Diário da Região

17/06/2017 - 19h55min

Rio Preto em Foco

O Terço cantado na Boiadeira

Rio Preto em Foco

Reprodução de vídeo Violeiros durante a festa junina
Violeiros durante a festa junina

Vocês sabem qual é uma das maiores tradições de toda nossa região? O Terço Cantado, que acontece às margens da Estrada Boiadeira, na propriedade da família Carvalho. Já atravessou mais de um século e continua firme e forte. É de antes de 1900. O comando da festa passa de geração por geração, hoje comandada pelos irmãos Antônio e João Carvalho, mantendo toda tradição dos primeiros que ali se estabeleceram, desde a fundação de São José do Rio Preto. É que a família Carvalho é descendente dos pioneiros Luiz Antônio da Silveira e seu irmão Antônio de Carvalho e Silva, que aqui chegaram quase 10 anos antes da fundação da cidade.

Eles só não são considerados os fundadores por que justamente foram se estabelecer às margens da Boiadeira, cabendo a João Bernardino de Seixas Ribeiro ser considerado o fundador por ser o primeiro morador do local. Todo mês de junho a família e amigos preparam uma grande festa, com comes e bebes típicos e muita música caipira mesmo! Uma típica festa junina, mas com uma grande diferença: a religiosidade é que manda na festa. A Companhia de Folia de Reis, comandada pelo mestre Brazilino, emociona uma multidão de fiéis e curiosos que chegam pela primeira vez ao terço.

Num dialeto próprio, a companhia invoca os santos padroeiros Santo Antônio, São João e São Pedro, faz todo ritual até a procissão e o fincamento da bandeira no alto do enorme mastro de madeira. Uma grande fogueira e fogos de artifício dão início à cantoria e a uma grande festa. Uma festa completa como nunca se viu. O patriarca da família, senhor Ernani Ferreira de Carvalho, no alto do seu vigor físico (apesar da idade avançada) desfila seu “palavreado” acaipirado, com uma sabedoria de poucos. Foi o seu pai e sua avó que inventaram de fazer este terço, após a viagem de 19 dias de Minas Gerais até a nova morada, nas terras de São José.

“Eu nasci ali numa ‘tapera véia’ que, de tão pequena, se ‘oiava’ daqui e se enxergava de lá”, diz seu Ernani, num humor de tirar o fôlego. O médico Moacir Borges de Carvalho, outro descendente dos pioneiros lembra que o terço se equivale ao equinócio da Europa e os católicos adaptaram para o mês de junho. Os equinócios lá ocorrem nos meses de março a setembro, quando definem mudanças de estação. O psicólogo Luis Barison relata que as festas juninas acontecem justamente no período de descanso do caboclo, chamado período da vaga, quando ele quase não trabalhava e ficava em torno da casa, preparando a horta e fazendo pequenos concertos.

É também nesse período que ele comemorava a venda da safra e aproveitava para noivar e casar. Por isso o casamento caipira nas festas juninas. Tudo isso está registrado no filme “O Terço Cantado na Boiadeira”, produzido pela Rio Preto em Foco Filmes, com direção de Fernando Marques, roteiro de José Carlos Pontes e trilha sonora de Renato Gagliardi. Uma das maiores tradições de toda noroeste paulista. 

 

 

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