Diário da Região

27/02/2015 - 00h45min

 

Feriado...prejuízo?

 

Incompreensível que tantas cabeças preparadas para o assunto insistam em culpar feriados para justificar menor tamanho do PIB. Apresentam contas simplórias como dividir o PIB por dias úteis e após multiplica-se pelos feriados e...pimba! A perda do comércio é de R$ 437 milhões. Ainda no caminho de se chegar aos 241 dias, consideram as férias. Espetacular engano! Férias são parte componente do contrato de trabalho, em que se inserem 13º e FGTS também. Só como lembrete, sábado não é dia de folga; a folga oficial é o domingo. Pergunte aos comerciantes o que acham do faturamento no meio expediente do sábado, principalmente os que atendem a nova classe média. O que realmente acontece nos feriados é uma mudança no fluxo de consumo, pois pequenas lojas e mercados ou comércio da periferia não abrem e o dinheiro vai ser usado nos shoppings, hipermercados e pontos de lazer. O que acham os comerciantes do parque aquático de Olímpia dos feriados? Como acreditar que por conta dos feriados ao longo do ano consumirei menos: porca, parafuso, camisa, amortecedor, pneu, bronzina, biela, lava louças, calça, quadro, fechadura, lâmpada, refrigerante, caneta, smartphone, notebook, ventilador, apartamento, móveis? Muitos comércios vendedores destes produtos estarão fechados. O consumido no feriado foi comprado ontem, ou será reposto amanhã. Outro ponto: o comércio está aí há séculos e os feriados também, então eles são componentes normais nas relações comerciais trabalhistas e industriais. Este ano tem um a mais, ano que vem um a menos, e assim é.


A safra de grãos (não entram aqui hortifrutis, pecuária, citrus, látex, cana-de-açúcar, vinícolas) no período 2013/14 foi de 193,59 milhões de toneladas. Quando negociadas geram renda e lucro aos seus produtores. Pode ser que não se consigam vender sacas de milho/soja/feijão num feriado. Quem se importa com isso? Os hipermercados e shoppings têm expediente normal, restaurantes, casas noturnas, teatros, bares, cinemas, rodeios. A indústria canavieira no período de safra turno de 24 horas até o final da produção. O PIB é o PIB, e feriados não influenciam no seu tamanho. O que acontece é que algumas empresas faturam menos na ocorrência de feriados e outras mais. Os feriados atingem fortemente os varejistas de rua, principalmente os de bairro, e como eles têm sindicatos fortes a gritaria é alta. Faz parte do comportamento queixar-se do que incomoda, mas calar-se do que está bom. Nos idos dos anos 50 e 60, não havia gritarias por feriados no comércio. todos os comércios tinham o mesmo horário, então no feriado todos estavam fechados e ninguém questionava. Apenas um setor tem aumento de custo no feriado: a indústria. Mesmo assim poderá ser minimizado com rodízios na produção, mantendo-a com pequeno aumento no custo de mão de obra. As indústrias que não trabalham aos sábados cumprem a jornada de 44 horas, pagando meia hora/dia de segunda a sexta-feira. Pode-se apenas estimar quanto o PIB de um feriado será menor que num dia útil. Dizer que é zero...nem pensar!


EDGAR ANTÔNIO SBROGIOEconomista



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