Diário da Região

24/02/2016 - 00h00min

Editorial

Corredores de ônibus

Editorial

A eliminação do histórico transtorno conhecido como imobilidade urbana de Rio Preto passa necessariamente pela anunciada implantação dos corredores exclusivos destinados à circulação dos ônibus, numa extensão de 40 quilômetros pelas principais vias, incluindo as avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt. Em reportagem publicada pelo Diário da Região na edição de ontem, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) reafirmou que o projeto de R$ 210 milhões, bancado com recursos do governo federal, será consolidado no transcorrer de 2016. Portanto, dentro do seu último ano de mandato.

A solução foi e tem sido adotada com sucesso em parte das cidades mais desenvolvidas do mundo. Políticas públicas de valorização do transporte coletivo costumam apresentar uma série de vantagens, direta e indiretamente. A criação de faixas exclusivas para ônibus não beneficia apenas o transporte coletivo, mas todos os demais veículos, que por consequência também terão espaços prioritários de tráfego.

Quando integrados a sistemas de ciclofaixas e ciclovias, projetos dessa natureza tendem a ser ainda mais eficientes. Os benefícios são muito óbvios. Na esteira da mobilidade, o trânsito mais organizado representa menos poluição visual, auditiva e do ar; menos estresse, melhoria na saúde física e mental das pessoas, mais produtividade no trabalho, tempo para o descanso e o convívio em família.

Relevante ressaltar, porém, que os corredores de ônibus só vão efetivamente produzir efeitos se a Prefeitura conseguir entregar o plano por inteiro. A começar pela conclusão do novo terminal urbano, que ainda engatinha na região da Praça Cívica, chamada pomposamente pelo prefeito de Estação Central Parque. Reportagem publicada pelo Diário em dezembro último, a propósito, mostrou que o plano de mobilidade urbana literalmente “encalhou”. O conjunto de obras estava com 3,6% realizadas, de acordo com o monitoramento feito pela Caixa Econômica Federal.

Que a previsão reafirmada agora por Valdomiro se concretize, com o cumprimento de prazos e metas. Que não se esqueça, aliás, de um complemento igualmente muito importante: o aprimoramento da qualidade do serviço público de transporte coletivo. De nada adianta criar modernos corredores para ônibus sucateados e superlotados, e passagens cada vez mais caras, com direito a milionários subsídios dos cofres públicos. Rio Preto precisa dar esse passo adiante, mas que seja com a devida responsabilidade. Caso contrário, será como jogar dinheiro público no lixo.

Faixas exclusivas

só terão sentido

se a qualidade do transporte público for melhor do que é hoje

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