Diário da Região

28/01/2017 - 12h55min

NO DIVÃ

Perturbamos e somos perturbados pela inveja

NO DIVÃ

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Nas artes e na literatura a inveja sempre esteve representada

A inveja é um plano infantil, embora muito comum de sentimento. Não estou falando do invejoso que salta aos olhos, aquele que maldiz os outros ou tem na fala o discurso dos que não souberam se preencher. Esse é literalmente uma criança imatura.

Moralista, invejoso do prazer alheio, tem na fala o azedume e recalque dos frustrados. Insatisfeito, muitas vezes não sabe o que é. Secretamente sente ressentimento contra as pessoas que têm alguma coisa: beleza, dinheiro, sexo, sucesso, poder, liberdade, amor, personalidade... Mas que ele não quer, não pode ou não vai desenvolver. Ao contrário de aceitar as suas deficiências e lutar por suas ambições, simplesmente odeia e quer destruir a pessoa que o lembra de sua privação. 

A inveja disseminada em nossa sociedade, permeia os sentimentos e é alimentada pela indústria colossal da moda e dos cosméticos. No meio empresarial alimenta gigantes rivalidades, explorada pelo marketing que sabe tão bem acordar nossas lombrigas, e mantém os sonhos de consumo que importamos do “american way of life”.

A Psicologia enxerga além, destaca a inveja masculina do poder sexual, emocional e procriador das mulheres, que alimenta o machismo. Também a inveja da força e despreocupação do varão, que nutre o feminismo. Nos casos de infidelidade amorosa, razão de tantas rupturas entre casais, a ira que prevalece no parceiro que não se atreve à infidelidade, tem tons de inveja também. 
Não existe inveja saudável, ela é sempre uma sensação dolorosa de frustração para qualquer déficit que os outros supostamente tenham, e para o qual, consciente ou inconscientemente experimenta-se grande hostilidade. Está presente nos mimimis sociais ou é parte de uma defesa neurótica, a partir do qual o sujeito experimenta uma fantasia incansável de se destacar e se sente constantemente ameaçado e angustiado pelo sucesso, a vida e felicidade dos outros.

Vive em competição permanente, mas não procura por ajuda. É clichê, mas é falta de espelho em casa mesmo. O invejoso não olha pros próprios defeitos, não se dá conta de si. Um pouco de autocrítica bastaria para que não se sentisse tão à vontade ao apontar. A inveja pode fazer parte de outros distúrbios, complexo de inferioridade, ansiedade, depressão, maus tratos. A terapia seria a ajuda possível para esta inconsciente falta de fé em si mesmo.

Inverter papéis e se tornar mais apto a se colocar no lugar do outro é um milagre capaz de mudar atitudes, ampliar a visão e o conhecimento, e tornar as pessoas mais sensatas, discretas e principalmente, mais justas.

 

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