Diário da Região

31/08/2017 - 12h03min

CRÍTICA

Narcos expande e ganha força em temporada pós-Escobar

CRÍTICA

Juan Pablo Gutierrez/Netflix NULL
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Ao renovar Narcos para mais duas temporadas após o encerramento da segunda, os produtores sabiam que eles tinham uma tarefa gigantesca pela frente. Eles deveriam pegar uma série que era basicamente uma biografia de Pablo Escobar, que nasceu e se consolidou fortemente ligada a esse personagem histórico, e expandir, transformar.

Tanto que o questionamento mais comum quando se falava de Narcos na época da renovação era: o que será da série sem a figura icônica de Escobar e a atuação marcante de Wagner Moura?

Já antecipando a mudança narrativa, roteiristas e produtores utilizaram o fim do segundo ano para apontar para os novos caminhos. E história para contar a gente sabe que não é problema quando o assunto base para o seu trabalho é o mundo do narcotráfico.

Para essa terceira temporada, sai a figura central e dominante de Escobar e entra o Cartel de Cali, um grupo que é o oposto do narcotraficante de Medellín. Para eles, quanto mais despercebidos passarem, melhor. O foco é a operação e seus resultados.

E as escolhas feitas parecem ter surtido efeito. O Diário teve acesso aos seis primeiros episódios da terceira temporada de Narcos, que chega à Netflix na próxima sexta-feira, 1º de setembro, e o resultado não poderia ser melhor.

Por mais que a falta de Escobar e, consequentemente, Moura seja sentida, especialmente nos primeiros episódios, Narcos consegue superar todos esses problemas e fazer dos novos caminhos apresentados um material tão empolgante e interessante quanto o anterior.

A nova temporada começa após a morte de Escobar. Agora, o DEA, departamento norte-americano responsável pela luta contra o narcotráfico, volta sua atenção para a organização de tráfico mais rica do mundo na época, o Cartel de Cali.

Liderado por quatro chefões – os irmãos Gilberto e Miguel, Pacho e Chepe –, o Cartel anuncia logo no início da série um plano de aposentadoria. Com grande parte dos políticos e da força policial em seus bolsos, eles planejam sair por cima, com as mínimas consequências e todo o dinheiro. Mas o agente Javier Peña (Pedro Pascal, reprisando o papel das duas temporadas anteriores) não está disposto a deixar as coisas seguirem esse caminho.

Como o Cartel de Cali não era centralizado em uma só figura, os roteiristas da série têm muito mais material e histórias para explorar. São caminhos diversos e figuras de destaque que enriquecem a narrativa e promovem também uma variedade de temas.

E explorar as figuras dos quatro chefões de Cali se prova tão interessante quanto a trajetória de Escobar. São personagens completos, humanos, enraizados em tragédias e traumas que se tornam atraentes ao público. Uma vitória do time de roteiristas, que investiu em um desenvolvimento que gera essa tridimensionalidade tão necessária para furar estereótipos.

Esse resultado também é um exemplo da seleção impecável de elenco, algo que Narcos nunca teve problema. Tanto Damián Alcázar quanto Francisco Denis fazem um trabalho impecável nos papéis dos irmãos Gilberto e Miguel, respectivamente.

Agora, quem rouba a cena é Alberto Ammann com sua presença marcante como Pacho Herrera, um homem que ficou marcado pelo preconceito do próprio pai por ser gay e vê em sua trajetória de ascensão a um cargo de liderança do cartel a prova definitiva de que ele pode ser quem é e conquistar o que desejar.

Mas não se engane, apesar de muitos personagens entrarem e saírem desta terceira temporada – e os citados aqui são só o topo da cadeia –, Pedro Pascal continua sendo um protagonista marcante, dominador e que convence em sua jornada.

Uma jornada que parece longe de acabar, mas que se continuar evoluindo e enraizada em boas histórias e personagens, teremos o prazer de seguir acompanhando. Que venha o restante da terceira temporada e a quarta, já confirmada pela Netflix.

 

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