Diário da Região

22/01/2017 - 00h00min

Cartas do Leitor

A NÃO-VIOLÊNCIA

Cartas do Leitor

Muitos brasileiros estão estarrecidos diante da atual explosão de violência em presídios do país. As mortes horrorosas causadas por conflitos entre facções que disputam o poder, envolvendo inclusive o controle do tráfico de drogas, evidenciam uma vez mais o alto grau de complexidade do sistema prisional brasileiro e da sociedade no seu todo, afinal tal violência tem tudo a ver com a violência globalmente disseminada e institucionalizada.

O horror nas prisões se soma a tantas outras situações assombrosas que afetam principalmente setores vulneráveis da sociedade como jovens, pobres e negros. A violência aumentou drasticamente no Brasil nos últimos anos. De acordo com a Unicef, 86% de vítimas de homicídios têm entre 15 e 18 anos. Trata-se de um genocídio que atinge sobretudo jovens, pobres e negros. Os cerca de 620 mil presos no Brasil são em sua maioria também jovens, pobres e negros.

Estamos imersos em uma tragédia social desde a qual se irrompe um clamor. Esse clamor brota dos próprios jovens. “A juventude quer viver, chega de extermínio de jovens!” Esse lema de uma Campanha da Pastoral da Juventude do Brasil, entre os anos 2008 e 2012, continua atual. Esse clamor brota igualmente dos pobres, tão recordados nas Sagradas Escrituras, e de uma grande parte da população afrodescendente, que já fez jus a uma Campanha da Fraternidade sob o lema “Eu ouvi o clamor do meu povo” (cf. Ex 3,7).

Movidos pela compaixão divina, temos o desafio de ser ativamente não-violentos em prol de uma sociedade realmente justa, como condição para “sairmos do buraco”. Se o sistema social no seu todo é violento, porque alimentar a violência, condenando os que antes de causarem vítimas foram vitimados? Se “Deus enviou o seu Filho ao mundo não para condená-lo, mas para salvá-lo” (Jo 3,17), cabe-nos também, atitudes diferenciadas, compassivas, não-violentas.

“Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso”, disse o Papa Francisco em sua mensagem de início deste ano, enfatizando o exemplo de compaixão da Madre Teresa de Calcutá, Prêmio Nobel da Paz em 1979, canonizada em 2016. Ela “fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes da pobreza criada por eles mesmos». Inspiremo-nos em seu exemplo de não-violência ativa!

Dom Reginaldo Andrietta, bispo diocesano de Jales 

 

Maníaco da Calcinha

É sempre assim no caso da bandidagem. A população não pode isso, não pode aquilo. Nós ficamos cada dia mais preso e os bandidos cada dia mais soltos. Mesmo se prenderem essa cara, daqui uns dias ele volta.

Marco Rego, Rio Preto

 

Idoso atropelado

Esta mais do que na hora de os casos de motoristas que dirigem alcoolizados e matam no trânsito serem tratados como homicídio doloso, porque eles sabem que é proibido beber e dirigir, portanto assumiu o risco.

Então, prisão até o julgamento, sem mais conversa, sem brechas na lei. Temos agora uma família sofrendo, um filho angustiado e sem respostas de quem deveria dar, espero que agora mude de culposo para doloso.

Fábio José Pereira, Rio Preto

 

Uber 1

Sobre a possibilidade de o Uber chegar a Rio Preto. Até que enfim. Não defendo condições desiguais entre taxistas e motoristas do 2Uber. Mas acredito que a população precisa de outra opção, sim. Os taxistas estão na roda da pobreza. Só reclamam sem argumentos convincentes. Não investem em seus próprios meios de trabalho e querem ganhar muito trabalhando do mesmo jeito que atuavam anos atrás. Todo profissional precisa se atualizar, oferecer mais ao seu público. Taxistas foram ficando para trás, confiando no monopólio. Agora, choram. Eu aplaudo.

Daniela Romancini Oliveira, Rio Preto

 

Uber 2

Esses motoristas que se cadastraram vão prestar serviço para algo que nem empresa é, que promete o paraíso, não consegue lucrar há tempos. E ainda tem prejuízos na casa dos bilhões de dólares há algum tempo.

Até parece igreja, mas é o Uber.

Ewerton Oliveira, Rio Preto

 

Uber 3

Precisei recentemente de uma corrida de táxi da rodoviária até o distrito de Engenheiro Schmitt. O motorista me cobrarou R$ 70. Isso não é preço justo. Acredito que, com o Uber, ficaria em torno de uns R$ 30 para fazer essa viagem

Sabrina Freitas, Rio Preto

 

Uber 4

Concorrência é a palavra. Os taxistas em Rio Preto sempre praticaram preços muito, mas muito mesmo, acima do cobrado em muitas capitais do Brasil. Terão, com a vinda do Uber, que se reinventarem.

Alexandre Tadeu, Rio Preto

 

Carnaval

Sobre recursos para o Carnaval de rua. O fato é que para o "Bolsa Suposto Atleta" tinha, não é? Espero que com a nova gestão de Cultura, Rio Preto volte a ter um FIT (Festival Internacional de Teatro) de qualidade e que a Bienal do Livro entre no calendário da cidade novamente, além de outras atividades. Carnaval de rua aqui sempre foi fraco.

Carlos Renato, Rio Preto

 

A praça

Rio Preto possuía até o início da década de 1970, no centro da cidade, três praças juntas. Praça Rui Barbosa, Praça São José e a Praça Dom José Marcondes. Infelizmente, com a derrubada da Catedral, a Praça São José desapareceu.

Neste trecho, na rua Bernardino de Campos, entre as ruas Siqueira Campos e Tiradentes, existia até estacionamento para veículos, além de um lindo jardim. Hoje resta apenas um pequeno pedaço de canteiro com quase nenhuma arborização.

Tonhão Domiciano, Rio Preto

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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