Diário da Região

22/03/2015 - 00h07min

Editorial

Águas de março e o pânico

Editorial

As águas de março não pouparam Rio Preto das imagens assustadoras da última chuva, dignas dos temporais destruidores que costumam atingir São Paulo e cidades vizinhas nos verões. Imaginar que em uma das mais ricas cidades do Estado de São Paulo, que se vangloria por sua qualidade de vida, um motoqueiro quase morreu afogado ao ser arrastado por uma enxurrada, é motivo para ligar todas as luzes de alerta. Vinte minutos de uma chuva forte levaram pânico a vários moradores e motoristas, arrastando até mesmo um ônibus intermunicipal da Viação Itamarati, bloqueando uma das avenidas mais simbólicas e importantes do município. Embora menos dramáticas do que a tempestade que caiu por dois dias na capital paulista nos dois dias anteriores, as consequências da chuva rio-pretense chocaram muita gente. Os esforços que a prefeitura realiza há anos, independentemente do partido e do prefeito de plantão, são louváveis e necessários, com a realização de obras em vários locais para conter as enchentes nos locais mais críticos, como nos vales onde ficam as avenidas Bady Bassitt, Alberto Andaló e Murchid Homsi, além de suas continuações, como a José Munia e a Juscelino Kubitschek. A questão é se o que está sendo feito e o que já foi feito são suficientes para debelar um problema grave de infraestrutura, O ônibus atravessado em plena avendia Andaló, carregado pela enchente, sugere a resposta negativa.

As obras antienchente nos córregos Canela e Borá, ligadas diretamente aos locais onde houve enxurradas fortes na última sexta-feira, estão atrasadas, segundo noticiou este Diário. Mais grave é a situação do Canela, que corre ao lado da avenida Juscelino Kubitschek, continuação da Bady Bassitt. Segundo a Caixa Econômica Federal, apenas 23,8% do serviço havia sido executado até o mês passado. O banco federal entrou com R$ 59,5 milhões, com uma contrapartida de R$ 1 milhão da Prefeitura de Rio Preto. A situação no córrego Borá é, digamos assim, "menos ruim", embora também esteja atrasada, segundo a Caixa - 66,4% de trabalhos realizados até o mês de outubro passado. A drenagem do Borá tem custo previsto de R$ 70,6 milhões, dos quais R$ 65,7 sairão dos cores do governo federal. Diante de mais uma tempestade com enchentes e enxurradas, a prefeitura, como é de praxe, apenas emitiu uma lacônica e breve nota negando que haja atraso nas obras antienchente, "que estão dentro do cronograma". Pelo jeito, alguém esqueceu de avisar a Caixa a respeito - e também ás vítimas das enxurradas na avenida Andaló, em especial o motoqueiro que quase se afogou.

 

 

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