Diário da Região

09/07/2017 - 00h00min

Artigo

Fogo cruzado

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Seria cômico senão fosse trágico, aliás, muito trágico. Aplicativos criados por voluntários em redes sociais informam em tempo real os lugares em que estão acontecendo tiroteios. Isso tem ajudado muitos moradores a desviarem ou evitarem áreas de tiroteios entre bandidos e a polícia, entre facções rivais de traficantes ou mesmo em casos de arrastões e assaltos. Para se ter uma ideia da necessidade de aplicativos como esses, somente na semana passada (a última do mês de junho) foram registrados 220 tiroteios na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Em um deles, como tem sido noticiado, um bebê dentro do útero da mãe foi atingido e está paraplégico. A média de tiroteios no Rio é superior a 15 por dia, com dezenas de vítimas atingidas por balas perdidas. Há também as vítimas indiretas, incontáveis, e os estragos no moral e no espírito dos moradores, incalculáveis.

No final de junho, por conta do aumento no número de tiroteios, 379 escolas suspenderam as aulas, prejudicando algo em torno de 128 mil alunos. Ruas, becos, vielas, morros inteiros transformados em praças de guerra e o povo, refém, perdido, apavorado, marcado e ferido para sempre em sua cidadania e em seu estado de direito à segurança e a paz. Um desses aplicativos é o Fogo Cruzado.

Tem também o OTT (Onde Tem Tiroteio). Eles permitem que qualquer usuário compartilhe dados toda vez que ouvir ou presenciar um tiroteio. A pessoa preenche um formulário bem simples e seguro, a informação é transformada em uma notificação em um mapa da região metropolitana do Rio de Janeiro. É uma forma interativa e gratuita de a população se manter informada e, com isso, buscar evitar os locais em conflito.

Uma cidade cada vez mais entregue à violência, um Estado falido por conta das duas gestões criminosas de um ex-governador bandido, Sérgio Cabral, esposa e sua quadrilha. Esse é o cenário da belíssima Rio de Janeiro e do maravilhoso Estado do Rio de Janeiro. Um povo entregue à própria sorte que tenta alternativas para minimizar os perigos de se viver numa das cidades mais violentas e sem segurança do mundo. Como chegamos até aqui? Não há outra palavra para essa resposta a não ser a corrupção.

Ela nos fere mortalmente, ela atravessa os órgãos todos, se aloja na coluna cervical e paralisa todo o sistema público que deveria se mover em favor de seus cidadãos. Corrupção no governo, nos partidos; corrupção nas instituições, nos sindicatos, no funcionalismo público e nas associações. Uma praga que acelera a miséria, aumenta a pobreza, multiplica a violência, abala a esperança e corrói a autonomia de todo um País.

A corrupção é mais violenta que qualquer tiroteio. Ela é menos barulhenta. Acontece no silêncio das propinas e das negociatas obscuras. A corrupção tem gosto e cheiro de sangue, fome, horror. Um aplicativo da propina e dos locais onde se pratica a corrupção. Aguardo por ele.

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