Diário da Região

24/03/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

Ursos, jararacas e chapéu de príncipe

Painel de Ideias

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Seria, deveria ser interessante, se pudéssemos escolher o ator americano Leonardo DiCaprio como presidente do Brasil? Fora o Oscar, teríamos um presidente que se apresentaria com uma distinta elegância e uma enorme preocupação com o planeta. Certamente causou uma espantosa surpresa a dificuldade, e o trabalho que sua equipe de filmagem de O Regresso teve para encontrar neve. O ator pôde em pouquíssimas palavras para uma plateia mundial demonstrar a preocupação que deveríamos ter com o aquecimento global.

Dá para refletir que, somente em um filme onde se teve que sobreviver a um ataque de um feroz urso e o assassinato do seu filho, onde além de ter sido deixado a sua própria sorte, em ambiente inóspito, ao ponto de ter que ingerir entranhas cruas para que se mantivesse vivo, tais acontecimentos o fizeram mais do que um sobrevivente: conseguiu levar para casa a cobiçada estatueta. No filme, ele conseguiu encontrar nas palavras de sua esposa, a poesia que tanto lhe fazia falta. Um filme onde fica evidente que a vida ainda tem seu valor, mesmo com ursos e neves congelantes.

Conseguiu sensibilizar os membros da academia, mais do que o milionário esperto e mau caráter em Lobo de Wall Street, ou ainda, mais do que o excêntrico Howard Hughes em o Aviador, exemplos de duas atuações que a meu ver mereceriam estatuetas muito antes de enfrentar o terrível urso. Mas as coisas acontecem na hora certa, no auge do nosso amadurecimento.

Falando de bichos referentes ao filme, tanto lobos quanto ursos, nos remetem aos desenhos infantis como Urso amigo e o pobre coiote que nunca , como dizem até hoje, conseguiu pegar o não menos famoso Papa-Léguas. Tenho a certeza de que o caçador de peles Hugh Glass (papel de Leonardo DiCaprio em O Regresso) seria também um ótimo caçador, ou melhor, preservador das serpentes e outros animais que tanto tem sido manchete em nossa imprensa, sendo exemplo para nós, que não resolvemos o grande problema ambiental do País, a fim de extinguir o que tanto nos assustam. É necessário um encantamento no sentido de que o que o assustador não precisa ser devorado, apenas compreendido.

Engraçado que quando fui tomado pela história da cobra peçonhenta, me veio à mente a infantil fábula do Pequeno Príncipe, quando da narrativa desenhou-se o elefante e a serpente que na sua ideia não deixaria de ser também um chapéu. Precisamos enxergar com os olhos do coração, é muito mais prazeroso que a visão mundana materialista.

Insisto na ideia de que precisamos de pessoas como Leonardo DiCaprio, principalmente em nossa política atual. Um cara que vem a público e diz que o cinema ainda emociona e nos faz pensar, na política seria bom exemplo também.

Não nos esqueçamos de que personagens vivem no âmbito dos sonhos e são eles que alimentam a vida. Para sonhos ruins, aconselho a luz, pois logo a escuridão corre para debaixo da cama. Assim, podemos novamente olhar a vida como ela nos apresenta: bela, desafiadora, prazerosa e preparatória para nos transformar em dignos merecedores de Oscar. Ainda há um pouco de alegria, ops, poesia. “Te devoraria a qualquer preço. Porque te ignoro ou te conheço. Quando chove ou quando faz frio. Noutro plano, te devoraria tal Caetano a Leonardo Di Caprio. É um milagre..”

 

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