Diário da Região

22/11/2015 - 00h00min

Painel de Ideias

De volta para o futuro

Painel de Ideias

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Há alguns dias, uma leitora relatou na coluna de cartas dos leitores o apuro por que passou quando o seu filho lhe dirigiu uma daquelas perguntas constrangedoras, irrespondíveis:

– Mãe, o que é telex?!?

De fato, há muito que não se vê, em funcionamento, um daqueles equipamentos aparentados das máquinas de escrever, descendentes em linhagem direta do telégrafo de Samuel Morse, ligados em uma rede física como a rede telefônica, capazes de endereçar mensagens escritas para outras máquinas iguais, em qualquer lugar do mundo.

Memória Ram? Nada disso, as mensagens eram pré-gravadas em uma fita de papel e só depois enviadas, para economizar o caríssimo tempo de transmissão.

O que dizer então do mimeógrafo, aquela geringonça de fazer cópias azuladas a partir de uma matriz embebida em álcool chamada estêncil? Utilizada até há pouco tempo, era uma alternativa econômica às onerosas fotocópias para reproduzir, por exemplo, as provas escolares.

Quem hoje aí pelos 40, 50 anos, não andou sonhando em vasculhar o lixo da sala dos professores na esperança de encontrar ali o estêncil datilografado contendo as questões de uma prova temida? Conheço alguns que fizeram isso e acabaram surpreendendo a professora com improváveis cem por cento de acertos.

E o que é que um garoto hoje com uns 15 anos diria se alguém o convidasse para assistir aos slides do último acampamento de férias da escola? Slides, o leitor além dos 40 certamente sabe, são fotogramas positivos que se projetavam diretamente na parede, quase sempre para uma pequena plateia doméstica de sonolentos espectadores desinteressados...

Nem tente perguntar aos mais jovens sobre a radiovitrola, porque aí o trabalho será duplicado. Além de explicar a respeito do móvel que enfeitava a sala de visitas da casa e conjugava um aparelho de rádio e um toca-discos automático com capacidade para empilhar alguns elepês e tocá-los em sequência, haverá a necessidade de esmiuçar o que seja, exatamente, um elepê.

Mais ou menos por essa época, quando a vida era bem colorida e a TV era preto-e-branco, as pessoas se orgulhavam de possuir uma daquelas Semp de antena interna, em cuja ponta colocava-se um chumaço de bombril. Diante da tela, um retângulo de papel celofane em três cores – vermelho, verde e azul – inaugurava a presunçosa sensação de se assistir, em cores, a atrações como Bonanza, O Direito de Nascer, Telecatch, O Fugitivo e Antonio Maria.

Eram poucos os que já possuíam televisores em casa. A nova e luminosa engenhoca elétrica começava a retirar as pessoas das cadeiras colocadas nas calçadas para levá-las, aos grupos, até a casa do vizinho mais abonado.

Estava inventada uma nova categoria de espectadores: os televizinhos.

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