Diário da Região

17/06/2017 - 00h00min

Painel de Ideias

Você e eu aconteceu

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Quem inventou Dia dos Namorados em junho está de parabéns. O frio ajuda. A véspera do dia do santo casamenteiro faz refletir. Todo mundo quer presentear seu “cobertor de orelha”. O comércio se agita. Um Natal no meio do ano. No lugar do Papai Noel, cupidos gorduchos e corações vermelhos. Os vendedores ficam românticos, viram conselheiros, incentivam você a abrir o coração e a carteira.

A estratégia sempre dá certo. Ao contrário de muitos namoros por aí, o Dia dos Namorados e o comércio constituem um relacionamento fiel, duradouro e próspero. Esse ano, por exemplo, a expectativa é que as vendas tenham movimentado R$ 1,65 bilhão. Desses, pelo menos R$ 564 milhões gastos em roupas e sapatos. O levantamento é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que aponta uma alta de 2,5% frente a 2016. Pesquisa da mesma Confederação informa que 61% dos brasileiros, cerca de 92 milhões de pessoas, presentearam alguém no último dia 12.

Que coisa louca é o negócio do namoro. Mesmo o namoro de quem já casou, e isso é o que torna esse segmento ainda mais fantástico. Porque estar enamorado é estar abençoado. E não importa se ele ou ela está ao seu lado há dois dias, um mês, um ano ou meio século.

Namoro é prática guerreira que enfrenta crise política e econômica. Que passa por cima da incerteza de mais um apontamento no cartão de crédito. Lota restaurantes, bares e cafés. Vive de chamego, pipoca e cinema. Brigadeiro e cobertor. Meia de lã e dormir de conchinha. É trem tão bom que só este ano quase 100 milhões de pessoas compraram alguma coisa, por mais singela, para agradar a quem se deseja. Um botão de rosa, um cheiro, um bombom. Um abraço mais apertado. Um olhar demorado. Um bilhetinho carinhoso. Um telefonema apaixonado. É significado, ternura, afeto e injeção de ânimo na economia. De qualquer ângulo que se olhe, namoro é bom negócio.

Namoro dá liga, dá cor, sabor, dá samba e dá rima. E nem falo de amor. Esse é outra história. Há de se namorar muito para saber se é amor. Volto a afirmar: quem inventou o Dia dos Namorados no meio do ano está de parabéns. Então, os meus parabéns vão para o publicitário João Agripino da Costa Doria, pai do atual prefeito de São Paulo, João Doria Junior. Foi ele, em 1948, que criou o Dia dos Namorados em Junho no Brasil. Qual foi sua inspiração? A necessidade de impulsionar as vendas de uma rede de lojas de roupas. Foi gênio em relacionar a data dos namorados à véspera de Santo Antônio, porque primeiro se namora, depois se casa. Seu anúncio dizia: “não se esqueçam: amor com amor se paga.” Pensa num publicitário bom esse pai do Dória...

Encerro com um versinho meu, singelo, puro e de graça, feito um beijo de namorados: “Eu e ela aquarela eu e você algodão doce azul e rosa entrosa macho e fêmea almas gêmeas você e eu aconteceu”.

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