Diário da Região

09/05/2016 - 19h15min

Artigo

Divino e belo ou belo e, portanto, divino?

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No último artigo, sob o título Decifrando a beleza, falamos das proporções (divina proporção) e da matemática da beleza. Então, possuir ou não harmonia de formas e proporções faciais e ou corporais influi nas atitudes comportamentais do próprio indivíduo e também em atitudes do meio externo para com ele. Interfere nas relações sociais, oportunidades de trabalho, lazer, escolhas epossibilidade de conquista de parceiros.

Refletir sobre a força que a beleza exerce sobre a raça humana e a forma como ela nos impele a buscá-la mais e mais de uma forma apaixonada e instintiva é sempre relevante. Mas seu conforto pode até nos fazer fugir da realidade, tornear emoções fugazes e vaidades exageradas. Historicamente, a busca pela beleza expressou-se em todas as culturas humanas. E existem fatores nelas, acessórios que se somaram ou até se sobrepuseram ou ainda sobrepõem às características do belo proporcional.

As pessoas sempre se enfeitaram, pintaram, perfuraram, depilaram, perfumaram, pentearam, marcaram, cortaram e apertaram os corpos em busca do prazer de se sentirem belas e admiradas. Em épocas longínquas, quando a comunicação era muito mais difícil, esses fatores eram únicos às pessoas de uma mesma população, por influência social do seu local de origem.

 

Antônio Roberto Bozola e Adriana Parro Bozola - 08052016 Antônio Roberto Bozola é professor doutor e regente de Cirurgia Plástica do Hospital de Base da Famerp; Adriana Parro Bozola é cirurgiãdentista

Hoje, embora ainda existam inegáveis influências ambientais e geográficas que interferem na manipulação da aparência humana, a comunicação é o meio pelo qual comportamentos culturais são divulgados, adquiridos e reaprendidos por todo o planeta, processo este que facilita o despertar do sentido de equilíbrio de proporções e adereços. A partir da década de 1990, o fenômeno da globalização passou a influenciar o conceito de beleza das diferentes populações: a massiva exposição mundial a imagens semelhantes levou a uma tendência de homogeneização das preferências estéticas e seus respectivos adereços.

Não importa qual seja a cultura, a verdade é que a beleza e boa aparência são muito valorizadas por qualquer sociedade. A ciência, contudo, mostra que há, sim, um padrão de beleza humana inalterável ao longo do tempo. Esse padrão é instintivo e apenas sofre pequenas alterações sob a influência da cultura. Conclui-se então que beleza não é um carimbo e que todos têm de ser iguais, o que seria até monótono.

Cuidar da saúde, não fumar, não exagerar na exposição ao sol, não usar drogas, fazer atividade física, alimentar-se adequadamente, vestir-se bem e com discrição para cada momento, unhas, cabelos, sapatos, fala, odores, inteligência são até mais importantes do que proporções perfeitas. É por isso que o cirurgião plástico tem a difícil incumbência de entender o que são: medicina, anatomia, técnica operatória, beleza, harmonia, relevos, proporções e psiquismo dos pacientes para poder indicar ou contraindicar um procedimento cirúrgico. A cirurgia plástica deve ser o coadjuvante das pessoas e não o fator determinante da qualidade de vida. Só excepcionalmente.

 

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