Diário da Região

19/06/2015 - 00h00min

editorial

Cadeirantes sem transporte

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“Estamos entrando em época de provas. Como vou à escola? Não tem ninguém para me levar”. Entre o desabafo e a preocupação, o estudante Leonardo Richard Garcia Mota, de 16 anos, fala sobre a suspensão do transporte escolar mantido pelo Estado a estudantes do ensino médio de Rio Preto que têm deficiência física. A reportagem do Diário apurou ouvindo dezenas de pais e funcionários das instituições que pelo menos 16 alunos de dez escolas estaduais estão sem o serviço por tempo indeterminado. Na costumeira tentativa de minimizar, o Estado afirma que seriam sete os estudantes atingidos pelo problema, como se isso pudesse atenuar a notória falha de planejamento. A desculpa oficial, burocrática e sempre insensível apresentada pelo Estado é que uma empresa entrou com recurso e suspendeu a licitação prevista para garantir a continuidade do transporte. “Um processo emergencial foi aberto para a contratação de nova empresa, que prestará o serviço pelos próximos seis meses”, segundo a Secretaria Estadual da Educação. “Não sabemos se será normalizado na terça-feira ou daqui a uma semana”, contou um funcionário da Diretoria de Ensino, sobre o contrato vencido na semana passada.

Apontar problemas com processos de licitação virou resposta-padrão para justificar o misto de incompetência e descaso que vai além da questão do transporte escolar, presente nas esferas da administração estadual, federal e municipal. É preciso lembrar o agravante do caso em questão, sabendo que se trata de compromisso absolutamente previsível, que poderia e deveria ser encaminhado com antecedência suficiente para evitar descontinuidade, transtorno, desgaste e os chamados processos emergenciais, capazes de resultar até em custo maior aos cofres públicos. Uma semana depois, como lamentavelmente era de se esperar, a situação permanece a mesma, obrigando familiares e alunos a apelar ao improviso ou mesmo levando quem não encontra uma alternativa a simplesmente deixar de frequentar as salas de aula. Um prejuízo que só quem sente na pele consegue definir com precisão. Uma perda cuja dimensão não pode ser entendida por burocratas distantes e inconsequentes. Na teoria das explicações vazias, o Estado subestima a capacidade de discernimento da população e apresenta uma projeção que faz lembrar os mundos de Poliana e Alice – a primeira, resignada e bovinamente tentando sempre enxergar o bom até no que está ruim; a segunda, condicionada a acreditar que vive mesmo no país das maravilhas.

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