Diário da Região

22/01/2017 - 00h00min

Artigo

Do uso das redes sociais

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Comedido usuário dos instrumentos de comunicação e serviços disponibilizados pela Internet no universo dos sites, blogs, aplicativos e redes sociais, sou bastante crítico quanto ao uso que deles se costuma fazer no dia a dia, especialmente no que diz respeito ao Facebook (não uso) e ao WhatsApp (faço parte de dois grupos).

Não porque deixe de reconhecer sua universalizada e indiscutível importância, mas por conta da banalização dos objetos que, não raro, animam o interesse de seus usuários.

Banalização que chega às raias do ridículo quando promovida por pessoas ingênuas, desacauteladas, que vivem replicando textos, alertas, fotos e vídeos (gerando “correntes” intermináveis) sobre lazer, saúde, relacionamentos, segurança, política, entre outras, às vezes desatualizados e até falsos, porque nunca se dão ao trabalho de checá-los. Postagens que consomem memória dos celulares (e tempo para o seu descarte), que vão da exaustiva exibição de membros do grupo (expondo hábitos inconvenientemente reveladores) até a inserção de textos anedóticos, pegadinhas de mau gosto (quando não, beirando a pornografia) e imagens retratando vítimas de acidentes e tragédias.

Sem falar das pessoas que têm o vezo de postar mensagens em horários inapropriados, ignorando a existência dos que necessitam manter ativas as notificações de seus aplicativos e do fato de que nem todos podem se interessar pelos seus conteúdos. Imagine uma dessas pessoas, exultante com o início das férias, encaminhando a seguinte mensagem, às 4h da madrugada, para seus grupos: “Uhu!!! Partiu Campos do Jordão!” (Repleta de emojis com carinhas felizes e mãozinhas postas...)

Que falar, então, do uso irresponsável das redes sociais para a propagação de boatos provocando situações de verdadeira comoção nacional? (Linchamentos, pânico em agências bancarias, mitos sobre tempestades solares e explosão de eletrônicos, bebidas e alimentos contaminados, atentados, denúncias de sabotagem...)

Para encerrar, recorro a Umberto Eco, escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, diretor da Escola Superior de Ciências Humanas da Universidade de Bolonha (autor de “O Nome da Rosa”), infelizmente falecido em 2016. Ativo pensador da tecnologia e da comunicação, numa de suas falas sobre o uso das redes sociais, assim se manifestou quando recebia o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura, pela Universidade de Turim, em 2015: “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de tolos que, antes, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Dizia-se imediatamente a eles para calar a boca. Agora têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel”.

Em seguida, Eco sugeriu aos jornais “filtrarem as informações da web com auxílio de especialistas, porque ninguém é capaz de saber se um site é confiável ou não”. (Em tempo. Neste momento, horas após o anúncio da morte do ministro Teori Zavascki, uma enxurrada de especulações, alimentada por adeptos das teorias conspiratórias, inunda a internet e as redes sociais.)

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