Diário da Região

04/01/2017 - 00h00min

Artigo

Estamos vivos

Artigo

NULL NULL
NULL

Ainda que cientistas como Einstein e Stephen Hawking tenham elaborado a relação espaço-tempo, a humanidade continua na dependência de fatores emocionais ou psicológicos para indagar ou solicitar melhoras em sua vida por meios irracionais. O tempo cronológico e o tempo subjetivo são diferentes, o primeiro tem uma medida matemática, segundo após segundo e isto é imutável para o nosso cotidiano.

Mas o tempo subjetivo não se mede pelo mostrador do relógio, mas pelo que temos de mais profundamente emocional ante as questões do dia a dia. Quem sabe muito bem do que estamos falando é o torcedor de futebol, para quem a agonia do tempo é medida pela lentidão ou rapidez dos minutos que faltam para o término da partida: o tempo parece andar devagar quando seu time está ganhando no sufoco, ou rápido demais quando precisa vencer o jogo. O grande locutor esportivo, Fiori Giglioti, décadas atrás, já exclamava seu bordão para mexer com os nervos do torcedor: “o teeeempo passa”.

As indagações sobre o tempo são muito antigas, vêm desde Santo Agostinho, proclamando que Deus não fazia nada antes de criar o mundo, porque “antes era o nada” e no nada o tempo não existia. Aqui entre nós, nossa preocupação com o tema do tempo é relevante? Penso que sim, e uma das provas mais contundentes para tal crença refere-se sempre à passagem do ano, quando nos iludimos com a fantasia de que tudo será melhor, porque o tempo agora será outro.

O tempo cronológico é imutável, mas nós não somos imutáveis. Somos pedra que rolam e se transformam a cada minuto de nossas vidas, como já pregava Heráclito na era pré-cristã. O que, naturalmente, significa que o tempo não nos modifica, mas nós podemos e devemos ser os artífices desta mudança pelos meios que criamos. O novo ano não nos transforma, nós transformamos o novo ano conforme a dinâmica que imprimimos em nossas ações. Que podem ou não serem fatores de mudança para nossos anseios.

As promessas que fazemos para tais mudanças transformadoras são autênticos desejos de novas e melhores realizações. Mas transmutar promessas em atos concretos nos obriga ao gesto do desafio, que nos tornam muitas vezes inseguros, graças ao risco potencial que elas podem sugerir.

Este, no entanto, é o momento que representa toda nossa capacidade de virar as costas para o passado, como pedras que rolam para não criar lodo. Nossos apegos, muitas vezes se transformam em obstáculos para nosso crescimento, fixando-nos na tão falada zona de conforto, que nos deixam como que pregados ao chão, sem possibilidades de caminhada.

O tempo passa e se continuamos vivos de verdade, temos que ser fiéis à nossa caminhada. Uma das passagens que aprecio no Evangelho é aquela em que Jesus diz aos seus apóstolos, referindo-se á mediocridade da maioria: “deixem que os mortos enterrem os seus mortos”.

Provavelmente, os rudes apóstolos não teriam entendido, de pronto, a mensagem de Jesus, mas hoje, se tentarmos interpretá-la quando nos observamos, perceberíamos se vivemos ou simplesmente sobrevivemos na estática de uma vida sem vida.

O tempo é nosso cúmplice na arrancada para uma vida nova. Estamos vivos, é o que desejo a todos que me vejam nessa leitura.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso