Diário da Região

14/09/2016 - 00h00min

Artigo

Evolução do ‘marxismo’

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JOHNNY TORRES NULL
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Os grupos de esquerda (socialistas marxistas) dos anos 60 e 70 acreditavam que melhores condições de trabalho e de vida para os trabalhadores só seriam possíveis através de uma revolução da classe proletária e da luta armada. O socialismo marxista tinha como fundamento teórico: a luta de classes; a revolução proletária; o materialismo dialético e histórico; a teoria da evolução socialista e a doutrina da mais-valia.

Todos que participavam dos partidos, movimentos e vanguardas daquela época sabem perfeitamente que se lutava pela derrubada do capitalismo e pela implantação em nosso país de um regime inspirado em Cuba. A ideologia esquerdista então dominante na intelectualidade e na academia levou a luta armada. Muitos rapazes e moças inteligentes fizeram parte desses grupos que pegaram em armas. Afinal, existia um ideal!

A data de 31 de março jamais deixará a memória do povo brasileiro. A história nunca será capaz de apagar uma página tão sombria em nosso país. A Ditadura Militar no Brasil foi um marco em nossa história que jamais deverá cair no esquecimento. Centenas de pessoas, perseguidos políticos, ainda continuam desaparecidas.

Hoje, grande parte desses jovens, românticos de outrora, se tornaram liberais e conservadores, pois descobriram através da leitura e do trabalho que existia um mundo bem melhor além das teorias de Karl Marx. Alguns estudantes daquela época ainda mantiveram o romantismo e a ingenuidade, pois ainda acreditam no socialismo. Outros esquerdistas se tornaram professores “esquerdopatas”, pregam o comunismo nas universidades como se estivessem dando aulas nas madrassas (escolas religiosas islâmicas, também denominadas escolas corânicas).

Existem ainda aqueles que mantiveram a ideologia somente em função da estabilidade de emprego no funcionalismo público ou boquinhas governamentais (alguns até chegam a se aposentar nesse árduo trabalho de cota partidária), outros mais espertos se tornaram “socialistas” através do sindicalismo. O que todos têm em comum? Apreciam tudo de bom que só o capitalismo burguês pode oferecer: bens de consumo sofisticados e bons vinhos.

Com sua ideologia farsante, a esquerda bolivariana (esquerda populista latino americana idealizada por Hugo Chaves, pós derrubada do comunismo na Europa) aposta no Estado para controlar o país, sua economia e a sociedade. Usa de todos os meios para se manter no governo e considera um retrocesso a alternância de poder. Adota a retórica nacionalista para tratar os adversários como inimigos do povo e traidores da pátria. Vê o crescimento da oposição como suposta conspiração golpista articulada pelos Estados Unidos. Viola as regras do Estado democrático de direito ao mesmo tempo que pretende usufruir de suas prerrogativas e garantias.

Enquanto isso, os jovens brasileiros estão nas ruas gritando “Fora Temer”, acreditando que estão revivendo o golpe de 64, ou seja, lutando pela democracia! Quanta ingenuidade! Nada como estudar Karl Marx!

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