Diário da Região

29/01/2017 - 00h00min

Artigo

Incorruptibilidade

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Sonho com o dia em que corrupção será apenas conhecida dos livros de história. Corrupção é a maior das mazelas. Origem de tantos outros desarranjos individuais e sociais. No caso brasileiro, evidente também que até a fome, bem como a educação e a saúde precárias, derivam direta ou indiretamente da corrupção. Quando aceita como comum, a corrupção se espalha se não for erradicada, exposta e tratada como tal.

A expressão “rouba mas faz”, aceita por toda uma geração que reelege políticos que sabidamente roubaram enquanto no poder, cria a sensação de que não há outro jeito, de que não vai mudar nunca.

A corrupção quando aceita gera filhotes, levando para o campo do aceitável o que uma sociedade sadia e as pessoas com valores jamais aceitariam. Exemplos não faltam. A propina ao guarda de trânsito para se evitar uma multa, a cola na prova, a mentira dentro de casa, o consumo de produtos roubados, falsificados ou contrabandeados em camelôs ou por sacoleiros de luxo, já “sem nota”, a consulta médica sem recibo, o voto vendido e tantos outros hábitos vão aos poucos validando a “lei de Gerson” e tornando os agentes e pessoas à sua volta reféns, dependentes e viciados no hábito de roubar, corromper, aceitar, conviver e até promover o ilícito, o imoral e o errado.

Daquele que leva a caneta do trabalho ou a moeda de cinquenta centavos que não era sua, para aquele que desvia milhões ou bilhões da Petrobras, não há diferença alguma de caráter ou culpabilidade, apenas há diferente circunstância e oportunidade.

Há um enorme equivoco na expressão “a ocasião faz o ladrão”. De fato, essa expressão não é verdadeira e serve apenas para validar a condição de fraqueza humana no que diz respeito à corrupção, levando para fora do ser a responsabilidade pelo ato de roubar. Ou seja, colocando na “ocasião” ou circunstância e oportunidade a responsabilidade ou culpa pelo roubo.

Quando um povo contaminado pela doença da corrupção elege cidadãos contaminados, é óbvio que o reflexo disso é termos políticos corruptos como consequência. Mas já passou da hora de entendermos o efeito causal, a causa raiz do problema e não apenas seus sintomas.

A causa do problema não é termos políticos corruptos. Afinal de contas, quem elege um político num sistema democrático como o nosso? O próprio povo o faz. O grande problema é termos uma sociedade ainda composta por muitas pessoas com a doença da corrupção. E assim se criam as condições que mantêm o sistema corrupto, a sociedade doente. Não sem colocar na conta um fator crucial: a impunidade.

Como sair dessa ilusória percepção da condição de corrupção que nos encontramos? Como buscar a incorruptibilidade como valor fundamental de um povo?

O caminho passa pela busca individual de alguns em se tornarem incorruptíveis e, com seu exemplo e conduta, contagiar positivamente outros, e mais outros.

Passa também por quem não mais tem a corrupção na mente e na alma ensinar a seus filhos, pares, vizinhos, amigos e todos em sua rede social. Passa por não mais ser omisso nos pequenos casos de corrupção e inclusive, se for necessário, denunciar o que estiver vendo de errado, de corrupto.

Passa pela consciência de que é responsabilidade do cidadão eleger seus representantes e que pesquisar sobre a incorruptibilidade do candidato é mais importante que sua capacidade, promessas e discursos.

Passa enfim, por sermos agentes da mudança em nossas próprias vidas, fazendo da correção e da honestidade pilar de nossos valores, de nossas práticas e de nossas palavras e ações. Passa, como disse Gandhi, por sermos a mudança que queremos ver no mundo.

Precisamos, como povo, deixarmos de ser corruptos. Sendo honestos, não mais veremos corrupção à nossa volta.

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