Diário da Região

08/10/2015 - 00h00min

editorial

Alinhamento muito suspeito

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Pesquisas publicadas pelo Diário da Região na coluna “Economize” mostrando a variação de preço do combustível nos últimos meses apontam um claro alinhamento, que tem deixado o consumidor cada vez com menos alternativa. Na atualização mais recente, publicada ontem, os valores mais praticados são de R$ 2,19 no álcool, R$ 3,58 na gasolina e R$ 2,99 no diesel. No universo de postos pesquisados, as diferenças mais significativas são escassas. Pontualmente, foi verificada variação de 30 centavos na gasolina, 15 centavos no álcool e 50 centavos no diesel. Mas são raríssimas exceções. Em regra, impera mesmo a incrível e intrigante coincidência de preços, com variações mínimas, praticamente inviabilizando a opção de escolha do consumidor.

Estamos, portanto, diante da primeira e indesmentível constatação de paralelismo de preços, num movimento que vem sendo verificado semanalmente nos levantamentos do Diário. São subsídios que podem e devem orientar um segundo passo no sentido de apurar se esse alinhamento é fruto de uma coincidência ou se, de alguma forma, resultado de uma combinação que fere de morte os direitos do consumidor. O aumento de 6% e de 4%, respectivamente da gasolina e do diesel, definido pela Petrobrás nas refinarias, certamente contribuiu para o repasse ao consumidor final. Um pouco mais complicado é explicar o repasse em ritmo alinhado. Idem para o aumento relacionado ao etanol, que chegou a ser vendido por até R$ 1,45, conforme mostrou pesquisa do Diário no início de agosto.

O discurso de que os proprietários de postos andaram cobrando mais baixo pelo etanol apenas enquanto durou uma certa promoção feita pelos seus fornecedores não é lá muito convincente, mas pode até servir de desculpa para a elevação aos patamares atuais. Igualmente para a incidência extorsiva de imposto no preço final ao consumidor e o contexto da crise econômica que atinge os mais diferentes setores. Nada disso serve, no entanto, para explicar preços tão iguais.

Existem fatos determinados e concretos para levar o consumidor a desconfiar que há algo fora da ordem nas relações de consumo. Existe o fator motivador para que órgãos de defesa passem a pelo menos a prestar mais atenção ao assunto, casos de instituições como Procon, Ministério Público e Comissão de Desenvolvimento Econômico e Defesa do Consumidor na Câmara de Vereadores, por exemplo. São órgãos com estrutura e ferramentas necessárias para ajudar a população a entender melhor esse quadro e constatar se seria o caso de levar suas apurações inclusive ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça. O consumidor agradece.

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