Diário da Região

28/01/2017 - 00h00min

Cartas do Leitor

O inesperado

Cartas do Leitor

O inesperado acontece na vida de todos nós. Pode ser uma notícia boa que nos traga sensação de bem-estar e nos deixa felizes. Outras vezes, a notícia inesperada vem como uma avalanche de derivados que nos tira o fôlego e nos faz ver, querendo ou não, que temos que medir a exatidão do poder de nossa força frente a uma notícia que envolve, por exemplo, nossa saúde.

Pois bem, comigo não foi diferente quando, no dia 5 do corrente mês, veio até minhas mãos o resultado de uma biópsia trazendo-me o inesperado: diagnóstico de Ca. Hoje, diferentemente do século passado, os exames vêm às nossas mãos diretamente e, numa fração de segundos, temos que decidir aceitá-lo ou não. Eu, minha família e amigos nos sentimos surpresos diante do diagnóstico de algo percebido há uns 6 meses e que passava meio que despercebido pelo simples fato de não me tirar da rotina e não me incomodar.

É justamente nesse momento que reside o cerne da questão: as pessoas ficam impregnadas da vida diária, que oferece multiplicidade de afazeres e se esquecem de olhar para as mudanças que ocorrem no próprio organismo. Comigo não foi diferente. Apesar de sempre fazer exames de rotina, o Ca parecia uma doença distante. Diante da descoberta veio aquela sensação de querer parar o mundo para eu descer. Levei dias para voltar à realidade.

A doença até então “ruim ou incurável” desmistificou-se não só dentro dos recursos modernos de tratamento, como também, por tudo que se estuda a respeito. Para ser oportuna com aqueles que sentem na pele o contato sempre imprevisto com a doença, quero usar as palavras de um amigo, dirigidas a mim: “Quando alguém adoece de Ca, toda a família adoece também.” Mas, nesse momento, você já sabe. Pesquisou na Internet, leu artigos, conheceu histórias e voltou-se para todos que até então passaram despercebidos.

Nada é melhor do que tomar posse daquela fé que está enraizada na sua alma, que se aflora no seu ser através de Deus e das orações de todos, tomar posse de uma cura que já se iniciou a partir da descoberta da doença, passar para as mãos de Jesus o milagre que você espera, crer em tudo que a medicina pode te oferecer...

Começo a minha batalha contra o Câncer sentindo-me vencedora, porque estou aqui no melhor lugar do mundo, no colo de Jesus sob a proteção de Maria. Para o momento é isso! Peço orações a todos que estão doentes de Câncer. Quando me revigorar voltarei, podem me esperar.

Angela Perozin, Rio Preto

 

Sensibilidade

Parabéns pelo texto publicado no Diário nesta quinta, 26, Romildo Santana. Parabéns pela visão humana. Hoje, poucas pessoas têm a sensibilidade de ver os "invisíveis" que vivem à margem da sociedade, do poder público, da vida. Não o conheci pessoalmente, mas pude sentir a existência do Caramuru através de suas palavras. Inclusive, imaginando que numa das viagens à Capital, quando ainda menino, embarcando na serpente de aço que seguia pelos trilhos levando a trazendo gente, eu o tenho visto na velha estação.

Theo Silva, Rio Preto

 

Uber

Ah, aquela folha ainda um tanto umedecida, aquele cheiro de álcool entorpecedor numa cópia de letra azul-clara, um pouco turva e apagada, mas tão romântica. Saudoso mimeógrafo! Ah, aquele batuque produzido pelos dedos ao clicar as macias teclas da máquina de datilografar, naquele curso, numa pequena salinha, imprimindo na fita rubro-negra os caracteres ‘ASDFGHJKLÇ’ dos exercícios, soava como música.

Ah, o vinil, os disquetes e as fitas cassetes (estas mantinham com as canetas Bic o relacionamento perfeito). O filme fotográfico, o bipe - ah, o bipe - todos foram consumidos pelo tempo e substituídos por novas tecnologias - mais práticas, rápidas e eficientes. O Zé da Fita, que vendia de porta em porta os sucessos de Leandro e Leonardo e Zezé Di Camargo e Luciano, teve de se adaptar, aceitou o novo e passou a conviver pacificamente com ele, ou seria igualmente consumido.

Assim é hoje, com os taxistas em relação ao Uber. Cabe a eles se adequarem às mudanças e ao Estado encontrar maneiras de coexistência, dando oportunidades a todos de trilharem seus caminhos.

Há em Rio Preto lei proibindo o serviço de carona que, segundo seu autor, visa a preservar os direitos dos taxistas e a segurança da população. Ora, e o direito dos desempregados de voltar ao mercado, daqueles que precisam de uma renda extra ou de quem simplesmente quer escolher qual serviço usar, quem cuida?

O promotor Sérgio Clementino, em entrevista recente, disse que “a chance de a lei ser derrubada é grande e que é melhor estar preparado para regulamentar o serviço (Uber) que o ter sem regulamentação”.

O posicionamento tacanho, atrasado e corporativista de “quem ama o passado e não vê que o novo sempre vem”, além de uma idiotice, é inútil. O novo sempre vem.

Arthur Merlotti, Rio Preto

 

Marcha para Jesus 1

Sobre a recusa de recursos da prefeitura à Marcha para Jesus. Tem que receber recursos, sim. E se cortar a verba da Marcha, tem que cortar a verba do Carnaval e dinheiro para a Parada Gay, pois tudo é uma manifestação cultural. O Estado é laico. Achei a enquete um pouco tendenciosa, porque não colocaram Parada Gay também e Carnaval? E não esqueçam do Beraká. Se um não pode, os outros também não. E se um pode, os outros têm o mesmo direito.

Alex Fernando, Rio Preto

 

Marcha para Jesus 2

O preço de todas as necessidades básicas só aumentando. O país vivendo o caos da corrupção. Falta de leitos no SUS. Falta de vagas em creches. Não se paga o que merecem os funcionários das áreas sociais e querem dinheiro para marchar? Jesus deve estar muito decepcionado com o povo que se diz cristão.

Sueli Villela Mendes, Rio Preto

 

Marcha para Jesus 3

Espero que a prefeitura não gaste dinheiro com Carnaval, onde só acontecem brigas, se consomem drogas, a prostituição é livre, e até mortes ocorrem. Já que não pode doar para um evento onde reúnem-se as pessoas para glorificar o nome do Senhor Jesus. Então use as verbas em benefícios da cidade, que está uma calamidade em todos os sentidos.

Sirlene Maciel Espero, Rio Preto

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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