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“Não tem fruta para as crianças, não tem papel higiênico para os maiorzinhos nem luvas para a professora usar. Na semana passada, as crianças ficaram à base de macarrão e suco de cenoura”. A afirmação de uma mãe, feita em um grupo de rede social, foi reforçada por outras declarações parecidas, sobre a falta de produtos alimentícios que deveriam compor a merenda em pelo menos oito creches de Rio Preto, frequentadas por 1,6 mil crianças e mantidas pela Prefeitura em parceria com entidades assistenciais.

Mães e funcionários dos estabelecimentos contaram ao Diário que têm sido obrigados a usar a criatividade e se impor algumas doses adicionais de sacrifício. Enquanto muitas famílias levam pacotes de bolachinha, suco, frutas e outros produtos, funcionários contribuem com itens como alho e cebola. Além disso, levam óleo para não ter de improvisar com margarina, cujo excesso é prejudicial à saúde. O apelo à margarina, aliás, ocorre desde o mês passado também em unidades do ensino fundamental.

Inicialmente, a Prefeitura insistiu em minimizar, afirmando que os produtos estavam sendo enviados sem qualquer problema e dando a entender que a culpa seria do mau gerenciamento das creches pelas entidades. Ao anunciar que vai assumir a gestão das creches a partir de 1º de julho, o governo ainda fez ironia com os parceiros. Escreveu em nota oficial que “a Secretaria de Educação entende que toda mudança gera insegurança, tanto por parte dos pais quanto dos funcionários das entidades que deixarão de ser parceiras”.

Depois, diante da falha na estratégia de tirar o corpo fora e de transferir a responsabilidade, o governo finalmente admitiu que houve um erro na publicação do edital de licitação para a contratação do fornecedor dos produtos. O edital deveria ser publicado no diário oficial do município e em veículo de grande circulação. Ou seja: não se trata nem de falta de recursos financeiros, mas de desorganização mesmo. É falta de capacidade para estabelecer cronogramas e desenvolver tarefas burocráticas absolutamente previsíveis.

O argumento da licitação virou uma desculpa bastante comum. Já foi usado, por exemplo, para explicar o atraso no fornecimento de uniformes aos alunos da rede municipal de ensino. A Prefeitura também informou que só entregou no começo do ano os uniformes de “verão” e que os itens de “inverno” chegariam na respectiva estação. O inverno chegou e nada de regularização. Se não resolver logo as duas pendências, o prefeito Valdomiro Lopes será obrigado a ouvir, resignado, que no seu governo as crianças passam fome e frio.

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