Diário da Região

13/01/2017 - 00h00min

Cartas do Leitor

Presídios 1

Cartas do Leitor

Meu entendimento é de que, à sociedade cabe toda responsabilidade pelo que hoje está a ocorrer no Brasil e mundo afora. Os fatos acontecidos são decorrentes das estigmatizadas camadas mais inferiores da sociedade - os excluídos, desvalidos. Nossa sociedade excludente aprova desde os decapitados nas prisões do Amazonas e Roraima, aos barões do pó, Beira Mar, Marcola, Abadia e à higienização proposta por Dória. Digo sem rancor, mas rastreando a verdade e o espírito despojado de certas personalidades — jornalistas livres —, mostrando-nos o que, infelizmente, não são estatisticamente consideráveis.

A sociedade escraviza-nos a todos desde a imposição de padrões a uma minoria, impondo-se implacável a todas as pessoas, principalmente com aquelas com mais de 45 anos consideradas descartáveis. Eis que, deslavadamente, vem propor aposentadoria a partir de 65 anos ou mais. Temos ai um verdadeiro calvário dos trabalhadores e trabalhadoras. Entre nós, “o golpe parlamentar liberou e legitimou o fascismo que estava latente em nossa sociedade excludente e desigual. Nossas torturantes tradições foram retomadas plenamente.

Transformamo-nos num país do ódio e da intolerância. Nesse contexto, desejar, por inacreditável, pelas mentes sadias, a morte de presos e as aclamadas novas chacinas passam a ser coisas naturais”. "A verdade é que o golpe e seus apoiadores desejam ainda mais chacinas, levando-nos a crer que o golpe veio para promover chacinas. Quiçá não só as literais chacinas de presos, mas as chacinas sutis e impessoais das políticas excludentes que acabam por matar". (sociólogo Marcelo Zero). O Secretário da Juventude defendeu mais chacinas, foi demitido porque manifestou, em público, os anseios dos golpistas e seus apoiadores que agem no privado.

Alfio Bogdan, Rio Preto

 

Presídios 2

O ex-Secretário Nacional da Juventude fala uma verdade expressando o que sente do sistema prisional brasileiro e é execrado da vida pública por não ter sido politicamente correto, mesmo com o apoio de grande parcela da população. No Brasil, matar bandido ou ver bandido se matando fere os "direitos dos manos".

Como se não bastasse o caos no sistema, um juiz manda soltar 161 "manos" do semiaberto para gozarem de prisão domiciliar. Que medida espetacular.

Que nossos presídios são escritórios da bandidagem, ninguém mais duvida. Entram drogas, armas, prostitutas, celulares, eletrodomésticos e regalias propiciadas pelos agentes de segurança mediante escancarada conivência remunerada.

Quando o Coronel Ubiratan Silva lá em 1992 agiu com a firmeza devida mandando para o inferno 111 anjinhos, a grita foi geral. "Direitos dos manos", mídia manipuladora, Justiça de mentirinha e por aí afora. Antes tivessem sido 1.111.

Essa balela de injustiça social e que os coitadinhos agora precisam de ressocialização é coisa de desocupados de gabinetes às voltas com as questões sociais. Ninguém quer saber como um pobre de fato se vira para sobreviver e que não opta por entrar para o crime por causa de sua condição. A esse o governo só prejudica, como está vindo por aí a reforma da Previdência.

O vagabundo preso tem toda regalia possível, do auxílio reclusão à vida boa na cadeia. Ora, o vagabundo come, bebe, dorme, toma sol, tem celular, tem arma, visitas íntimas além das extras, regalias conforme seu poderio e a sua família está protegida. Isto é vida ruim?

Está errado. O certo é agir com o máximo rigor nestas rebeliões, incorporar o espírito e a coragem do Coronel Ubiratan e matar o máximo possível, sem dó nem piedade. Ou esses vagabundos tiveram estes sentimentos quando cometeram seus crimes? É a única providência para a retomada da legítima ordem social e demonstração de poder à criminalidade. Hoje os papéis estão invertidos e só tende a piorar.

Wéliton de Oliveira, Rio Preto

 

Livros sobre o Brasil

Se um jovem estudante me perguntasse os melhores livros para conhecer o Brasil, responderia: “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, para conhecer o interior do País.

“Casa-Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, para conhecer a formação social (o índio, o branco e o negro).

“Bandeirantes e Pioneiros”, de Viana Moog, para o aspecto econômico comparando com os Estados Unidos.

Quanto ao aspecto religioso, haveria “O Problema Religioso da América Latina”, do pastor presbiteriano Eduardo Carlos Pereira, e o livro “A Igreja, a Reforma e a Civilização”, do padre jesuíta Leonel Franca. E para os espíritas, os livros de Chico Xavier.

Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Rio Preto

 

Briga no PSDB

Para frear o PSB, tucanos contrariam o governador Geraldo Alckmin(governador de São Paulo). Ao prorrogar os mandatos dos dirigentes do partido (em todas as esferas), a Executiva Nacional desrespeita um dos princípios fundamentais do partido que é a democracia. Os filiados têm o direito de escolher e de se candidatar aos cargos de direção. Não acho que tirando direitos dos filiados, Aécio Neves (senador) leve vantagem em uma eventual prévia. Pelo contrário.

Welbi Maia Brito, Rio Preto

 

Discurso político

O próprio Trump comentou em seu Twitter chamando Meryl Streep de “uma das atrizes mais superestimadas em Hollywood” e dizendo, mesmo com vídeos comprovando o contrário, que nunca teria tirado sarro de jornalista. Esta passagem é muito importante. Mesmo com vídeos, testemunhas, twitters, postagem no Facebook, o Trump fala ou faz uma coisa hoje e amanhã diz que não falou ou fez. Uma loucura.

Parece os pastores evangélicos que roubam o tempo todo, são pegos ou filmados fazendo falcatruas, e mesmo assim o povão se deixa enganar. Quais são os mecanismos de manipulação que transforma o ser humano em um gado não pensante? Serão os mesmos fatores que fizeram os alemães, durante a 2ª Guerra Mundial, não questionarem o Holocausto que sabiam que estava acontecendo? Como podem tais padrões de comportamento se repetirem a cada década? Esta é um pergunta que o neo-nazista Trump traz à mente.

Julio César, Rio Preto

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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