio Preto, o Diário repercutiu o fato em matéria publicada em 25 /01, onde ouviu pessoas ligadas ao grafite e as artes visuais e em seu editorial em 28/01.

Com todo respeito que eles merecem, discordo do artista visual Juny Kp! quando subestima a sensibilidade da população afirmando que as pessoas não sabem distinguir grafite de pichação. Creio que até uma criança na mais tenra idade conseguiria fazer tal distinção: o grafite que embeleza é cultura popular e como tal, de entendimento fácil por parte do povo; as pichações são rabisco que agridem, transgredindo as leis e poluindo o ambiente.

Edson Ramos, grafiteiro rio-pretense, falando sobre atitude de Dória de apagar as pichações, afirma: “A respostas das ruas vem rápido. O muro é de quem chegar primeiro”.

Ledo engano: muros e paredes sejam privados ou publico são patrimônios de pessoas físicas, jurídica ou do poder público e o direito a propriedade é previsto em lei e deve ser preservado pelas autoridades, portanto quem chegou primeiro são seus donos, que devem e podem definir como desejam que o espaço fique, seja ele o proprietário de uma humilde casa na periferia ou dono de uma suntuosa mansão em um condomínio de luxo. Se o belo é subjetivo, as leis são objetiva e pichar é crime.

Em relação aos espaços públicos, esses sim, podem e devem ser negociados e colocados à disposição dos artistas quando possível.

Concordo que pichadores são grupos de adolescentes rebeldes, frutos da falta de oportunidade, da desigualdade social e da carência de política públicas voltada aos jovens, tornam-se vulneráveis e ficam sujeito a práticas de pequenos delitos.

Não acredito que o spray, nas mãos dos pichadores, que nos agridem, nos desrespeitam e poluem, seja ferramenta de inclusão ou modifique algo. Acredito na voz que negocia, que propõe políticas de inclusão aos jovens via educação, esporte e cultura.

O discurso usado por eles fica numa linha tênue, perigosa, entre a justificativa e a apologia ao crime.

Edinho Araújo, prefeito de Rio Preto, toma posse e recebe uma cidade a beira do caos, com problemas de toda ordem e o caixa baixo. Como primeiro ato, assim como Dória, propõe uma grande faxina na cidade. No entanto, esquece-se das pichações, que se multiplicam assustadoramente por aqui também.

Segundo ato, e de fato importante, será a definição das políticas públicas que serão escolhidas para manter a cidade limpa , caso contrario o primeiro terá sido apenas demagogia. Estamos de olho!

Roberto Carlos Musegante Jr, Rio Preto.

 

Câmara

Jean Dornelas começou mal, alimentou a sanha dos vereadores do Valdomiro Futebol Clube, que demonstraram através de Fábio Marcondes, que querem somente o poder pelo poder. Como sabemos, é notório, Fábio blindou o governo Valdomiro Lopes com a ajuda de Pauléra, Jorge Menezes. Não é novidade ele mudar de lado.

Gerson Furquim ensinou muito bem como atrapalhar uma investigação, Peixão continua como está sem fazer nada. Carlos Marinho ex-líder governo Valdomiro, ri literalmente da nossa cara, mas investigar e melhorar a cidade nem pensar. Francisco Junior, o investigado, também está muito cômodo.

Infelizmente os novatos começaram mal. José Lagoeiro, está perdido e na mão do partido e sob má influência. Anderson Branco podemos dizer o mesmo. Mas muito me admira Jean Dornelas, um advogado, que se autodenomina “do povo”, não deixar investigar as obras, aditivos e outras coisas do ex-prefeito Valdomiro Lopes. Primeiro ele não participou da gestão passada, segundo era lógico que os vereadores iam aproveitar dessa oportunidade.

Desses vereadores, citados muitos já mostraram que não ligam para a cidade e o povo, nesse momento até já sabíamos que os vereadores do Valdomiro Futebol Clube não iam deixar barato e o fizeram, e estão já mostrando à sociedade que se não agirmos rápido, estaremos em mãos erradas. E para finalizar como diz um velho ditado “Quem não deve, não teme”, a ordem é investigar.

Eduardo de Paula Campos Pereira, Rio Preto.

 

Dona Marisa

Ainda sobre a morte de Dona Marisa Letícia. Diante da morte, o maior mistério da vida, as pessoas tem reações diferentes, algumas desmancham-se em lágrimas, outras apenas lamentam, outras ainda, tecem elogios, as vezes até demasiados à figura do finado. Eu normalmente me calo e como cristão, oro a Deus por aquela alma e pelo conforto da família e amigos.

Quando foi anunciada a morte da ex-primeira dama Marisa Letícia, as mídias sociais foram invadidas por comentários, em sua maioria desrespeitosos à memória da falecida. Atitudes essas dignas de desprezo e frutos de mentes carregadas de ódio.

Porém, o ex-presidente Lula, de quem se esperava um mínimo de decência na derradeira despedida da mãe de seus filhos e sua companheira por mais de quatro décadas, aproveitou o momento para colocar-se como vítima e utilizar o velório como palanque para seu discurso de ódio.

Alegou Lula que sua esposa morreu triste, por conta de tanta “canalhice” que a acusavam. Asseguro que jamais vi alguém morrer feliz, em paz sim, mas feliz nunca. E se dona Marisa estava triste e estressada, o grande culpado. Arrastou a esposa e os filhos para o mar de lama da corrupção.

Dona Marisa devia ser sim uma mulher triste, pois via seu marido e filhos, além de amigos enredados pela Lava Jato. Lava Jato que respingava nela também, acusada que era de vários crimes.

Lula deve entender que triste mesmo morrem os trabalhadores nas intermináveis filas de hospital. Triste morrem aqueles que aguardam uma cirurgia no SUS. Triste mesmo morrem as crianças desnutridas. Triste mesmo morrem os empresários que perderam tudo o que tinham devido à sua irresponsável política econômica. Triste mesmo, Lula, morrem aqueles que apostaram na Petrobrás.

Nelio de Castro Gomes, Rio Preto.

 

Seneca

Peço desculpas aos leitores de meu artigo (“Sobre a brevidade da vida”, Diário, página 2A, edição de ontem) pelo erro cometido: Seneca não viveu anos numa caverna mas sim num exílio. Numa caverna viveu São Bento. A memória me traiu.

Wilson Daher, Rio Preto.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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